Não é uma preocupação sem motivo, claro. O investidor pessoa física encheu a carteira com esses ativos nos últimos anos. As gestoras deram "all in" na estratégia, que vinha como um apoio importante na captação graças à fuga por isentos e os bons retornos da classe. E então, os fundos de crédito privado perderam para o CDI em outubro (alô multimercados, temos visitas!).
A Sparta quase dobrou o patrimônio sob gestão nos últimos anos em meio ao boom de crédito. Mas nunca quis crescer a qualquer preço: nós já te mostramos em outras ocasiões que a gestora fechou a captação dos fundos quando estava no auge da demanda dos investidores. Ela fez de novo. Mas abriu uma oferta bilionária do CDII11, o FI-Infra queridinho do mercado. Te contamos o porquê dos dois movimentos.
Fomos atrás da Bradesco Asset, Itaú Asset, SulAmérica, Warren e MAG Investimentos, eleitas as melhores gestoras do Brasil pela FGV, para entender como crescer (ou sobreviver) em meio à pior janela para fundos multimercados e ações da história. Quem está atento às movimentações recentes das grandes assets já sabe que parte da resposta está no início dessa newsletter.
As cartas da Kinea com as boas referências cinematográficas do gestor Ruy Alves são sempre um must read do fim do mês. Dessa vez, o destaque ficou para o ouro, um "ativo do ceticismo" para quem não confia plenamente nas moedas, nos bancos centrais ou na capacidade dos governos de conter seus próprios desequilíbrios. Aparentemente, o time dos céticos aumentou de tal forma que a gestora preferiu dar um passo atrás. Em Wall Street, tem gente dizendo que parte desse rali no ouro parece ser "uma bolha do mercado que está em suas etapas finais". É uma opinião longe de ser consenso, mas que é forte, é.
Vale um contexto: se alguém está fazendo festa para comemorar as dezenas de recordes do IBOV este ano, o convite do investidor pessoa física extraviou. A participação da PF na Faria Lima (perdão, não poderia perder o trocadilho rs) caiu de 21,4% do todo em 2020 para 12,6% do total este ano. Para o economista, quem for esperar o cenário melhorar por completo para se posicionar pode acabar barrado do baile de vez.
Se você já estava aqui na semana passada, deve ter visto que a última edição foi na conta da ótima Jenne Andrade. Já voltei das férias, mas não à SP. E por um bom motivo: estou em Nova York a convite da Avenue para ouvir o que as gigantes de Wall Street têm a dizer neste momento de corte de juros nos EUA, migração de capital para fora do País, recordes da Bolsa, boom de AI. Prometo que compartilho os destaques na próxima edição.
Tem alguma ideia ou sugestão? Um assunto que você queira entender com mais profundidade, um gestor que gostaria de ouvir, uma informação de bastidor que tenha escutado por aí e gerou curiosidade? Me procure no luiza.lanza@estadao.com.