11 março, 2026

Destaques de Inteligência artificial

 

Por que a guerra no Oriente Médio colocou data centers na linha de fogo

Olá!

A rápida expansão dos centros de dados de propriedade americana no Oriente Médio abriu uma nova frente para a retaliação do Irã contra os Estados Unidos e complica as ambições dos países do Golfo de construir instalações multibilionárias de inteligência artificial na região.

Para os iranianos, os data centers são parte do conflito . Afinal, esse tipo de infraestrutura tem se tornado cada vez mais importante para os Estados Unidos e seus aliados. Pegos no fogo cruzado, investidores agora terão que reavaliar os riscos relacionados aos data centers.

Um exemplo do perigo são as unidades da Amazon Web Services (AWS) e da Microsoft nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein, atacadas por drones na semana passada. A ação expôs a vulnerabilidade das instalações de computação em nuvem.

Nesse cenário, os drones 'kamikaze' desafiam a economia da guerra , enquanto a diversificação e proliferação dessas armas criam terror.

No meio do conflito, emergiu também a dúvida de como a infraestrutura de IA pode ser protegida.

Com essas e outras reflexões, acomode-se e aproveite a leitura!

O que está por trás da pressão do governo Trump sobre a Anthropic

A Anthropic entrou com uma ação judicial nesta segunda-feira (9) para impedir que o Pentágono a coloque em uma lista de segurança nacional, aumentando o confronto da startup de IA com os militares dos EUA sobre restrições de uso de sua tecnologia.

O cabo-de-guerra entre a Anthropic e o governo Trump expõe não apenas a pressão federal sobre a startup, mas outro fator mais abrangente, ou seja, até que ponto as empresas têm poder sobre a tecnologia que desenvolvem.

"Estamos preocupados com os recentes relatos sobre a possibilidade de o Departamento de Guerra impor uma designação de risco à cadeia de suprimentos em resposta a uma disputa de aquisição”, disse o Conselho da Indústria de Tecnologia da Informação (Itic), cujos membros incluem Nvidia, Amazon.com e Apple, em uma carta .

O Brasil tende a ser apenas consumidor de IA?

O ajuste fiscal para o Brasil em 2027 não será simples, reconhecem economistas que participaram do evento Rumos 2026.

Segundo os economistas, o ajuste precisa se concentrar no controle de gastos e pode ajudar o país a navegar com juros mais baixos e câmbio mais apreciado, além de enfrentar os desafios econômicos e sociais que a avalanche da inteligência artificial pode trazer.

Para Solange Srour, diretora de macroeconomia para o Brasil no UBS Global Wealth Management, o Brasil poderia ser um grande beneficiado desse mundo da IA também se conseguisse regulamentar e criar ambiente jurídico para explorar o que já tem de vantagem, como energia, fundamental para rodar esses sistemas.

Se o controle de gastos é importante em uma frente, em outra está a formação de pessoas para produzir riquezas no país. Afinal, sem esses quadros especializados, o Brasil corre o risco de ser apenas consumidor de IA, sem desenvolver tecnologia.

Saiba o que pensam os economistas, as autoridades e as empresas sobre o assunto.

Direitos autorais sob fogo cruzado

A Gracenote, subsidiária da Nielsen que cria metadados para identificação de filmes, programas de TV e outras mídias, entrou com processo contra a OpenAI no tribunal federal de Manhattan, nesta terça-feira (10). A empresa alega que seu trabalho, protegido por direitos autorais, foi utilizado sem permissão para treinar IA.

Com mais de mil editores em sua folha de pagamentos, a Gracenote licencia seus metadados para distribuidores de mídia e para outros provedores de IA para treinamento. Com o uso não autorizado de seu conteúdo pela OpenAI, a subsidiária diz que tem prejuízo nos seus negócios.

Outra forma de protesto contra a violação dos direitos autorais foi protagonizada por cerca de 10 mil escritores de todo o mundo que decidiram publicar um livro totalmente em branco.

Axia Energia entra na corrida da IA e desenvolve infraestrutura de computação em nuvem

A Axia Energia (ex-Eletrobras) desenvolveu um modelo de infraestrutura de computação em nuvem (“neocloud”) voltado para processamento de dados que exige alto desempenho, como a IA.

O modelo foi desenvolvido pela Axia em parceria com o Centro de Pesquisas em Energia Elétrica (Cepel), como parte do programa de pesquisa e desenvolvimento regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Um dos planos é fortalecer o avanço do programa “Eletro.IA”, da Axia, para disseminar o uso da tecnologia dentro da companhia.

A IA ‘física’ deve abrir negócios para redes 5G

Da energia às telecomunicações, todos os tipos de infraestrutura requerem tecnologia e inovação. No caso das telecomunicações, o repórter do Valor, Rodrigo Carro, fez a cobertura do Mobile World Congress, em Barcelona, na semana passada, e relatou o que há de novo para essas redes.

Entre os projetos está a inteligência artificial “física” - aquela que vai comandar robôs, veículos autônomos e drones autoguiados. A operação desse modelo depende da conexão com redes 5G, o que abre novas frentes de negócios para as teles.

Em outro movimento do mercado, desta vez relacionado a serviços de inteligência de rede de ponta a ponta, a Ziff Davis fechou um acordo para vender sua divisão de conectividade para a Accenture por US$ 1,2 bilhão em dinheiro.

Conhecidas por usuários intensivos de internet, as marcas Ookla, Speedtest, Ekahau, Downdetector e RootMetrics compõem a Ziff.

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Abraços,

Ivone Santana

Editora-assistente de ciência e inovação do Valor

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Quarta-feira, 11 de Março de 2026