|  | Fernando Haddad, ministro da Fazenda, denunciou a 'milícia antidiplomática' da extrema direita. Eduardo Bolsonaro disse não ter relação com adiamento de reunião sobre tarifaço com EUA | Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda |
| | O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que uma reunião com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos Scott Bessent, que estava marcada para esta quarta-feira, para negociar o tarifaço, foi cancelada após articulação da extrema direita brasileira. Haddad criticou o que chamou de ação da "militância antidiplomática", que teria acionado assessores e melado a reunião. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), sediado nos EUA, negou ter participação nisso, relata Mônica Bergamo, colunista da Folha de S.Paulo. Josias de Souza afirma que o cancelamento da reunião é a mostra que o governo de Donald Trump resolveu tratar o Brasil como o martelo trata o prego —e não parece disposto a ouvir argumentos e negociar. Para o colunista Leonardo Sakamoto, o incidente é uma boa oportunidade para governadores realmente patriotas pedirem a cassação de Eduardo. Temos tais governadores?, pergunta-se Sakamoto. E o objetivo declarado do tarifaço —o alívio na situação judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe de Estado— parece que não vai ser atingido, segundo Josias. Às vésperas da fase das alegações finais no processo, Josias afirma que a defesa precisa de um argumento novo —caso contrário, o apoio trumpista só vai piorar a situação. Avançando o processo contra Bolsonaro —que nega ter tentado um golpe de Estado—, Reinaldo Azevedo se pergunta: o ministro do Supremo Luis Fux, poupado das sanções trumpistas, pedirá vista do processo do ex-presidente? Para Reinaldo, mesmo isso acontecendo não irá impedir a condenação do núcleo bolsonarista ainda em 2025. Na seara diplomática, Jamil Chade revela a argumentação brasileira na queixa contra os EUA na OMC sobre o tarifaço. O Itamaraty argumenta que a administração Trump viola as regras do comércio internacional, com motivações políticas sem nenhuma conexão com a realidade do comércio entre os dois países. Jamil também relata que acadêmicos americanos denunciaram o que consideram uma interferência indevida de Trump no Brasil, considerada "uma afronta à independência do sistema judiciário brasileiro e ao Estado de Direito" em nosso país. Mas Amanda Klein alerta: pelo andar da escalada diplomática, novas sanções americanas contra a economia brasileira podem vir por aí. Mônica Bergamo: Eduardo Bolsonaro diz não ter culpa de cancelamento de agenda dos EUA com Haddad Leonardo Sakamoto: Governador patriota é o que pede cassação de Eduardo Bolsonaro. Temos? Leonardo Sakamoto: Para coronel, Bolsonaro é pai do golpe, e golpe era sinônimo de 'solução' Josias de Souza: Trump se relaciona com Brasil como martelo diante do prego Josias de Souza: Nas alegações finais, suporte de Trump a Bolsonaro é imprestável Reinaldo Azevedo: Fux pedirá vista? Ainda que o faça, núcleo Bolsonaro será condenado em 2025 Reinaldo Azevedo: Ao falar de Brasil, parece que os EUA denunciam autocracia Trump Jamil Chade: Carta do Brasil à OMC denuncia razões políticas e ilegalidades do tarifaço Jamil Chade: Acadêmicos nos EUA denunciam 'interferência indevida' de Trump no Brasil Amanda Klein: Escalada contra Brasil pode ser prenúncio de novas sanções Graciliano Rocha: Impacto em cascata do tarifaço pode custar R$ 12 bi à indústria do plástico |
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| | Outros olhares | | | | | | | | |  | O presidente Lula durante evento no Palácio do Planalto, em Brasília | Lucio Tavora - 28.jul.2025/Xinhua |
| Socorro ao tarifaço, inflação no Brasil e EUA; veja os destaques da semana |
| | Bom dia, investidor, Confira os destaques desta segunda (11): - 'Tarifaço': governo deve anunciar plano de contingência
- Semana de indicadores: IPCA, varejo, serviços e emprego
- EUA: inflação pode definir próximos passos do Fed
- Temporada de balanços: semana tem resultados de JBS, Nubank e Gol
'Tarifaço': governo deve anunciar plano de contingência- O governo do presidente Lula deve apresentar entre hoje e amanhã o aguardado plano de contingência para reduzir os impactos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. As novas tarifas, em vigor desde 6 de agosto, afetam setores-chave da economia nacional, com destaque para indústria, agroindústria e manufaturados, gerando forte preocupação entre empresários e autoridades.
- Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a estratégia do Executivo será evitar retaliações diretas contra os EUA, priorizando ações para preservar empregos e competitividade. Entre as medidas estudadas estão linhas de crédito emergenciais, flexibilização de regras trabalhistas e ampliação do programa Reintegra, que devolve parte dos tributos pagos na exportação.
- A reunião que definirá o desenho final do plano ocorre hoje às 17h, no Palácio do Planalto, com Lula, Alckmin e Haddad. O impacto econômico estimado é relevante: cerca de um terço das empresas que vendem para o mercado americano será diretamente atingido, o que reforça a urgência de medidas para amortecer as perdas e manter as exportações brasileiras em patamar competitivo.
Semana de indicadores: IPCA, varejo, serviços e emprego- A agenda econômica brasileira desta semana está carregada de dados relevantes que podem influenciar as expectativas para a taxa Selic.
- Amanhã, o IBGE divulgará o IPCA de julho, principal indicador oficial da inflação no país. Na prévia do mês (IPCA-15), os preços subiram 0,33%, levando a inflação acumulada em 12 meses a 5,3%, acima do teto de tolerância da meta do Banco Central, de 4,5% (meta central de 3% com margem de 1,5 ponto percentual). O principal fator de pressão veio do grupo Habitação, influenciado por reajustes nas contas de luz. Já a alimentação apresentou queda pelo segundo mês consecutivo, ajudando a conter parte da alta.
- Na quarta-feira, o IBGE trará os números do varejo referentes a junho. Apesar de uma leve queda mensal de 0,2% em maio, o setor segue em crescimento no comparativo anual, com avanço de 2,1% ante maio de 2024. No acumulado em 12 meses, o varejo mantém alta de 3,0%.
- Na quinta-feira, será a vez do setor de serviços, que em maio registrou seu quarto resultado positivo consecutivo, acumulando alta de 1,6% no período.
- Fechando a semana, na sexta-feira, a PNAD Contínua revelará os dados de emprego, que no segundo trimestre mostraram a menor taxa de desemprego da série histórica, de 5,8%.
EUA: inflação pode definir próximos passos do Fed- O índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, referente a julho, será divulgado amanhã e está no centro das atenções globais. O dado de junho mostrou alta mensal de 0,3% e inflação anual de 2,7%, a maior desde fevereiro de 2025, puxada por aumentos em energia e alimentos. O núcleo da inflação, que exclui itens voláteis, subiu 0,2%, abaixo da projeção de 0,3%.
- O mercado mantém uma aposta quase unânime de que o Federal Reserve fará um corte de juros em setembro, mas qualquer surpresa nos números pode alterar esse cenário, principalmente se houver indícios de que as recentes tarifas comerciais estão pressionando preços.
- Na quinta-feira, será divulgado o índice de preços ao produtor (PPI), que mede a inflação no atacado. O PPI de junho ficou estável no mês, acumulando alta de 2,3% em 12 meses -- uma desaceleração frente aos 2,7% registrados em maio.
Temporada de balanços: semana tem resultados de JBS, Nubank e Gol- A temporada de resultados corporativos continua movimentada. Hoje, empresas como Sabesp, Natura, Marisa, Direcional, Even, Itaúsa, Localiza, Vamos e Vibra Energia divulgam seus números.
- Amanhã, será a vez de Americanas, BTG, CVC, Light e MRV.
- Na quarta-feira, destaque para JBS, que apresenta seus resultados após o fechamento do mercado, além de Casas Bahia, Allos, Bradespar, Eneva, Equatorial, Hapvida, PagBank, Porto Seguro, Positivo, Raízen, Rede D'Or, SLC Agrícola, Taesa, Ultrapar e Vittia.
- Na quinta, o Nubank divulga seus números junto a empresas como 3Tentos, Azul, Banrisul, Cemig, Cosan, CPFL Energia, Cyrela, IRB Re, JHSF, LW
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na sexta (8): - Dólar: 0,24%, a R$ 5,436.
- B3 (Ibovespa): -0,45%, aos 135.913,25 pontos.
