22 agosto, 2025

ICL Notícias

 

DESTAQUES

Jornalista acusa Malafaia de lucrar com direitos autorais de áudios da PF no YouTube


Álvaro Borba afirma que manobra de Malafaia transforma provas de interesse público em fonte de renda privada

O pastor Silas Malafaia acionou o sistema de copyright do YouTube para reivindicar direitos sobre os áudios interceptados pela Polícia Federal que expõem suas conversas com Jair Bolsonaro. A medida está fazendo com que todos os vídeos que reproduzem trechos das gravações tenham a monetização bloqueada, com a receita publicitária sendo revertida para Malafaia, por meio da empresa ONErpm.


Na prática, a estratégia não tira os conteúdos do ar, mas cria um efeito de censura indireta: criadores independentes e jornalistas podem continuar divulgando o material, mas sem qualquer retorno financeiro. O caso foi revelado pelo jornalista e youtuber Álvaro Borba, que recebeu a notificação do YouTube após publicar um vídeo com os áudios. (...)


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MUITO ALÉM DAS LENDAS

O Dia do Folclore e a força da cultura popular

O Dia do Folclore é lembrado internacionalmente em 22 de agosto. A data surgiu em 1846, quando o escritor inglês William John Thoms criou o termo “folklore” para definir o saber tradicional de um povo. No Brasil, foi oficializada em 1965, reforçando a importância de valorizar e transmitir nossas tradições.


Muito mais do que histórias fantásticas, o folclore é memória coletiva. Ele reúne danças, ritmos, festas, comidas típicas e personagens que atravessam gerações, expressando o modo de vida de diferentes comunidades. Do frevo ao maracatu, do Curupira ao Saci, cada elemento revela a diversidade que forma a identidade brasileira.


Escritores, artistas e pesquisadores sempre encontraram inspiração nesse patrimônio cultural. Nomes como Ariano Suassuna, Monteiro Lobato e Luís da Câmara Cascudo ajudaram a registrar e difundir um legado que não se limita às salas de aula: ele está presente nas ruas, nos palcos, nas festas e no imaginário popular.


O Dia do Folclore nos convida a olhar para as tradições não como passado distante, mas como parte essencial do presente. Preservar o folclore é também preservar a história e a força do nosso povo.

COLUNA ICL


Entre Deus e o diabo da política


Silas Malafaia debochou da Justiça e o destino respondeu


Fui criada no catolicismo. Frequentei catecismo, ia à missa todo domingo. Mas confesso: nunca me senti realmente à vontade naquele ambiente. As imagens dos santos me observavam, eu tinha a sensação constante de pecado, os sermões eram longos, os cânticos solenes demais, e até as senhorinhas, com seus olhares de desaprovação, me causavam desconforto. A roupa de domingo parecia um uniforme de obediência. De certo modo, tudo aquilo me assustava.


Ainda assim, havia uma exceção: o padre Nivaldo. Baixinho, sempre sorridente, ficava na porta após a missa para cumprimentar os fiéis. Quando chegava minha vez, ele estendia a mão e repetia, invariavelmente: “pão de milho”. Nunca compreendi. Nunca perguntei. Apenas sorria e seguia adiante.


Anos mais tarde, voltei àquela paróquia. No fim da celebração, lá estava ele, igualzinho, como se o tempo não tivesse passado. Cumprimentou-me outra vez, e dessa vez disse: “bom domingo” (...)


Leia mais na coluna de Vivian Mesquita