| As Estrelas na Terra |
Clarice do Samba, Clara Nunes
Clara Nunes completaria 83 anos de nascimento em 12 agosto de 2025, mesmo ano em que outros grandes da música popular brasileira como: Gilberto Gil, Caetano Veloso, Paulinho da Viola e Milton Nascimento. 2016 ago 31 Morena de Angola, Clara Francisca Nunes Gonçalves Pinheiro, nasceu em Cedro Cachoeira, berço têxtil de Minas Gerais, então distrito de Paraopeba, com a emancipação política, em 1954, o distrito virou Caetanópolis, em 12 de agosto de 1943, e morreu no Rio de Janeiro, em 2 de Abril de 1983, vítima de um choque anafilático durante uma cirurgia corriqueira de varizes. Edson Novaes - 2010 dez 19 Adelzon Alves, produtor dos primeiros discos: “Clara tornou-se um mito nacional e referência para a cultura afro-brasileira. Ao morrer foi levada pela Portela que a retirou da clínica São Vicente para ser velada na quadra da escola. Daí prá frente ela não pertencia mais a família, e sim ao povo que a consagrou” Clara foi a primeira artista mulher a parear venda de discos com os homens e falar sobre temas como a miscigenação brasileira e as religiões de matrizes africanas, por meio de seu repertório. Clara Nunes - ago 16 2022 "Clara tem uma atemporalidade em sua obra e isso dá a ela um caráter mítico, meio eterno. Ela foi pioneira a se posicionar, e de maneira contundente, por meio de seu canto e suas vestimentas quanto às questões relacionadas ao preconceito étnico-racial", diz o jornalista Vagner Fernandes, autor da biografia "Clara Nunes - Guerreira da Utopia" (2007). No ano de 1960, foi a vencedora do concurso “A voz de ouro ABC” na fase mineira, com a música de Vinicius de Moraes “Serenata do adeus”. Obteve o 3º lugar na final realizada em São Paulo, com a música “Só adeus”, de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, sendo contratada pela Rádio Inconfidência de Belo Horizonte. A primeira cantora brasileira a vender mais de 100 mil cópias de discos, entre fins dos anos 1970 e começo da década de 1980, vendia mais de 1 milhão de cópias de cada novo disco. “Não sou uma cantora de sambas. Sou uma cantora de música popular brasileira” Sílvia Brügger vê na obra da cantora a união de uma proposta política de valorização do canto genuíno do povo brasileiro com uma espécie de missão religiosa que se dá em um momento de afirmação das religiões afro-brasileiras. “Clara Nunes se transformou na voz de um grupo de sambistas dos morros do Rio de Janeiro que não tinha representação nas rádios. Durante a ditadura militar, os setores da esquerda buscaram a música popular como forma de contestação ao regime, e a Clara se encaixava nesse contexto, por se posicionar sempre em defesa da música de raízes brasileiras, propondo inclusive um antagonismo com a música estrangeira, em especial o rock” “Quando ela chegava com aquela força que ela possuía, era uma luz tão forte, que alegrava todo o ambiente. Não dá prá lembrar dela com tristeza. Saúde sim, tristeza não”. (Monarco-Portela) O compositor Paulo César Pinheiro, viúvo da cantora disse que havia um estudo de uma proposta da cineasta Cristiana Grumbach, diretora do longa metragem que focaria a trajetória e a vida artística da artista, para 2011. Blog Oficial Clara Nunes Apesar desse importante legado, os projetos sobre Clara Nunes estão parados. No ano de 2021, a imprensa divulgou que a Globoplay estaria produzindo uma minissérie sobre a cantora. Ao Estadão, a plataforma diz que desconhece o projeto. Apesar da negativa da plataforma em relação à minissérie, Marlon de Souza Sílvia, curador do Memorial Clara Nunes, afirma que também foi procurado por roteiristas e que forneceu material a eles. Segundo Sílvia, a Globo comprou os direitos do livro "Clara Nunes nas Memórias de sua irmã Dindinha Mariquita", escrito por Maria Gonçalves da Silva, irmã de Clara, e Josemir Nogueira Teixeira. Os registros ao vivo de shows realizados por Clara existem, mas jamais foram lançados comercialmente nessas quase quatro décadas de ausência da cantora. Um deles é uma apresentação de Clara na cidade de Abidjan, na Costa do Marfim, em 