Bom dia!
Contar com recordes e novas valorizações da bolsa antes de elas acontecerem é sempre arriscado. Ainda assim, parece inevitável. O máximo real alcançado pelo Ibovespa, ou seja, depois de descontada a inflação, é de 198.950,90 pontos, de acordo com cálculos feitos pela consultoria Elos Ayta. Na segunda-feira, o Ibov fechou o pregão a 198 mil pontos, o que significa que o índice precisa subir modestos 0,47% para fechar na máxima histórica.
O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, sobe 0,39% neste começo de manhã, indicando que trata-se de um sonho possível.
Isso, claro, depois de a bolsa brasileira já ter subido 23% em 2026 e 55% no acumulado de 12 meses. Uma cortesia dos estrangeiros, que carregaram 56 bilhões de reais em investimentos para o mercado local neste ano. Eles respondem por 60% do volume de negócios.
Recordes são sempre carregados de simbolismos. A máxima histórica foi batida em maio de 2008, portanto antes da grande recessão global. O lado menos positivo dessa marca, portanto, é a demora de quase 18 anos para a recuperação.
A terça-feira começa em clima positivo no globo, com a aposta de que Estados Unidos e Irã estão dispostos a negociar um acordo. Os futuros das bolsas americanas sobem, assim como os índices europeus. O petróleo volta a ser negociado abaixo de US$ 100.
A agenda do dia também é carregada. Os bancos americanos divulgam uma bateria de resultados do primeiro trimestre, sob a sombra dos efeitos da guerra. Também nos EUA há a publicação da inflação ao produtor em março, apontando os impactos da crise do petróleo para os preços ao consumidor mais à frente. Há ainda os relatórios de perspectivas globais e de estabilidade financeira do FMI. Bons negócios.