Empresas renovam conselhos em busca de especialistas que entendem de IA![]() Olá! O mercado de trabalho está em constante transformação desde que as empresas passaram a adotar ferramentas de inteligência artificial em suas operações. Se por um lado, há uma pressão para diminuir o quadro de funcionários — e assim, reduzir custos —, por outro, as companhias têm buscado conselheiros e "advisers" que conhecem profundamente as aplicações da tecnologia. A ideia é que esses profissionais ajudem os negócios a prosperar no novo contexto mundial. Mas há quem vá na contramão dessa tendência e esteja empenhado a usar a IA como bússola para viabilizar oportunidades aos trabalhadores. É o caso de quatro startups que promovem inclusão digital. É curioso, mas os principais usuários da tecnologia no mercado de trabalho não são os mais jovens. Os millennials se mostram mais dispostos a utilizar IA no trabalho. Temos muitas novidades. Acomode-se e vamos aos destaques: Novas tecnologias e cibersegurança ajudam a rejuvenescer os conselhosDiante de desafios crescentes com a inteligência artificial (IA), a cibersegurança e a transformação digital, empresas brasileiras de capital aberto estão rejuvenescendo suas cadeiras nos conselhos de administração. Dados da pesquisa “2025 Board Monitor - Brazil Snapshot”, realizada pela consultoria Heidrick & Struggles e obtida com exclusividade pelo Valor, mostram que a idade média dos novos conselheiros caiu de 58 anos, em 2021, para 55 anos entre os que ingressaram nos “boards” em 2024. Parece pouco, mas reflete uma mudança importante de mentalidade: há uma busca ativa por perfis mais atualizados, com maior familiaridade com tecnologia. “Todo mundo sabe que na velocidade que a inteligência artificial está se desenvolvendo, ela vai ocupar posição relevante nas empresas. Se a [possível] substituição de mão de obra será uma vantagem competitiva, isso ainda não está claro, mas tem que prestar atenção agora”, afirma Marcos Macedo, sócio da Heidrick & Struggles na operação de São Paulo. E são essas decisões que estão na mesa do conselho atualmente. Muitas organizações também estão chamando “advisors” que possam aconselhar sobre temas relacionados à IA. Startups usam IA para tentar combater a desigualdade socialA busca por uma força de trabalho mais enxuta não é nenhuma novidade. Em tempos de incerteza econômica, as empresas reduzem o número de funcionários e eliminam ineficiências. Mas hoje não se trata apenas de fazer mais com menos pessoas. As empresas se preparam para um cenário em que poderá haver menos trabalho para seus funcionários. Mas há quem vá contra a corrente. Com o auxílio de assistentes de IA, quatro startups, mapeadas pelo Valor, promovem a inclusão digital e esperam com isso viabilizar oportunidades aos trabalhadores. A Simbi desenvolveu uma ferramenta que cruza indicadores como o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) e dados ligados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para fazer uma leitura aprofundada dos territórios brasileiros, identificando onde estão os maiores desafios e as oportunidades para impacto socioambiental positivo. Já a “social tech” Ana Health usa a IA com o objetivo de aprimorar o serviço público de saúde. Em outra frente, a startup H2B trabalha com o conceito Teoria de Mudança. Trata-se de uma ferramenta de planejamento estratégico que ajuda a visualizar e entender como um programa ou intervenção social pode alcançar um determinado impacto. A Versa Educação, por sua vez, é uma startup de tecnologia voltada para a área educacional (“edtech”), mas concentrada na formação de trabalhadores que não possuem uma estação de trabalho definida nas empresas, os “desmesados”. Millennials usam mais IA no trabalho do que a geração ZOs millennials são os mais dispostos a utilizar IA no trabalho, com 73% declarando adotar a ferramenta e 80% expressando confiança na ideia de que a IA pode ajudá-los a trabalhar melhor. Os dados, obtidos com exclusividade pelo Valor , são do levantamento “World of Work Report”, conduzido pelo sistema operacional de trabalho Monday.com em parceria com a Qualtrics, agência de pesquisas. Foram entrevistados 3.736 funcionários na Austrália, Alemanha, Brasil, Estados Unidos, França, México e Reino Unido. A geração Z, reconhecida pela familiaridade tecnológica, tem uma taxa de adoção de IA baixa (59%) até mesmo quando comparada com a geração X (65%) — os nascidos entre 1965 e 1980. Os profissionais mais jovens, além disso, dizem estar preocupados com a possibilidade da IA assumir os aspectos dos seus empregos que mais gostam de exercer (42%). Gostou dos temas?Compartilhe a postagem com colegas e amigos interessados no futuro da economia e da tecnologia. Para indicar a newsletter, basta copiar este link e enviar: https://valor.globo.com/newsletter/assine-newsletter/ Para ler mais sobre inteligência artificial, acesse este site, que reúne as notícias sobre a tecnologia. Você pode enviar críticas e sugestões para: natalia.flach@valor.com.br. Abraços, Natália Flach |
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