 | NELSON ALMEIDA/AFP, via Folha de SP |
| Emprego recorde, tarifa de 50% e juros estáveis: os destaques do mercado nesta quinta |
| | Bom dia, investidor, Confira os destaques desta quinta (31): - Desemprego atinge 5,8% e marca menor nível da série histórica iniciada em 2012
- EUA impõem tarifa de 50% ao Brasil, mas aliviam setores estratégicos
- Super Quarta: Copom e Fed mantêm juros e adotam tom de cautela
- Inflação nos EUA: atenção ao PCE
- Temporada de balanços: Vale, Ambev, Apple e Amazon no radar
Desemprego atinge 5,8% e marca menor nível da série histórica iniciada em 2012- A taxa de desocupação no Brasil recuou para 5,8% no trimestre encerrado em junho de 2025, atingindo o menor nível desde o início da série histórica da PNAD Contínua Mensal, em 2012. O dado representa uma queda de 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (7%) e de 1,1 ponto percentual frente ao mesmo período de 2024 (6,9%).
- Segundo o IBGE, o número de pessoas desocupadas caiu de 7,6 milhões no primeiro trimestre para 6,3 milhões entre abril e junho, redução de 17,4% no período. Na comparação anual, o recuo foi de 15,4%, com 1,1 milhão de pessoas a menos em situação de desemprego.
- Além da melhora nos índices de ocupação, o país registrou recordes em outros indicadores do mercado de trabalho. A taxa de participação na força de trabalho atingiu 62,4%, e o nível da ocupação chegou a 58,8%, igualando o maior patamar anterior, registrado no trimestre de setembro a novembro de 2024. Também foi recorde o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, com 39 milhões de pessoas formalizadas.
- A taxa de informalidade foi de 37,8%, ligeiramente inferior aos 38% registrados no trimestre anterior e aos 38,7% de um ano atrás. Ainda que o número de empregados sem carteira tenha aumentado (13,5 milhões), houve crescimento no contingente de trabalhadores por conta própria com CNPJ, indicando maior formalização entre os autônomos.A combinação desses dados reforça a tendência de fortalecimento do mercado de trabalho em 2025, mesmo em um cenário de juros elevados e incertezas externas.
EUA impõem tarifa de 50% ao Brasil, mas aliviam setores estratégicos- O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, anunciou oficialmente uma nova tarifa de importação de 40% sobre produtos brasileiros, elevando o total para 50% em diversas categorias. A medida entra em vigor no próximo dia 6 de agosto e atinge a maioria das exportações brasileiras destinadas ao mercado americano.
- Apesar da rigidez da ação, alguns setores foram poupados, o que trouxe alívio parcial a segmentos estratégicos da economia brasileira. Estão isentos da tarifa os seguintes produtos: aeronaves civis e peças de aviação (o que beneficia a Embraer), suco e polpa de laranja, combustíveis e derivados de petróleo, minérios como ferro, alumínio, cobre, estanho e metais preciosos, celulose e polpa de madeira, fertilizantes, produtos energéticos e nozes brasileiras. As exceções refletem interesses comerciais bilaterais e a atuação de lobbies de grandes empresas, tanto nos EUA quanto no Brasil.
- No texto do decreto, Trump acusa o governo brasileiro de representar uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos e cita supostas violações de direitos humanos, mencionando nominalmente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O documento também deixa em aberto a possibilidade de novas sanções caso o Brasil adote medidas retaliatórias, mas abre uma janela para revisão da sobretaxa caso haja maior alinhamento político entre os países.
- O impacto imediato foi sentido nos mercados. O dólar oscilou com força ao longo do dia, indo de R$ 5,617 a R$ 5,536, refletindo a aversão ao risco e o reposicionamento de investidores diante das incertezas comerciais. O Ibovespa, por sua vez, teve um desempenho positivo e encerrou o pregão com alta de 0,93%, aos 133.972 pontos. O principal destaque do dia foi a Embraer (EMBR3), que subiu mais de 10% com a notícia de que o setor de aviação foi poupado da nova tarifa americana.
