O filósofo e sociológo marcou a cultura alemã no pós-guerra, foi assistente de Theodor Adorno e fez parte da Escola de Frankfurt. Habermas ligou a filosofia e a política, o pensamento e a ação. A sua autoridade moral valeu-lhe inúmeras distinções em todo o mundo. Depois de ter sido a voz dos protestos estudantis alemães na década de 1960, tornou-se alvo dos mesmos trinta anos depois, ao denunciar os riscos do “fascismo de esquerda” para o Estado de Direito. Em 1989, criticou os métodos de reunificação alemã, que considerava impulsionados sobretudo pelas forças de mercado e que tinham “o marco alemão como a sua bandeira”. E alertou para o regresso dos nacionalismos, defendendo que a melhor forma de o evitar era abraçar o projeto federal europeu.
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