Bom dia, investidor, Confira os destaques de hoje: - Setor de serviços bate recorde em fevereiro, puxado por TI e transportes
- Ibovespa fecha acima de 198 mil pontos e dólar cai abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos
Setor de serviços bate recorde em fevereiro, puxado por TI e transportes- O volume de serviços no Brasil avançou 0,1% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada hoje pelo IBGE. Com o resultado, o setor atingiu o patamar mais alto da série histórica.
- Os destaques foram Informação e Comunicação, com alta de 1,1%, impulsionada pelos serviços de tecnologia da informação, e Transportes, que subiu 0,6%, com o transporte rodoviário de cargas avançando 0,9%.
- Na comparação anual, o setor cresceu 0,5% frente a fevereiro de 2025, o 23º resultado positivo consecutivo. O acumulado dos últimos 12 meses chegou a 2,7%. Segundo o IBGE, o segmento de Informação e Comunicação tem sido o principal motor do setor desde o período pós-pandemia, influenciando o ritmo geral dos serviços.
Ibovespa fecha acima de 198 mil pontos e dólar cai abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos- O Ibovespa fechou em alta de 0,34%, aos 198.000,70 pontos, renovando o recorde, enquanto o dólar encerrou cotado a R$ 4,997, menor nível desde março de 2024. O pregão começou em queda, com investidores repercutindo o impasse nas negociações de paz do fim de semana, mas virou ao longo da tarde. O gatilho foi uma declaração de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmando que o Irã quer chegar a um entendimento, o que reduziu a percepção de risco geopolítico e abriu espaço para compra de ativos de risco.
- A alta foi sustentada principalmente por Vale e Petrobras, amparadas pelo fluxo de capital estrangeiro e pela valorização de commodities como minério de ferro e petróleo. Dados da B3 apontam entrada líquida de R$ 11,55 bilhões em abril até o dia 9, elevando o saldo positivo no ano para quase R$ 65 bilhões. Foi a 10ª alta consecutiva do índice e o 17º fechamento em recorde em 2026.
- No câmbio, o movimento seguiu a mesma lógica: após abrir em alta e superar R$ 5,04, o dólar recuou ao longo da tarde, refletindo o aumento do fluxo de capital externo e a melhora do apetite a risco. O real se beneficia de uma combinação de juros elevados, termos de troca positivos com as commodities em alta e leitura geopolítica mais favorável do dia.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na segunda (13): - Dólar: -0,29%, a R$ 4,997
- B3 (Ibovespa): +0,34%, aos 198.000,70 pontos.
Semana tem bloqueio dos EUA a Hormuz, serviços, varejo, prévia do PIB e Livro Bege nos EUA |
| | Bom dia, investidor, Confira os destaques da semana: - Trump ordena bloqueio ao Estreito de Hormuz e petróleo supera US$ 100
- Setor de serviços deve mostrar desaceleração em fevereiro
- Varejo de fevereiro tem expectativa de alta de 1,7%
- Livro Bege do Fed traz retrato qualitativo da economia americana
- IBC-Br de fevereiro deve mostrar economia ainda resiliente, apesar dos juros altos
Trump ordena bloqueio ao Estreito de Hormuz e petróleo supera US$ 100- Após o fracasso das negociações de cessar-fogo com o Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um bloqueio naval ao Estreito de Hormuz, o corredor por onde passa mais de 20% do petróleo transportado por mar no mundo. O cessar-fogo de duas semanas, mediado pelo Paquistão, continua formalmente em vigor, mas Washington acusa Teerã de se recusar a assumir um compromisso claro sobre o programa nuclear, enquanto o Irã culpa os americanos pelo colapso das tratativas. Com a ruptura, Trump ordenou à Marinha americana uma "interrupção total" do tráfego de navios no estreito, com o bloqueio previsto para começar nesta segunda-feira.
