NEGOCIAÇÕES COMERCIAIS ▸Analistas veem atraso do Brasil em diálogo com EUA e temem politizaçãoA exatas duas semanas para que entre em vigor a tarifa de 50% sobre todos os produtos exportados do Brasil para os Estados Unidos, as negociações seguem a passos lentos entre o governo brasileiro e Washington.
A dificuldade em identificar interlocutores tem sido manifestada pelo próprio governo que, após dois dias de reuniões com representantes do setor produtivo, encaminhou uma nova carta para o USTR - órgão responsável pelo comércio dos EUA - pedindo por negociações e reiterando as críticas à sobretaxa.
No entanto, a gestão do presidente Lula para a crise tem sido alvo de críticas por parte de especialistas e autoridades diplomáticas quanto à morosidade na articulação direta com os EUA, enquanto países como Japão, Índia, Indonésia e Coreia do Sul já desenvolvem acordos bilaterais. |
Pesquisa Genial/Quaest
A maioria dos brasileiros acha que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não devem disputar a eleição em 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (17). Para 58%, Lula não deveria se candidatar à reeleição. Os que consideram que ele deve disputar são 38%. Não sabe ou não respondeu, 4%. Se comparado ao último levantamento, em maio, houve uma queda de oito pontos percentuais nos que rejeitam a reeleição. Por sua vez, houve uma subida de seis pontos percentuais nos que apoiam uma nova candidatura. Já no cenário do primeiro turno, Lula teria 32% das intenções de voto, à frente de Bolsonaro, com 26%. O ex-presidente está inelegível até 2030 após sofrer condenações do Tribunal Superior Eleitoral. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Foram entrevistadas 2.004 pessoas pela Quaest, pessoalmente, entre 10 e 14 de julho. |
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IOF
O IOF vai voltar a incidir com as alíquotas mais elevadas determinadas pelo governo federal, o que deve reavivar incertezas numa série de aspectos, segundo analistas ouvidos pela CNN. Com a volta do decreto, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, o envio de remessas ao exterior, operações com cartões internacionais e com câmbio e moeda em espécie enfrentarão alíquotas mais duras. O movimento deixa o mercado mais cético quanto a um possível controle de capital, relembra Beto Saadia, diretor de investimentos da Nomos. Quando baixado o decreto, o temor já havia sido sinalizado por alguns, o que leva o investidor a se proteger aumentando o investimento no exterior, até temendo uma potencial nova majoração. Moraes derrubou apenas a cobrança sobre o risco sacado, argumentando que o governo teria extrapolado suas competências. |
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Tarifas de Trump
Faltando 15 dias para o início da vigência da tarifa de 50% sobre a importação de produtos brasileiros, o próximo passo do governo federal nas negociações com os Estados Unidos deve ser pedir o adiamento da cobrança do imposto. Essa é a avaliação de empresários ouvidos pela reportagem que participaram de reuniões com o Executivo no comitê interministerial criado para definir a resposta brasileira à alíquota estabelecida por Donald Trump. Já foram quatro reuniões no contexto do comitê. O governo se encontrou com representantes da indústria e do agronegócio nacional, além de empresas americanas, incluindo gigantes como Amazon e Coca-Cola. As reuniões, até o momento, terminaram com um recado do setor produtivo ao governo: as tarifas são insustentáveis e inviáveis para a indústria e o agronegócio. |
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Reforma do IR O governo federal trabalha com um prazo curto para aprovar a reforma do Imposto de Renda no Congresso com o objetivo que as mudanças passem a valer a partir de 2026. Líderes governistas afirmam que o texto precisa acabar de passar tanto pela Câmara quanto pelo Senado até 30 de setembro devido à legislação. Na prática, o Congresso entra em recesso a partir desta quinta-feira (17) e só deve voltar aos poucos a partir da primeira semana de agosto. Na quarta (16), o projeto foi aprovado na comissão especial sobre o assunto na Câmara. Agora, está pronto para ser analisado no plenário da Casa. Depois, irá ao Senado. O projeto é uma das principais vitrines do governo para conquistar a classe média e pessoas de menor renda, tendo sido promessa de campanha de Lula. |
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Número de deputados
O presidente Lula decidiu vetar o projeto de lei que aumenta o número de deputados de 513 para 531. O petista já havia se manifestado, a auxiliares, contra a proposta e quis evitar ser considerado "omisso". Uma das considerações a favor do veto foi feita pelo ministério da Fazenda. A pasta avaliou que o aumento no número de parlamentares na Câmara dos Deputados fere a Lei de Responsabilidade Fiscal. A medida dividiu opiniões no governo. Por parte da ala política, interlocutores avaliavam que Lula deveria deixar o prazo vencer. Assim, o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), seria responsável pela promulgação da lei. Por outro lado, uma parte do Palácio do Planalto afirmava que a ausência de uma manifestação poderia repercutir negativamente na opinião pública. |
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 "O fato de nossa nação estar pronta para enfrentar o poder dos Estados Unidos e seu cão na coleira, o regime sionista (Israel), é muito louvável"Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, sobre o conflito com Israel. Leia mais |
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A analista de Economia da CNN Thais Herédia comenta a validação do decreto de alta do IOF. Segundo ela, o aumento não vai fazer justiça tributária, já que o MEI e o microempresário vão pagar o dobro em operações como pessoa jurídica. Assista. |
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