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Recentemente, você deve ter visto alguma publicação nas redes sociais alertando que proprietários de imóveis alugados vão pagar 44% de imposto com a reforma tributária.
Eu vi também.
E confesso que deu até uma coceira na mão de tanta vontade de comentar em todos.
Esse número virou um monstro no WhatsApp, no Instagram, nos grupos de investidores.
Todo mundo repassando como se fosse verdade absoluta. Mas não é.
Os 44% são o cenário mais catastrófico que alguns perfis montaram para te dar um susto.
É um cálculo do pior cenário possível, somando o novo imposto sobre consumo com a alíquota máxima de imposto de renda, e que ignora as reduções previstas na lei e apresenta o resultado como se valesse para todo mundo.
Agora, a verdade na vida prática do contribuinte: A Reforma Tributária desenhou um recorte específico, separando quem tem um imóvel alugado como fonte de renda de quem opera em escala, como atividade econômica.
E essa separação segue dois critérios objetivos: 1️⃣ Receber mais de R$ 240.000 por ano em aluguéis; 2️⃣ Ter mais de 3 imóveis distintos alugados.
As duas condições precisam ocorrer ao mesmo tempo.
Por exemplo: se você tem 3 imóveis alugados por R$ 5.000 cada, a soma anual é R$ 180.000. Como são apenas 3 imóveis e o valor está abaixo do limite, você não se enquadra na nova regra.
Outro exemplo: se você tem 4 imóveis e o total anual de aluguéis é exatamente R$ 240.000, também não se enquadra. A lei exige mais de R$ 240.000, e não “igual ou maior”.
Este é apenas um dos temas que quero abordar ponto a ponto com você na primeira live da série Tax Tools.
Vamos falar sobre: Airbnb, novas regras, impactos reais sobre o aluguel, investimentos no mercado imobiliário e como proteger seu patrimônio.
🔵 Separe esse horário na agenda: Amanhã, 10/02, às 18h30, ao vivo no YouTube do E-Investidor.
Um abraço, Maria Carolina Gontijo Duquesa de Tax |