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|  | Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil |
| Lula se reúne com Alckmin e ministros para alinhar medidas contra tarifaço |
| | O presidente Lula se reúne na tarde de hoje com o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e mais ministros para definir os últimos detalhes do pacote de medidas de contingenciamento para amenizar os impactos das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos exportados pelo Brasil. O governo calcula que um terço das empresas que exportam para os EUA será afetado pelo tarifaço. A reunião no Palácio do Planalto está marcada para 17h na agenda do presidente Lula e há a expectativa de que as medidas sejam anunciadas ainda hoje. Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann e Rui Costa também devem participar do encontro. Alckmin já anunciou que o plano do governo será bem amplo, e deve contemplar linhas de crédito e adiamento das cobranças de tributos e contribuições federais, além da compra pelo governo de produtos excedentes. Hospitais privados recebem 30% de emendas do atendimento especializado. Estudo realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostrou que entidades privadas receberam quase um terço das emendas da saúde e das verbas extras indicadas por parlamentares para a atenção médica especializada entre 2019 e 2024. De acordo com o levantamento, R$ 10,6 bilhões dos R$ 35 bilhões destinados à atenção especializada em saúde nesse período foram repassados a entidades privadas. O estudo analisou verbas enviadas ao sistema de saúde de estados e municípios via emendas parlamentares. Entre 2019 e 2024, o incremento à atenção primária somou R$ 40 bilhões. Por lei, só instituições públicas podem receber esses recursos. Na atenção especializada, as entidades privadas mais beneficiadas foram as Santas Casas e a Fundação Pio XII, que administra o Hospital de Amor — antigo Hospital do Câncer de Barretos. Leia mais na coluna de Natália Portinari. Trump quer tirar sem-tetos de Washington e mandá-los para 'longe da capital'. O presidente dos Estados Unidos disse ontem que pretende expulsar os sem-teto da capital do país e prender os criminosos, apesar de a prefeita de Washington argumentar que não há no momento um aumento da criminalidade. A Casa Branca se negou a explicar qual autoridade legal o presidente usaria para expulsar as pessoas de Washington. Trump usou imagens de barracas nas ruas da capital do país com algum lixo na postagem em que escreveu:"Os sem-teto têm que se mudar, IMEDIATAMENTE. Nós lhes daremos lugares para ficar, mas longe da capital. Os criminosos não precisam se mudar. Vamos colocá-los na cadeia, onde é o seu lugar". De acordo com uma organização que trabalha para reduzir a falta de moradia em Washington, a maioria dos sem-teto está em abrigos de emergência ou moradias transitórias. Cerca de 800 são considerados sem abrigo ou "de rua". Total de trabalhadores PJ dispara e remuneração fica acima dos formais. Um estudo feito pelo economista Nelson Marconi, da Escola de Administração de São Paulo da FGV, mostra que o número de trabalhadores que trabalham por conta própria, com CNPJ, vem crescendo no Brasil e, em alguns casos, a remuneração chega a ser o dobro ou mais em relação a quem trabalha com a carteira assinada. Os dados mostram que geralmente são os trabalhadores mais escolarizados os que estão obtendo maior remuneração como PJs, mas mesmo em setores que não demandam muita educação, como construção e comércio, esses trabalhadores ganham mais do que os empregados formais. Segundo o economista, a estrutura de altos custos no Brasil para contratar pessoas com carteira assinada leva os trabalhadores e empresas a fazer um acordo: de um lado, o trabalhador opta por remuneração maior enquanto perde alguns direitos sociais; de outro, o empregador reduz custos, mas opera com colaboradores mais propensos à rotatividade. Veja os números. Palmeiras tem CT vandalizado com elenco dentro. O Palmeiras informou ontem que teve seu centro de treinamento vandalizado na madrugada de domingo por um grupo que arremessou bombas e rojões. O elenco passou a noite concentrado no local, junto de funcionários, mas ninguém se feriu. O clube informou que tem imagens dos ataques e que irá registrar um Boletim de Ocorrência para punir os responsáveis. O Palmeiras classificou o ocorrido como "atentado terrorista" e citou a emboscada da Mancha Verde contra cruzeirenses, que deixou um morto e cerca de 20 feridos em outubro do ano passado. No sábado, uma faixa de protesto com o escrito "acabou a paz" foi estendida em frente ao Allianz. Veja o vídeo. |
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