Tarifaço de Trump
Entrou em vigor hoje a tarifa de importação de 50% aplicada pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros. O presidente norte-americano, Donald Trump, buscou justificar sua ordem executiva por uma "emergência nacional" em razão das políticas e ações "incomuns" e "extraordinárias" do governo brasileiro que, segundo o republicano, prejudicam empresas norte-americanas, os direitos de liberdade de expressão dos cidadãos dos EUA e a política externa e a economia do país, de modo geral. Trump também cita como justificativa para a medida o que considera como "perseguição, intimidação, assédio, censura e processo politicamente motivado" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A equipe econômica ainda aguarda aval do presidente Lula sobre um plano de contingência. |
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Impacto nas exportações
Com a tarifa de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros, o discurso sobre a necessidade de diversificar os destinos das exportações ganha força tanto no setor privado quanto dentro do governo federal. Empresários e autoridades argumentam que a diversificação já era um movimento necessário e planejado para todos os setores, mas que as tarifas anteciparam esse processo. A intenção do Brasil não é substituir integralmente o mercado americano, algo considerado impossível devido à complexidade das cadeias produtivas e ao tamanho do mercado consumidor dos EUA, mas diversificar destinos para minimizar os impactos. Esses mercados alternativos já vinham sendo mapeados antes mesmo do tarifaço, o que facilitou o trabalho do governo, que já contava com um cardápio de opções quando a tarifa foi anunciada. Esse discurso ganha ainda mais relevância para produtos e commodities agrícolas. |
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Reunião no Congresso Os presidentes da Câmara e do Senado, diante dos protestos da oposição que impediram o funcionamento ambas as Casas do Congresso, convocaram lideranças partidárias para uma reunião nesta quarta-feira (6). Hugo Motta e Davi Alcolumbre indicaram que querem passar a situação a limpo e destravar os trabalhos no Legislativo. Ontem, deputados e senadores de oposição ocuparam a mesa do plenário das suas respectivas casas. Com as bocas tampadas com adesivos, os parlamentares protestaram contra a medida do STF que determinou prisão domiciliar a Jair Bolsonaro e denunciavam uma suposta censura pela Corte. A partir disso, anunciaram obstrução. Os parlamentares pressionam para pautarem a anistia aos condenados do 8 de janeiro e o processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. |
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Alexandre de Moraes
Cinco deputados do Partido Liberal protocolaram ontem, no Senado, um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. A iniciativa é liderada pelo deputado Hélio Lopes (PL-RJ), que realizou um protesto silencioso em frente ao Supremo em julho, e conta com o apoio dos parlamentares Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Cabo Gilberto (PL-PB), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Rodrigo da Zaeli (PL-MT). No documento, os deputados acusam Moraes de crime de responsabilidade, abuso de autoridade, improbidade administrativa, censura e violação às garantias constitucionais de liberdade de expressão e imunidade parlamentar. Segundo os autores, eles foram alvo de perseguição política por parte do ministro. Afirmam ainda que a decisão que determinou a retirada de sua manifestação pacífica foi “arbitrária e ilegal”. |
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80 Nos 80 anos do ataque nuclear às cidades de Hiroshima e Nagasaki, o âncora Márcio Gomes relembra um bate-bapo com um dos sobreviventes. Leia mais. |
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 "A prisão domiciliar decretada com base em fundamentos jurídicos frágeis [...] é preocupante e parece configurar tentativa de silenciamento incompatível com o Estado de Direito"Transparência Internacional no Brasil, sobre a prisão domiciliar do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). Leia mais |
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Os parlamentares voltaram ao Congresso depois de duas semanas de recesso. Já no primeiro dia, a oposição ocupou o plenário em um protesto contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. O WW desta terça-feira (5) comentou o assunto. Assista |
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