- O Estreito de Hormuz já vinha operando sob pressão desde o início do conflito, com o Irã aplicando um bloqueio seletivo que elevava custos de frete e seguros. A ação americana amplia esse estrangulamento e aumenta o risco de incidentes militares diretos. O petróleo tipo Brent, que já havia superado os US$ 100 por barril nas últimas semanas, renovou máximas com o anúncio do bloqueio.
- Bolsas globais operam em queda, refletindo o temor de choque de oferta de energia e pressão inflacionária.
Setor de serviços deve mostrar desaceleração em fevereiro- O IBGE divulga na terça a Pesquisa Mensal de Serviços de fevereiro, com expectativa de queda de 0,3% na comparação com janeiro. O resultado seria uma devolução parcial do avanço registrado no mês anterior, quando o setor cresceu 0,3% e voltou ao patamar recorde da série, após queda de 0,4% em dezembro que havia interrompido uma sequência longa de resultados positivos.
- Leitura negativa de 0,3% não representaria ruptura, mas sinaliza perda de fôlego em setores mais sensíveis ao crédito caro, como transporte e serviços às famílias. O setor de serviços é o maior componente do PIB brasileiro e responde de forma defasada às condições de crédito -- o que significa que os efeitos da Selic em 15% ao ano ainda não foram totalmente absorvidos.
Varejo de fevereiro tem expectativa de alta de 1,7%- O IBGE publica na quarta a Pesquisa Mensal do Comércio de fevereiro, com expectativa de alta de 1,7% frente a janeiro. Se confirmado, o resultado representaria alta após um começo de ano mais fraco, sustentado pelo mercado de trabalho aquecido e pela renda ainda firme das famílias.
- O varejo fechou 2025 com crescimento anual de 1,6%, abaixo dos 4,1% registrados em 2024, pressionado pelo custo do crédito em patamar restritivo. A expectativa de alta robusta em fevereiro sugere que segmentos menos dependentes de financiamento, como alimentação e vestuário, seguem se beneficiando da combinação de emprego em recorde e transferências de renda. Setores alavancados, como eletrodomésticos e móveis, continuam sob pressão.
Livro Bege do Fed traz retrato qualitativo da economia americana- Também na quarta, o Fed divulga o Livro Bege, relatório que compila percepções qualitativas sobre atividade econômica, emprego, salários e preços nos 12 distritos do banco central americano. O documento é um dos insumos que o Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) usa para calibrar o tom das próximas reuniões de política monetária.
- O mercado vai prestar atenção especial a relatos sobre desaceleração de demanda, alívio nas pressões salariais e trajetória dos preços ao consumidor. Com o núcleo do PCE (Índice de Preços de Despesas com Consumo Pessoal) ainda acima da meta de 2% e o mercado de trabalho americano resiliente, o Fed segue em compasso de espera. Qualquer sinal de reaquecimento pode adiar as apostas de corte de juros ao longo do ano.
- Um tom mais moderado no Livro Bege, com relatos de atividade perdendo tração e inflação cedendo, tende a reforçar a precificação de cortes graduais em 2026.
IBC-Br de fevereiro deve mostrar economia ainda resiliente, apesar dos juros altos- Na quinta, o Banco Central divulga o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) de fevereiro, com expectativa de alta de 1,4% na comparação com janeiro. O indicador funciona como uma prévia do PIB e é acompanhado de perto pelo mercado para ajustar projeções de crescimento ao longo do ano.
- Uma expansão nesse patamar, após resultados já positivos no final de 2025, reforçaria a leitura de que a economia brasileira entrou 2026 em terreno melhor do que o esperado, mesmo com a Selic em 15% ao ano e a política monetária em território restritivo. As projeções de mercado apontam PIB de cerca de 2,3% para 2025 e 1,6% para 2026, mas dados mais fortes no primeiro trimestre tendem a puxar essas estimativas para cima.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na sexta (10): - Dólar: -1,02%, a R$ 5,011
- B3 (Ibovespa): +1,12%, aos 197.323,88 pontos.
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