O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos prendeu ontem o ex-deputado federal condenado e cassado Alexandre Ramagem. Segundo informações da Polícia Federal do Brasil, Ramagem foi preso em Orlando por questões imigratórias e foi levado a um centro de detenção na cidade. A prisão não tem relação com a condenação dele no Brasil, mas, de acordo com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, "é fruto da cooperação internacional Brasil -Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular". O ex-parlamentar foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal à perda de mandato e a 16 anos e um mês de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado no final do governo de Jair Bolsonaro. Ele deixou o Brasil de forma clandestina antes do fim do julgamento e, desde então, é considerado foragido da Justiça brasileira. O governo já pediu a sua extradição ao estado norte-americano. Ramagem também aguarda a análise de um pedido de asilo feito aos Estados Unidos. Ramagem tinha visto expirado e está sujeito a deportação. Um documento do Departamento de Segurança Interna dos EUA mostra que o ex-deputado federal estava com visto expirado e está sujeito a deportação. O documento é chamado NTA (Notificação de Comparecimento, em inglês) e informa que ele teve a entrada admitida no país, mas é considerado "passível de deportação" porque o visto que ele possuía era o chamado B2, para turistas, e que permitiria a permanência apenas até 10 de março. O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva, disse ontem que foram apresentadas quatro solicitações em resposta à prisão de Ramagem. A principal delas, direcionada à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, pediu que seja considerada "a análise do contexto político e institucional brasileiro, especialmente no que tange à alegada perseguição a opositores políticos" na análise do seu caso. Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela 1ª vez em dois anos. A moeda norte-americana rompeu o piso de R$ 5 pela primeira vez em dois anos na sessão de ontem. A cotação foi de R$ 4,997, uma baixa de 0,26% em relação a sexta-feira. Este é o menor valor desde 27 de março de 2024, quando atingiu R$ 4,980. Os investidores reagiram aos novos desdobramentos da guerra no Irã, com a sinalização de uma trégua no conflito. O alívio também beneficiou a Bolsa brasileira, que fechou em alta de 0,34%, a 198.000 pontos , um novo recorde histórico. O fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã no final de semana fez a moeda abrir em alta de R$ 5,039, mas a tendência foi revertida à tarde, quando Trump afirmou a repórteres na Casa Branca que o Irã procurou pelo governo republicano visando o cessar-fogo. EUA bloqueiam Estreito do Hormuz, mas aliados da Otan se negam a colaborar. Sem acordo para um cessar-fogo com o Irã, o governo de Donald Trump iniciou ontem o bloqueio da passagem do estreito por onde escoa grande parte da produção de petróleo do mundo. Conforme prometido, forças norte-americanas começaram a dificultar a passagem por Hormuz às 11h de ontem. Além disso, mais de 5.000 fuzileiros navais, paraquedistas e membros das forças especiais dos EUA chegaram à região, aumentando a possibilidade de uma invasão terrestre. Os aliados do país na Otan, no entanto, afirmaram ontem que não pretendem se envolver no plano, aumentando ainda mais as tensões dentro da aliança. Trump disse que os militares dos EUA trabalhariam com outros países para bloquear todo o tráfego marítimo, mas seus aliados da Otan, incluindo Reino Unido e França, disseram que não seriam arrastados para o conflito e ainda sustentaram que é vital abrir a hidrovia. Governo demite presidente do INSS. O governo federal decidiu demitir ontem o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Gilberto Waller Júnior. Ele havia assumido o órgão no fim de abril de 2025, após a Operação Sem Desconto, que desvendou fraudes nos descontos de beneficiários. A troca foi anunciada pelo ministro da Previdência e ocorre após a fila do INSS bater a marca inédita de 3,1 milhões de pedidos no início deste ano. A redução dos pedidos havia sido uma promessa de Lula em 2022 e voltou a ser uma de suas preocupações neste ano eleitoral. A nova presidente é Ana Cristina Viana Silveira, servidora da carreira de analista do seguro social. Segundo interlocutores do governo, com o término da CPMI que investigava os descontos ilegais, a avaliação no Executivo é que havia chegado o momento de "virar a página", mudar a gestão e concentrar esforços na redução da fila de pedidos. Saiba mais. Previsão aponta que El Niño pode ser o mais intenso em 140 anos. Projeções do Centro Europeu de Previsão Meteorológica apontam o aumento da possibilidade de formação de um super El Niño ainda este ano. De acordo com um professor da Universidade Estadual de Nova York, existe um risco real para a formação do mais forte fenômeno em mais de um século. O El Niño se caracteriza por um aumento de pelo menos 0,5ºC nas águas do Oceano Pacífico, e o chamado super El Niño está associado a um aquecimento superior a 2ºC. O novo fenômeno pode quebrar o recorde registrado em 2015, quando a temperatura do Pacífico alcançou 2,8ºC acima da média. Se o cenário se confirmar, os efeitos poderão ser sentidos em escala global, com secas severas em partes da América Central, da África Central, da Austrália, da Indonésia e das Filipinas, e chuvas torrenciais com risco de enchentes em países como Peru e Equador e em outras áreas próximas à Linha do Equador. No Brasil, o El Niño é marcado por eventos de seca no Nordeste e chuvas intensas no Sul - a exemplo do que aconteceu em 2024. Saiba mais. |