Varejo em alta, volatilidade do petróleo, inflação dos EUA; o que move o mercado hoje |
| | Bom dia, investidor, Confira os destaques de hoje: - Varejo atinge pico histórico em janeiro, com alta de 0,4%
- Petróleo cai 10% com plano da IEA e volatilidade deve continuar
- EUA divulgam hoje inflação de fevereiro com mercado de trabalho já mais fraco
Varejo atinge pico histórico em janeiro, com alta 0,4%- O volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,4% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada hoje pelo IBGE. O resultado, apesar de modesto e próximo da estabilidade na passagem entre os dois meses, levou o varejo ao ponto mais alto da série livre de sazonalidade, empatando com o pico registrado em novembro de 2025.
- A média móvel trimestral ficou em 0,3% no trimestre encerrado em janeiro, indicando uma trajetória de expansão gradual, sem aceleração brusca. O dado reforça a resiliência do consumo das famílias mesmo em um ambiente de juros elevados, com a Selic em 15% ao ano.
Petróleo cai 10% com plano da IEA e volatilidade deve continuar- O petróleo viveu mais um pregão de forte volatilidade. Ontem, o Brent despencou mais de 10% depois que o Wall Street Journal noticiou que a AIE (Agência Internacional de Energia) prepara a maior liberação emergencial de reservas estratégicas da história, um pacote que pode chegar entre 300 e 400 milhões de barris, superando os 182 milhões usados em 2022. O
- barril fechou em torno de US$ 86. Hoje, porém, já opera perto de US$ 89 a US$ 90, numa recuperação que sinaliza ceticismo: o mercado usa o plano como alívio tático, não como solução.
- O motivo da desconfiança está em Ormuz. Dados de consultorias e bancos apontam que o tráfego de petroleiros pelo estreito chegou a apenas 20% do normal no auge da crise, com o fluxo caindo de cerca de 20 milhões para 1,6 milhão de barris por dia. Houve leve recuperação desde então, mas o choque de oferta segue em curso. A AIE realiza nesta quarta uma reunião extraordinária com ministros de energia do G7, com decisão formal sobre o pacote prevista para hoje.
- O ambiente político amplifica a volatilidade. Declarações contraditórias de Washington -- incluindo uma postagem apagada do secretário de Energia sobre escolta de petroleiros e uma fala do presidente Donald Trump de que a guerra pode acabar "em breve", causaram oscilações bruscas de preço. O consenso entre analistas é que o Brent deve continuar elevado e volátil enquanto não houver algum arranjo negociado para o conflito e para a reabertura do estreito, independentemente do volume de reservas liberado pela agência.
EUA divulgam hoje inflação de fevereiro com mercado de trabalho já mais fraco- Os Estados Unidos publicam hoje o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) de fevereiro, dado mais importante da semana para a curva de juros americana. O consenso dos economistas aponta alta de 0,3% na base mensal (acima dos 0,2% registrados em janeiro) e variação anual entre 2,4% e 2,5%, próxima à meta de 2% do Fed (Federal Reserve, o banco central americano). O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, também deve avançar 0,3% no mês e cerca de 2,5% em 12 meses.
- O dado ganha relevância extra depois que o relatório de emprego de fevereiro trouxe sinais claros de enfraquecimento do mercado de trabalho: queda forte na criação de vagas, alta do desemprego e revisões baixistas nos meses anteriores, com perdas disseminadas em setores como saúde, tecnologia e governo.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa ontem: - Dólar: -0,15%, a R$ 5,157
- B3 (Ibovespa): +1,40%, aos 183.447 pontos.
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