Pedro Mac Dowell, CEO da QI Tech
Aportes QI Tech. O unicórnio de infraestrutura para serviços financeiros anunciou uma nova extensão da sua rodada Série B, no valor de US$ 63 milhões (cerca de R$ 350 milhões), liderada pela General Atlantic e com participação da Across Capital. O aporte será destinado ao desenvolvimento de soluções para clientes e à ampliação da capacidade de caixa para futuras aquisições, reforçando a estratégia de crescimento via M&As. A fintech já adquiriu três empresas no passado: Zaig (2021), Singulare e Builders Bank (2023). Com mais de 400 clientes, entre eles 99, Shopee e QuintoAndar, a QI Tech segue investindo na ampliação de seu ecossistema de soluções financeiras.
Juvo. A fintech de microcrédito Juvo levantou R$ 140 milhões por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e, paralelamente, captou R$ 65 milhões em equity. Os recursos do FIDC serão utilizados para ampliar a oferta de empréstimos pessoais a brasileiros das classes C e D. Com uso de tecnologia e inteligência artificial, a fintech já concedeu R$ 1,6 bilhão em crédito. Mais de 20 milhões de brasileiros já usaram seus serviços, que incluem empréstimos com o celular como garantia e adiantamento de recargas via parcerias no modelo white label.
Tako. A plataforma de IA para gestão de pessoas concluiu uma rodada Série A de R$ 100 milhões, liderada pela Ribbit Capital e com participação de a16z e ONEVC. O novo aporte servirá para impulsionar o lançamento de agentes de inteligência artificial treinados com as regras trabalhistas brasileiras, integrados a folhas de pagamento. Esses agentes automatizam tarefas rotineiras, como lançamentos e revisões, acionando operadores humanos apenas quando necessário. Criada por Fernando Gadotti e Sebastian Mejía, a Tako já processou mais de R$ 1 bilhão em folhas de pagamento, atendendo empresas como Warren, Tractian e SouSmile.
Neurogram. A healthtech criada por Daniele De Mari e Heitor Ettori levantou US$ 3 milhões (cerca de R$ 17 milhões) em rodada seed com a gestora Headline, de Romero Rodrigues. O novo investimento está sendo destinado à expansão da equipe, ao lançamento de um segundo algoritmo para monitoramento de crises em UTIs e à consolidação da plataforma de inteligência artificial voltada ao diagnóstico neurológico. Compatível com qualquer aparelho de eletroencefalograma, a tecnologia já é usada por cerca de 10 clínicas e tem mais de 100 médicos em lista de espera. Com mais de 10 mil exames processados no primeiro trimestre de 2025, a startup projeta alcançar 100 mil até o fim do ano, preparando terreno para uma futura Série A voltada ao desenvolvimento de novos algoritmos.
SleepUp. A healthtech focada em soluções digitais e dispositivos vestíveis para o cuidado do sono acaba de captar R$ 7 milhões em rodada liderada pelo fundo Criatec 4 (gerido por Triaxis Capital e Crescera Capital) e acompanhada por grupos de investidores-anjo e investidores internacionais. O aporte, resultado de um processo de captação que levou cerca de dois anos, será usado para concluir aprovações regulatórias no Brasil e no exterior, viabilizar a industrialização de suas faixas de eletroencefalograma portáteis – que monitoram o sono de forma não invasiva – e escalar vendas em mercados como China, Europa e Emirados Árabes. A startup oferece um modelo de negócio baseado no licenciamento do software de terapia digital e no comodato dos dispositivos, atendendo atualmente cerca de 30 clientes no Brasil.
Flapper. A startup de aviação executiva sob demanda concluiu uma rodada de R$ 5,8 milhões por equity crowdfunding na plataforma Eqseed – a meta inicial era de R$ 4,8 milhões – com a participação de 409 investidores. Os recursos serão direcionados para a estratégia de expansão, incluindo o lançamento de um modelo de propriedade compartilhada de jatos e a aquisição de uma operadora de táxi aéreo.
Clarice.ai . A startup por trás da assistente inteligente de escrita e revisão de textos captou R$ 2,5 milhões em uma rodada pré-seed para desenvolver seu próprio modelo de linguagem (LLM) especializado no português brasileiro. O investimento, liderado pelos fundos Raio Capital e Veredas Capital, com apoio de investidores-anjo e do programa PIPE Invest da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), será direcionado à expansão da base tecnológica da startup, que já conta com mais de 500 mil usuários e R$ 1 milhão em receita nos últimos 12 meses. A empresa planeja treinar seu LLM em um dataset proprietário, buscando oferecer uma IA mais alinhada à cultura e ao estilo de escrita do Brasil, e se consolidar como referência regional em IA generativa. |