Afinal, IA é bolha ou não? Olá! A evolução dos sistemas de inteligência artificial continua a fascinar e a criar polêmicas pelo mundo. Acompanhamos os movimentos das 'big techs', o sobe e desce das ações em bolsa, as intrigas entre concorrentes e os avanços em direção à regulamentação do uso da tecnologia. As aplicações da IA nos últimos dias têm desdobramentos na área de energia, finanças e comportamento da sociedade. Esses são os destaques desta edição. Acomode-se e boa leitura! ‘Big techs’ seguem acelerando e risco de bolha divide analistasCom resultados trimestrais acima das projeções de analistas financeiros, as gigantes de tecnologia Alphabet, Amazon, Apple, Meta e Microsoft indicam que a elevação de gastos de capital (Capex) com infraestrutura e serviços de inteligência artificial (IA) vem gerando resultados. O problema é que o jogo pode mudar se houver uma migração para tecnologias mais eficientes, reduzindo a demanda por um alto volume de unidades de processamento gráfico (GPUs) para IA. Entenda melhor esse cenário. Atlantic Convergence: Potencial da IA acelera investimentosO potencial de gastos com a inteligência artificial no mundo, avaliado em trilhões de dólares para os próximos anos, depende de redes poderosas capazes de sustentar o imenso tráfego de dados que passa por elas. De “big techs” a startups, as empresas aceleram o passo para garantir relevância nesse mercado. Um levantamento global da consultoria IDC estima que os gastos com IA possam alcançar US$ 1,3 trilhão em 2029, com crescimento anual composto de 31,9% a partir de 2025. Veja mais estimativas. É nesse contexto que o grupo alemão DE-CIX, que iniciou operação no Brasil em agosto deste ano, investe na expansão de uma infraestrutura baseada em “data centers”. A empresa, que está ampliando sua estrutura de rede fixa e plataforma em nuvem, realizou o seminário Atlantic Convergence, na semana passada, como nos conta a jornalista Ivone Santana, que fez a cobertura do evento diretamente de Lisboa. Pecém terá ‘data center’ de R$ 50 bilhõesA Omnia - plataforma de “data center” do Pátria -, a Casa dos Ventos e uma “big tech” planejam investir mais de R$ 50 bilhões para construir um “data center” em Pecém, no Ceará, com capacidade de 200 megawatts (MW) de processamento de dados. Segundo fontes, a ‘big tech’ seria a ByteDance, dona do TikTok, também cliente exclusiva da operação. Procurado, o grupo não se manifestou. Veja mais sobre esse assunto. O mercado de “data centers” vive um “boom” global, por conta da demanda crescente por armazenamento e processamento de dados, principalmente com o avanço da inteligência artificial e de computação em nuvem. No Brasil, a capacidade atual é de aproximadamente 800 megawatts (MW) e pode triplicar com os incentivos do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata) no Brasil, na avaliação da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom). Confira mais aqui. Malásia deve ser parceira em fábrica de semicondutoresO Brasil e a Malásia, que já mantêm uma relação forte nas áreas de energia e mineração, vão expandir a parceria para o sensível setor de semicondutores — peça central da tecnologia moderna e da geopolítica global. Há conversas sobre uma joint venture entre a empresa brasileira Tellescom e uma companhia malaia para a produção de semicondutores, na área metropolitana de Porto Alegre (RS). Veja mais informações. Brasil sobe 4 posições em ranking de competitividade digitalO Brasil subiu quatro colocações na nova edição do ranking de competitividade digital elaborado pelo International Institute for Management Development (IMD), da Suíça. O país passa a ocupar o 53º lugar, com 51,63 pontos. A alta ocorreu em meio à melhora nas três principais categorias avaliadas no World Competitiveness Center (WCC): em Tecnologia, subiu dois degraus e alcançou a 58ª posição. Em Conhecimento, passou ao 56º lugar e, e em Prontidão Para o Futuro, chegou à 50ª colocação. Confira detalhes do levantamento. Alta demanda por engenheiros de linha de frenteNa corrida para intensificar a adoção de suas tecnologias de ponta, as empresas de inteligência artificial (IA) estão contratando um tipo raro de desenvolvedor, que além de escrever linhas de programação também sabe conversar com os clientes. Como parte da ofensiva para gerar mais receita, Anthropic, OpenAI e Cohere vêm recrutando os chamados engenheiros de linha de frente (FDEs, na sigla em inglês), uma nova função nas empresas de IA generativa, que consiste em enviar especialistas para trabalhar nas firmas clientes e ajudá-las a personalizar os modelos de IA que compram. Veja mais sobre o perfil desse funcionário. Gostou dos temas?Compartilhe a postagem com colegas e amigos interessados no futuro da economia e da tecnologia. Para indicar a newsletter, basta copiar este link e enviar: https://valor.globo.com/newsletter/assine-newsletter/ Para ler mais sobre inteligência artificial, acesse este site, que reúne as notícias sobre a tecnologia. Você pode enviar críticas e sugestões para: natalia.flach@valor.com.br Abraços, Natália Flach |