| Trump assina decreto que oficializa tarifas de 50% ao Brasil |
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto executivo que oficializa a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros. A medida entra em vigor sete dias após a assinatura do decreto, ou seja, em 6 de agosto.
No documento, Trump cita que a ordem é justificada por uma "emergência nacional" em razão das políticas e ações "incomuns" e "extraordinárias" do governo brasileiro que, segundo o republicano, prejudicam empresas americanas, os direitos de liberdade de expressão dos cidadãos dos EUA e a política externa e a economia do país, de modo geral. |
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BOLSA E DÓLAR NESTA QUARTA-FEIRAO desempenho dos mercados hoje. Veja aqui |
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O Ibovespa e dólar fecharam em alta nesta quarta-feira (30), em reação à divulgação da Casa Branca da lista de exceções ao tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros.
A bolsa brasileira encerrou o dia com valorização de 0,95%, aos 133.989 pontos, com forte impulso da Embraer, que disparou quase 11%.
O dólar também encerrou em alta, apesar de se afastar dos picos observados durante o dia. A moeda norte-americana fechou a sessão com avanço de 0,36%, negociado a R$ 5,588. Nas máximas, a divisa passou de R$ 5,60. |
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TARIFAS, CONTAS PÚBLICAS, JUROS Macroeconomia |
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Com as exclusões anunciadas nesta quarta-feira (30), o tarifaço de Donald Trump acabará atingindo 46,6% das exportações brasileiras aos Estados Unidos, segundo levantamento da Amcham Brasil (Câmara de Comércio Americana).
A indústria cafeeira brasileira vê espaço para negociar a exclusão do produto das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos. Em nota, a Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) afirmou que a entrada em vigor das medidas amplia a margem de negociação.
A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) lamentou a decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre parte das exportações brasileiras e afirmou que não há justificativas econômicas para a medida.
O presidente da Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Jorge Vianna, afirmou nesta quarta-feira que, apesar de a nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos ser “uma notícia ruim”, o adiamento da entrada em vigor da medida abre espaço para novas negociações.
O presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), Roberto Perosa, afirmou, após reunião a equipe do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), que o setor está em diálogo com o governo brasileiro e aguarda o anúncio de medidas para aliviar os impactos econômicos provocados pela tarifa imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras.
O Governo Central registrou um déficit primário de R$ 44,3 bilhões em junho de 2025, acima do déficit de R$ 38,7 bilhões no mesmo mês do ano passado, informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira.
O Brasil segue com o 2º maior juro real do mundo após o BC (Banco Central) manter a Selic em 15%, em decisão divulgada nesta quarta-feira (30). É o que mostra um levantamento da consultora econômica MoneYou, que leva em consideração 40 países das Américas, África, Ásia, Europa e Oceania.
O chair do Federal Reserve, Jerome Powell, disse nesta quarta-feira que é muito cedo para dizer se o banco central dos Estados Unidos reduzirá sua taxa de juros em setembro, como esperam os mercados financeiros. |
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TIM, QUALCOMM, ISA ENERGIA Negócios |
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A TIM Brasil divulgou nesta quarta-feira (30) lucro líquido normalizado de R$ 976 milhões no segundo trimestre, crescimento de 25% na comparação com o mesmo período do ano passado, conforme relatório de resultados.
A Qualcomm registrou lucro maior nos três meses encerrados em junho, em meio ao avanço nas vendas de semicondutores, segundo dados publicados nesta quarta-feira.
A transmissora ISA Energia obteve um lucro líquido de R$ 255,6 milhões no segundo trimestre, 39,9% abaixo do registrado um ano antes, de acordo com resultado trimestral divulgado nesta quarta-feira. |
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POLÍTICA MONETÁRIA BC mantém juros em 15% e confirma fim do ciclo de aperto monetário |
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CRESCIMENTO ECONÔMICO ▸PIB dos EUA supera expectativas e avança 3% no segundo trimestreO crescimento econômico dos Estados Unidos se recuperou mais do que o esperado no segundo trimestre, mas os dados exageraram a saúde da economia, já que as importações foram responsáveis pela maior parte da melhora e os gastos dos consumidores aumentaram moderadamente.
O PIB (Produto Interno Bruto) cresceu a uma taxa anualizada de 3% no segundo trimestre, informou o Departamento de Comércio nesta quarta-feira (30). A economia contraiu a um ritmo de 0,5% no trimestre de janeiro a março, a primeira queda do PIB em três anos. |
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