Lucas Marques, fundador da Shiva
Aportes Shiva. A comunidade voltada a apoiar empreendedores na criação de startups globais com inteligência artificial anunciou a captação de uma rodada pré-seed de US$ 10 milhões (cerca de R$ 52 milhões na conversão atual), liderada pela Monashees e com participação da Endeavor Catalyst. Fundada por Lucas Marques, ex-COO da Méliuz e fundador da Programadores do Amanhã, a iniciativa recém-lançada pretende apoiar um novo tipo de startup impulsionado pela IA, com equipes mais enxutas e custos menores de desenvolvimento. O capital será destinado ao oferecimento de bolsas para fundadores brasileiros por até 12 meses, em troca de participação acionária, além de mentorias em desenvolvimento, produto e negócios e acesso a infraestrutura de nuvem. A meta é financiar cerca de 100 empresas e prepará-las para seguir caminhos de venture capital ou bootstrap.
Maggu. A startup de inteligência artificial aplicada ao varejo farmacêutico captou R$ 22 milhões em uma nova rodada liderada pela DGF Investimentos, com participação de Norte Ventures, Latitud, IC Ventures e Airborne Ventures, alcançando valuation de R$ 138 milhões. A empresa desenvolveu uma infraestrutura integrada aos sistemas de gestão de farmácias que usa IA como um copiloto para apoiar atendentes no balcão em tempo real, oferecendo orientações de uso de medicamentos e recomendações de produtos complementares. A plataforma já está conectada a 17,5 mil farmácias – com 2,2 mil operando ativamente – e possui base de mais de 1,6 milhão de produtos cadastrados. O novo aporte será usado para ampliar a rede de farmácias integradas, evoluir a tecnologia de IA aplicada ao atendimento e expandir a equipe.
Nilo. A healthtech realizou uma extensão de sua rodada Série A, adicionando R$ 15 milhões ao total de mais de R$ 70 milhões captados desde 2022. A nova etapa contou com Citrino Ventures e 14B, que se juntam a investidores anteriores como Maya Capital, Canary, GFC Global e Tau Ventures. A empresa passa por uma virada estratégica: deixa de ser SaaS de engajamento para atuar como infraestrutura operacional baseada em inteligência artificial que coleta dados de pacientes via WhatsApp, integra diferentes fontes e automatiza decisões ao longo da jornada. A plataforma já acompanhou mais de 4,8 milhões de pacientes e atende mais de 50 clientes enterprise, como Unimed, Bradesco Saúde, CarePlus, Fleury e Hospital Israelita Albert Einstein. Em 2025, os agentes de IA já representam 35% da receita da companhia.
Mova Protocol. A startup captou US$ 2 milhões (R$ 10,4 milhões) com investidores-anjo e elevou para US$ 5 milhões (R$ 26 milhões) o total captado desde a sua fundação, no fim de 2025. Criada por Augusto Bihre Letsch, 21 anos, a empresa desenvolveu uma plataforma de “drive-to-earn” que usa um aplicativo para coletar dados de telemetria de veículos via smartphone. Depois de validados e registrados em blockchain, eles geram relatórios auditáveis voltados a empresas. Com valuation de R$ 180 milhões definido na rodada seed anterior, o novo capital será usado para expandir uma rede própria de eletropostos e fortalecer a infraestrutura de dados da companhia, que pretende chegar a 50 pontos de recarga até o fim de 2026. A startup, que já soma cerca de 29,8 mil usuários, projeta alcançar 1 milhão até o fim do ano e receita anual de até R$ 270 milhões em cinco anos.
Jovens Gênios. A edtech concluiu uma rodada seed de R$ 11,8 milhões liderada pelo Fundo GovTech, gerido por KPTL e Cedro Capital, com participação de DOMO.VC, Criabiz Ventures e Rosey Ventures, fundo de corporate venture capital do Grupo Marista. Fundada no Rio de Janeiro por Bernard Caffé e Fernando Costa, a startup desenvolveu uma plataforma de aprendizagem com inteligência artificial e gamificação usada por mais de 5 mil escolas e voltada majoritariamente ao setor público. O novo capital será destinado ao fortalecimento da base tecnológica, incluindo migração de dados e reformulação do programa de distribuidores, com o objetivo de ampliar o alcance de 1,3 milhão para 10 milhões de estudantes até 2029. No último ano, a startup cresceu 30% e atingiu o ponto de equilíbrio.
Plinq. A startup que desenvolve soluções digitais para prevenção da violência contra mulheres atraiu um investimento de Anton Osika, fundador e CEO da Lovable. O aporte, de valor não revelado, integra uma rodada aberta, que pretende levantar R$ 1,5 milhão até o fim do mês. Fundada em 2025 por Sabrine Matos, a empresa organiza dados públicos de tribunais e bases oficiais para permitir que usuárias consultem possíveis antecedentes de pessoas antes de encontros ou relacionamentos. Disponível atualmente em versão web, a plataforma reúne mais de 45 mil usuárias e realizou mais de 50 mil consultas, gerando aproximadamente R$ 500 mil em receita nos primeiros meses. Os recursos da rodada serão destinados ao desenvolvimento do aplicativo mobile, evolução tecnológica da plataforma e ampliação da equipe, além da criação de novas funcionalidades como verificação social, compartilhamento de localização e interação entre usuárias. |