Super Quarta: Copom e Fed mantiveram juros e adotam tom de cautela- No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, encerrando um ciclo de sete altas consecutivas iniciado em setembro do ano passado. Essa é a maior taxa de juros desde 2006 e reflete a estratégia da autoridade monetária de manter a inflação sob controle, mesmo diante de sinais de desaceleração da atividade econômica.
- Em seu comunicado, o Copom justificou a decisão pelo recuo da inflação nos últimos meses, pela desaceleração em curso na economia brasileira e pelas incertezas externas, especialmente as recentes tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. O tom da mensagem foi de forte cautela. O comitê afirmou que a política monetária continuará restritiva por um "período bastante prolongado" e deixou em aberto a possibilidade de novos aumentos caso o cenário inflacionário piore ou o câmbio se desvalorize ainda mais.
- Nos EUA, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, também não alterou sua taxa básica de juros, que ficou no intervalo entre 4,25% e 4,5% ao ano. Foi a quinta reunião consecutiva sem mudanças, em linha com as expectativas do mercado.
- Apesar de reconhecer uma leve perda de ritmo no crescimento econômico, o Fed destacou que a inflação segue acima da meta de 2% e que o mercado de trabalho permanece robusto. Por isso, decidiu manter uma postura de espera antes de considerar cortes de juros.
- As duas decisões refletem um cenário de política monetária global marcada por prudência, com bancos centrais atentos à persistência inflacionária e às incertezas no comércio internacional. No Brasil, analistas já projetam a Selic em níveis elevados até pelo menos 2026, e nos EUA, os juros devem seguir nos atuais patamares até que haja sinais mais consistentes de alívio inflacionário.
Inflação nos EUA: atenção ao PCE- O índice de preços de despesas com consumo pessoal (PCE), que será divulgado hoje às 9h30, é um dos indicadores mais aguardados do dia. Trata-se do principal termômetro da inflação nos Estados Unidos e a referência prioritária do Federal Reserve para definir sua política de juros.
- A expectativa para o dado mensal é que ele confirme a persistência dessas pressões inflacionárias, o que deve reforçar a estratégia cautelosa do Fed. O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, segue em níveis elevados, sinalizando que a trajetória de desinflação nos Estados Unidos ainda está longe de ser consolidada. Um número acima do esperado pode impactar as projeções para os juros e afetar o desempenho dos mercados globais.
Temporada de balanços: Vale, Ambev, Apple e Amazon no radar- A quinta-feira também será marcada por uma nova rodada de divulgação de resultados corporativos, com atenção dividida entre empresas brasileiras e gigantes globais. No Brasil, os destaques antes da abertura do mercado ficam por conta da Ambev (ABEV3), que apresentará seus números trimestrais e deve trazer pistas sobre o desempenho do setor de bebidas e consumo interno.
- Após o fechamento do pregão, será a vez da Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4), Metalúrgica Gerdau (GOAU4), CSN (CSNA3), CSN Mineração (CMIN3), Irani (RANI3), Marcopolo (POMO4) e Mercado Livre (MELI34) divulgarem seus balanços. Os dados dessas companhias terão papel importante para o Ibovespa, especialmente por sua representatividade em setores como mineração, siderurgia, transporte e tecnologia.
- No cenário internacional, os olhos se voltam para a Apple (AAPL34) e a Amazon (AMZO34), que também apresentam seus resultados hoje. A Apple divulgará seus números após a WWDC25, com expectativa elevada sobre o desempenho do iPhone 16, lançado recentemente com forte apelo em inteligência artificial. Também há expectativa de informações sobre as vendas de iPads e Macs.
- Já a Amazon é apontada por analistas como uma das apostas mais sólidas desta temporada de balanços, impulsionada por três frentes de receita: o varejo via Amazon Prime, a divisão de computação em nuvem (AWS) e a área de publicidade, que tem apresentado margens operacionais robustas.
