| PUBLISHNEWS+, REDAÇÃO, 11/03/2026 O Radar de Licitações – seção fixa do PublishNews+ que reúne, semanalmente, informações sobre processos licitatórios para a compra, confecção de livros e demais serviços editoriais – traz dois novos editais. O primeiro objetiva a aquisição de serviços de editoração de valor é sigiloso. O segundo trata da aquisição de livros literários, com mais de R$ 15 milhões disponíveis. Ambos estão com pregões marcados para o dia 23 de março. A seção, exclusiva para os assinantes do PN+, é alimentada pelo Radar de Licitações, consultoria de Natália Vieira que, além de buscar novas licitações, presta um serviço de apoio aos editores e distribuidores interessados em vender para governos, nas mais diversas esferas de poder. Para acessar o Radar dessa semana, clique aqui.
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 11/03/2026 Entre os dias 17 de março e 2 de agosto, o IMS da Paulista (Av. Paulista, 2424 — São Paulo / SP) exibirá a mostra O que elas viram: fotolivros históricos de mulheres, 1843-1999 com 106 fotolivros do acervo de sua Biblioteca de Fotografia. As obras têm como tema destacar a importância e importância história de mulheres no campo da fotografia e incluem títulos recém-incorporados a partir da aquisição de uma coleção junto à 10x10 Photobooks, organização fundada em 2012 por Russet Lederman e Olga Yatskevich. Na terça-feira de abertura, o IMS promove uma conversa aberta ao público, às 18h30, com a participação de Russet. A entrada é gratuita, com retirada de senhas 60 minutos antes. Clique no Leia mais detalhes da exposição.
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 11/03/2026 Em Sabará, Minas Gerais, as trajetórias de Cléo, Clarice e Luzia Pinta se entrelaçam em uma trama sobre a "chama do sagrado". Durante a ditadura militar, as gêmeas Cléo e Clarice crescem marcadas por um poder que gera temor e fé. Anos após uma tragédia, Cléo retorna como jornalista investigativa para reencontrar a irmã, agora uma mística reverenciada, e enfrentar segredos enterrados. A narrativa de A dança da serpente (Jangada, 472 pp, R$ 69,90) viaja ao século XVIII para revelar Luzia Pinta, curandeira angolana perseguida pela Inquisição no Ciclo do Ouro por seus rituais de calundu. Paulo Stucchi mescla ficção e fatos históricos para expor um mundo patriarcal que insiste em punir mulheres fortes. Acompanhe uma história de redenção e resistência onde o passado e o presente se unem em um destino inevitável.
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 11/03/2026 Em meio à brutalidade do Holocausto, um ponto brilhante cintilava dentro do campo de extermínio nazista de Auschwitz. A história de O professor de Auschwitz (Rocco, 352 pp, R$ 89,90 — Trad.: Alda Lima), de Wendy Holden, conta sobre galpão de madeira, onde crianças cantavam, encenavam peças, escreviam poesias e aprendiam sobre o mundo além da guerra. Entre aquelas quatro paredes, adornadas com desenhos alegres pintados à mão, os prisioneiros mais jovens eram mantidos saudáveis, recebiam rações melhores e aprendiam até a se imaginar de barriga cheia e com um espírito sem medo. Sua estrela-guia era um rapaz judeu e gay chamado Fredy Hirsch. Enfrentando a difícil tarefa de tentar dar esperança e estrutura a jovens mentes no contexto brutal da Segunda Guerra Mundial, Fredy tomou para si a responsabilidade de convencer os oficiais da SS da necessidade de ambientes limpos, melhores provisões e um espaço para brincadeiras. Sempre com muita compaixão e positividade, o professor arriscava a própria vida todos os dias para proteger suas amadas crianças.
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 11/03/2026 Em 1896, três personagens deixam para trás o lugar que lhes foi destinado. No interior de Portugal, Padre Pinto deixa sua igreja em Castelo das Fontes no auge do verão. Quase ao mesmo tempo, o Obscurecido, figura ingênua de Altas Pedras, vilarejo vizinho, se põe a caminhar pelas estradas da Serra da Estrela, sem que se saiba exatamente o que o move. Esses gestos iniciais, aparentemente isolados, dão partida a uma narrativa construída a partir do deslocamento e da inquietação. A milhares de quilômetros dali, no arquipélago de Cabo Verde, Artemísia, jovem mestiça e ex-escravizada, toma a decisão silenciosa de deixar a plantação de Campina Morna. Sua partida acrescenta ao romance uma dimensão atlântica, ampliando o espaço da narrativa e colocando em relação territórios marcados por desigualdades, silêncios e heranças coloniais ainda em disputa no final do século XIX. O livro Singrando sobre um mar azul de rosas ( Folhas de Relva , 98 pp, R$ 69,90 — Trad.: Ana Queiróz), da francesa Joëlle Tiano-Moussafir, marca a primeira publicação pela Folhas de Relva Edições de autores estrangeiros vivos, marco que reafirma o diálogo da editora com a literatura contemporânea de outros territórios.
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 11/03/2026 Do êxodo à prisão, do engajamento à desilusão política, do teatro à descoberta do amor, das crianças que crescem livres às tragédias que arrancam de nós aqueles que amamos, a voz de um livreiro nos guia pelos labirintos da história de sua vida, que é o retrato de um povo que sofreu décadas de ataques e opressão. O livreiro de Gaza ( Intrínseca , 112 pp, R$ 59,90 — Trad.: Sofia Soter), de Rachid Benzine, lembra que, num mundo em que as bombas ameaçam ter a última palavra, os livros são nossa maior chance de sobrevivência — não para escapar da realidade, mas para habitá-la plenamente. Um testemunho de que, nesse cenário de caos e desilusão, uma pessoa que lê parece a mais radical revolucionária. Em meio à devastação de Gaza, um fotógrafo percorre as ruas e becos em busca de registros para o Ocidente. Quando chega a um bairro menos afetado, se depara com uma cena que lhe parece inusitada: entre ruínas empoeiradas e páginas amareladas, um senhor está lendo serenamente, sentado diante de uma vitrine repleta de livros, como se esperasse por algo. Os livros que ele segura não são meros objetos, mas, sim, fragmentos de uma vida, ecos de memória, cicatrizes de um povo.
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