1976, em uma excursão patrocinada pela Varig e pelo Banco do Brasil que ainda levou o cantor João Nogueira, talvez, o único registro ao vivo de boa qualidade da canção Guerreira. Uma preciosidade para os fãs. Outro, é a participação de Clara no projeto Sabor Bem Brasil, ao lado de João Bosco, Waldir Azevedo, Altamiro Carrilho, Luiz Gonzaga e o Regional do Caçulinha, produzido pelo diretor Nilton Travesso e apresentado no Brasil. Os áudios, que estão em fitas, em estéreo, foram gravados por Genival Barros, atual diretor técnico das produções de Roberto Carlos. Ele acompanhou Clara na viagem à Abidjan na função de técnico de som. Barros, atualmente com 82 anos, lembra-se muito bem do show que Clara fez no país africano. "Clara teve uma recepção impressionante. Ela era uma diva. Uma pessoa muito bem educada, sempre de bom humor", conta. "Por que vou ser egoísta e guardar só para mim?" A gravação ao vivo do show "Brasileiro: Profissão Esperança" que Clara protagonizou ao lado do ator Paulo Gracindo, dirigida por Bibi Ferreira, foi gravado no Canecão, em 1974, onde canta, acompanhada de orquestra, entre outras faixas como "Expresso 2222" e "Chuva, Suor e Cerveja", a canção "Travessia", de Milton Nascimento e Fernando Brant. Nos seus 80 anos, foi a reaberto, no dia 6 de agosto, o Memorial Clara Nunes que leva o nome da cantora e guarda cerca de 10 mil itens relacionados à sua carreira, entre documentos, fotos, figurinos, prêmios e lembranças de famílias, localizado em Caetanópolis, onde Clara nasceu, cidade localizada a 85 Km de Belo Horizonte, o memorial, construído pela irmã de Clara, Maria Gonçalves, em 2012, estava fechado há quase quatro anos. O prédio precisava de reformas estruturais que só foram feitas por conta de recursos recebidos via Lei Aldir Blanc de incentivo à cultura. O valor de R$25 mil reais, mais os R$10 mil resultantes da venda de direitos do livro à Globo, foram usados para corrigir infiltrações. Fãs de Clara também ajudaram, por meio de um financiamento coletivo. Com isso, foi possível a inauguração de uma nova exposição, batizada de "Clara - Quando eu Vim de Minas". Outro local ligado à história de Clara em Caetanópolis, a casa em que ela nasceu e morou até os 14 anos, pode ser visitada desde 7 de agosto. A casa, que pertencia à fábrica Cedro e Cachoeira, na qual Clara e o pai trabalharam, foi restaurada pela prefeitura de Caetanópolis em um projeto que custou R$300 mil, recurso esse oriundo de uma emenda parlamentar. Clara Nunes, a Tal Guerreira - 'Canto das Três Raças' - Cena Musical. 03 ago 2024 |
Empresário preso por morte de gari é casado com delegada
| Biólogo |
Philip M. Fearnside: a voz da ciência na Amazônia
Philip M. Fearnside transformou estudos científicos em argumentos que mudaram o debate sobre desenvolvimento na floresta. Nascido nos Estados Unidos, fez das florestas tropicais seu campo de pesquisa e sua causa. Conheça o biólogo que virou referência mundial na defesa da Amazônia. ![]() Philip M. Fearnside: a voz da ciência na Amazônia11/8/2025 :: Marco Pozzana, biólogo Philip Martin Fearnside é um dos mais influentes biólogos do Brasil. Desde a década de 1970, vive em Manaus, onde construiu uma carreira dedicada à defesa das florestas tropicais. Sua obra combina rigor acadêmico e engajamento social, sempre buscando soluções que unam desenvolvimento e conservação.
Ao chegar ao Brasil, já possuía sólida formação. Concluiu bacharelado em Biologia na Universidade do Colorado. Em seguida, fez mestrado e doutorado em Ciências Biológicas na Universidade de Michigan. Assim, sua vinda para o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em 1978, marcou o início de uma trajetória que cruzou fronteiras acadêmicas e políticas.
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| Folha de S.Paulo - 12/08/2025 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Estado de Minas - 12/08/2025 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Jornal O Tempo - 12/08/2025 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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