- Os resultados dessas empresas têm potencial de provocar movimentações relevantes nos principais índices globais, como Nasdaq e S&P 500, dado seu peso na composição dessas carteiras.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na quarta (30): - Dólar: 0,38%, a R$ 5,590.
- B3 (Ibovespa): 0,95%, aos 133.989,73 pontos.
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|  | Nathan Howard/Reuters |
| Trump assina tarifaço de 50% e deixa de fora quase 700 produtos brasileiros |
| | O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ontem o decreto que impõe taxa adicional de 40% sobre as tarifas de 10% que já estavam em vigor para os produtos exportados pelo Brasil ao país. As taxas entrarão em vigor em sete dias e não serão aplicadas a quase 700 produtos, como alimentos, minérios e produtos de energia e aviação civil, entre outros. O início do tarifaço estava programado para 1º de agosto, mas o comunicado anunciando a assinatura do decreto explica que ele passará a valer para produtos que entrarem no país ou saírem de um armazém para o consumo a partir de sete dias de ontem. * Motivação do tarifaço é mais política que econômica. De acordo com o comunicado da Casa Branca, o Brasil representa um risco para os EUA: "O presidente Donald Trump assinou uma Ordem Executiva implementando uma tarifa adicional de 40% sobre o Brasil, elevando o valor total da tarifa para 50%, para lidar com políticas, práticas e ações recentes do governo brasileiro que constituem uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA". O documento diz ainda que a taxa pode ser elevada caso o governo Lula decida retaliar os EUA com outro aumento. Veja a lista dos produtos poupados. * Decreto cita Moraes, Bolsonaro e big techs. O documento que impõe as tarifas cita o ministro do STF Alexandre de Moraes e o julgamento de Jair Bolsonaro. A Casa Branca classificou o processo contra o ex-presidente como uma "perseguição, intimidação, assédio e censura". As decisões judiciais do Brasil contra big techs também foram mencionadas. O governo americano disse que membros do governo brasileiro tomaram "medidas sem precedentes para coagir empresas americanas de forma tirânica e arbitrária" com objetivo de "censurar" discursos políticos, remover usuários e alterar políticas de moderação de conteúdo sob penas de "multas extraordinárias" e processos criminais. Leia mais. Lula convoca reuniões com ministros e STF. O presidente se reuniu na tarde de ontem com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com os ministros Fernando Haddad, Rui Costa, Gleisi Hoffmann e Jorge Messias, além de um representante do Itamaraty, para discutir o decreto de Donald Trump e medidas que o governo brasileiro pode adotar para amenizar os seus impactos. Mais tarde, Lula se reuniu com os ministros do STF Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. Segundo a colunista do UOL Carla Araújo, também participaram ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o ministro da AGU, Jorge Messias. O governo avalia recorrer à Justiça americana em defesa do ministro Alexandre de Moraes, após Donald Trump ter imposto sansões a ele. Uma das hipóteses prevê a contratação de um escritório de advocacia nos Estados Unidos para representar diretamente o magistrado. Saiba mais. Governo Trump aplica sanções financeiras a Alexandre de Moraes. Antes de anunciar ontem a assinatura do decreto do tarifaço imposto ao Brasil, o governo Donald Trump anunciou sanções financeiras ao ministro Alexandre de Moraes por meio da chamada Lei Magnitsky. Por meio dessa decisão, o governo dos EUA determina o congelamento de qualquer bem ou ativo que Moraes tenha no país e também pode proibir entidades financeiras americanas de fazerem operações em dólares com uma pessoa sancionada. Isso inclui as bandeiras de cartões de crédito Mastercard e Visa. Essa legislação trata de graves violações aos direitos humanos, e a decisão de usá-la para um brasileiro é inédita. Os EUA aplicaram a mesma sanção a integrantes de cortes superiores da Venezuela no passado. O secretário de Estado do governo Trump, Marco Rubio, justificou a ação dizendo haver "graves abusos de direitos humanos" por parte do ministro. * STF