|
|
No último ano, o setor de saúde se destacou como o que mais concentra mulheres em posições de liderança — elas ocupam 63% dos cargos de liderança, considerando o quadro geral, e respondem por 19% das posições de CEO. A área de tecnologia da informação ocupa a segunda posição com mais CEOs mulheres, passando de 7% em 2022 para 16% em 2025, seguida pelo varejo, com 15%. Os dados são do estudo “ Mulheres na Liderança ”, do Great Place To Work. |
|
Os homens estão sendo exigidos demais para apoiar a igualdade com as mulheres, de acordo com 70% dos brasileiros que responderam a uma pesquisa que investigou a opinião sobre questões de gênero em 29 países. O índice ficou bem acima da média global, de 46%, e foi o mais alto dentre todos os países do levantamento, ao lado da Índia. Para Catarina de Almeida Santos, pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB), os dados ilustram uma reação conservadora ao maior debate sobre igualdade de gênero e dos direitos das mulheres no Brasil. |
|
Mariene Ramos, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), traçou um retrato de como trabalham as mães que criam seus filhos sozinhas no Brasil. De acordo com os dados utilizados em sua pesquisa, coletados pelo IBGE em 2022, mães solo tinham, à época, o menor rendimento médio (R$ 2.322) entre os arranjos familiares, quase 40% abaixo dos pais com cônjuge (R$ 3.869) e 11,5% inferior à renda média das mães com cônjuge. A pesquisadora também aponta como mulheres nesse recorte populacional enfrentam precariedade no trabalho, na cobertura previdenciária e na escolaridade. |
|
Uma pesquisa divulgada na última sexta-feira (6) apontou que as mulheres adotam menos as ferramentas de inteligência artificial no trabalho e tendem a encará-las com mais ceticismo do que os homens. Os números mostram que 64% das mulheres afirmaram que nunca usam IA no contexto profissional, contra 55% dos homens. Na outra ponta, os homens lideram entre os chamados "usuários intensivos": 14% deles se enquadram nessa categoria, frente a apenas 9% das mulheres. |
|
Em maio de 2026, entra em vigor a fiscalização da NR-1 atualizada. Pela primeira vez, as empresas brasileiras serão obrigadas a mapear, avaliar e gerenciar riscos psicossociais como parte do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Eles passam a ter o mesmo status normativo que os riscos físicos, químicos e biológicos. As mudanças devem levar a uma maior conscientização sobre saúde e segurança no trabalho, mas apenas se as empresas reconhecerem que o processo de adaptação e proteção dos funcionários é contínuo — não basta fazer avaliações ou treinamentos de vez em nunca. |




