A 60ª edição do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, acontece no próximo domingo (08).
Além da disputa entre Seattle Seahawks e New England Patriots, outro grande ponto de atração está nos intervalos da partida: a transmissão deste ano terá os comerciais que podem ser considerados os mais caros da história da publicidade mundial.
Todos os espaços publicitários dos intervalos do jogo já haviam sido comercializados antes do final do ano passado. Fontes do mercado norte-americano afirmam que o valor dos espaços de 30 segundos variava entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões (entre R$ 42 milhões e R$ 52 milhões, na cotação de hoje).
Neste ano, a transmissão da partida será feita pela rede NBCUniversal - a liga de futebol americano faz um rodízio dos grupos de comunicação que transmitem a partida a cada ano.
A edição 2026 terá um ingrediente a mais: o famoso show do intervalo, que tem patrocínio da Apple Music desde 2023, será com o porto-riquenho Bad Bunny. Ele acaba de ganhar três prêmios no Grammy pelo álbum 'Debí Tirar Más Fotos'.
Ao conquistar um de seus três prêmios da noite, o rapper abriu seu discurso dizendo 'fora, ICE' —em referência à agência americana de imigração que tem conduzido operações para retirada de imigrantes ilegais dos Estados Unidos.
Em busca de um novo recorde
Em 2025, o Super Bowl atraiu um recorde de 127,7 milhões de telespectadores via TV e streaming nos Estados Unidos. O número deve ser ainda maior em 2026.
No Brasil, a partida será transmitida pelos canais Sportv e GeTV, da Globo, e Disney+ e ESPN, do Grupo Disney. O streaming DAZN também exibirá o confronto. A Globo ainda prometeu transmitir a reprise do show, na íntegra, ainda no domingo à noite, além de um especial com os melhores momento do 'big game'.
Para o alto e avante
Para efeitos de comparação, há 15 anos, o custo médio de um anúncio de 30 segundos era de US$ 4 milhões (cerca de R$ 21 milhões). No começo dos anos 2000, 30 segundos valiam US$ 2,4 milhões (R$ 12,6 milhões).
Até pelo alto investimento, é comum as marcas divulgarem seus comerciais antes da partida —principalmente para gerarem buzz e engajamento em torno das campanhas. Até agora, mais de 20 marcas já publicaram os seus nas redes sociais.
Um exemplo é o comercial de Kinder Bueno. Produzido com ferramentas de inteligência artificial, o vídeo já tem 10 milhões de visualizações no YouTube. 'Ícones americanos', de Budweiser, possui mais de 3 milhões de views.
'Aulas de relevância cultural'
'Os comerciais do Super Bowl concentram, em poucos minutos, uma combinação de alcance massivo, leitura de tendências culturais e estratégia de marcas. Eles antecipam movimentos de linguagem, humor, tecnologia e comportamento. São uma espécie de termômetro do que está funcionando na comunicação e uma aula de branding e relevância cultural', diz Gustavo Giglio, consultor e fundador da Giglio.cc.
Para Giglio, alguns destaques até o momento são os filmes publicitários de Pringles, Squarespaces, Bud Light, Amazon/Alexa e Xfinitiy: Jurassic Park. Um dos comerciais que já faz sucesso nas redes sociais é o de Pepsi Black, que 'roubou' o urso polar da Coca-Cola para provocar a concorrente.
Você pode ver todos esses - e mais alguns - em Mídia e Marketing, dentro de UOL Economia.