responde a Trump e defende processo contra Bolsonaro. O Supremo Tribunal Federal afirmou que não se desviará de seu papel de fazer cumprir as leis e a Constituição Federal do Brasil. Em uma nota oficial, a corte ressalta que todas as decisões tomadas por Alexandre de Moraes foram referendadas por outros magistrados. O Supremo citou o julgamento sobre a trama golpista e disse que "no âmbito da investigação, foram encontrados indícios graves da prática dos referidos crimes, inclusive de um plano que previa o assassinato de autoridades públicas. Todas as decisões tomadas pelo relator do processo foram confirmadas pelo colegiado competente". A corte também manifesta solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes. Banco Central interrompe ciclo de alta de juros e mantém Selic em 15%. O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu ontem por unanimidade manter inalterada a taxa básica de juros em 15% ao ano, interrompendo o ciclo de alta com a Selic no maior nível em 19 anos. O colegiado disse que há necessidade de cautela diante de um ambiente externo "mais adverso e incerto" e citou explicitamente as tarifas comerciais impostas ao Brasil, sem mencionar o nome de Trump. O Copom também chamou atenção para a volatilidade dos ativos financeiros em função da política econômica dos Estados Unidos e reafirmou a estratégia de manter a Selic em nível elevado por um longo tempo para assegurar a convergência da inflação à meta. Saiba mais. Carla Zambelli vai para presídio em Roma e será interrogada. O Ministério da Justiça da Itália afirmou à Folha de S. Paulo que a deputada licenciada — presa na noite de terça-feira em Roma depois de quase dois meses foragida — será interrogada em audiência marcada para esta sexta-feira. As autoridades também disseram que Zambelli foi levada para o presídio feminino de Rebibbia, em Roma, onde deve permanecer até que a Justiça italiana decida sobre o pedido de extradição feito pelo Brasil. A Justiça dará a ela a opção de ser enviada espontaneamente para o Brasil, sem a necessidade de um processo de extradição. Se ela responder que não aceita, que se opõe à extradição e que pretende ficar na Itália, o juiz vai decidir que tipo de medida cautelar ela deverá cumprir no país enquanto o processo de extradição tramitar. Ela pode seguir presa, ir para prisão domiciliar ou até mesmo aguardar em liberdade. Segundo especialistas, esse processo pode levar de um a dois anos. Entenda. Corinthians vence Palmeiras na primeira partida das oitavas da Copa do Brasil. Com gol de Memphis Depay, o Corinthians venceu em casa por 1 a 0 e avança com vantagem para o segundo jogo. Yuri Alberto chegou a perder um pênalti no primeiro tempo, e o Palmeiras teve um gol anulado. A partida foi tensa, com momentos de brigas entre os jogadores e foi acompanha de perto pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que é corintiano e esteve em um dos camarotes do estádio. O jogo de volta será na próxima quarta-feira, no Allianz Parque. Saiba como foi a partida. |
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| |  | Divulgação/Sauber |
| F1 chega à Hungria para última etapa antes da pausa do verão |
| Os pilotos voltam a acelerar neste fim de semana no circuito de Hungaroring, na Hungria, na 14ª etapa da temporada 2025. O piloto brasileiro Gabriel Bortoleto chega embalado para a última antes da pausa do verão após alcançar dois nonos lugares e somar os primeiros pontos de sua carreira na F1. Ele disse que pretende continuar aprendendo em Hungaroring. No Mundial de Pilotos, Oscar Piastri segue na liderança, com 266 pontos, contra 250 de Lando Norris, seu companheiro de McLaren. Max Verstappen é o terceiro, com 185, George Russell vem em quarto, com 157. Charles Leclerc e Lewis Hamilton assumem a quinta e a sexta posição da tabela, respectivamente. Após o GP da Hungria, o mundial faz uma pausa e só retorna no dia 31 de agosto, no GP da Holanda. - Confira a programação do GP da Hungria:
Sexta, 1º de agosto - 08h30 - Treino Livre 1
- 12h00 - Treino Livre 2
Sábado, 2 de agosto - 07h30 - Treino Livre 3
- 11h00 - Classificação
Domingo, 3 de agosto |
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