COLUNA ICL
Entre Deus e o diabo da política
Silas Malafaia debochou da Justiça e o destino respondeu
Fui criada no catolicismo. Frequentei catecismo, ia à missa todo domingo. Mas confesso: nunca me senti realmente à vontade naquele ambiente. As imagens dos santos me observavam, eu tinha a sensação constante de pecado, os sermões eram longos, os cânticos solenes demais, e até as senhorinhas, com seus olhares de desaprovação, me causavam desconforto. A roupa de domingo parecia um uniforme de obediência. De certo modo, tudo aquilo me assustava. Ainda assim, havia uma exceção: o padre Nivaldo. Baixinho, sempre sorridente, ficava na porta após a missa para cumprimentar os fiéis. Quando chegava minha vez, ele estendia a mão e repetia, invariavelmente: “pão de milho”. Nunca compreendi. Nunca perguntei. Apenas sorria e seguia adiante.
Anos mais tarde, voltei àquela paróquia. No fim da celebração, lá estava ele, igualzinho, como se o tempo não tivesse passado. Cumprimentou-me outra vez, e dessa vez disse: “bom domingo” (...)
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