Bom dia!
O alívio esperado pelos mercados financeiros com a liberação de reservas de petróleo se dissolveu ante a realidade. Apesar das declarações do presidente americano, Donald Trump, não há expectativa de fim da guerra no Oriente Médio, e os bombardeios do Irã têm não apenas afetado o transporte de petróleo, mas também os portos onde os navios são carregados.
Nisso, o barril do tipo brent, referência internacional da commodity, voltou a ser negociado acima de US$ 100 durante a madrugada, enquanto o próprio Irã afirma trabalhar para levar o preço para US$ 200. Por volta das 7h, o petróleo subia ao redor de 5%, a US$ 96.
Com o barril em nova escalada, os futuros das bolsas americanas recuam, acompanhados dos principais índices europeus. Não chega a ser uma liquidação, mas a retomada da incerteza sobre os choques inflacionários que podem se instalar sobre a economia global, ainda extremamente dependente de combustíveis fósseis.
O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, também cede nesta manhã, acompanhando a tendência negativa global.
O dia será marcado pela divulgação do IPCA, pelo IBGE. Trata-se de um indicador ao mesmo tempo crucial e irrelevante. A inflação de fevereiro é um componente importante no conjunto de informações que o Banco Central precisa recolher para decidir o ritmo de queda de juros, que deve começar na semana que vem. Por outro lado, ele chega 'atrasado' ante a mudança abrupta de cenário causada pela alta inevitável nos preços dos combustíveis, que já começa a aparecer nas bombas e deve implicar em uma inflação maior no IPCA de março. Bons negócios.
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