GUERRA COMERCIAL ▸Na OMC, Brasil critica uso de tarifas para interferir em assuntos internosEm discurso no Conselho Geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), secretário de assuntos econômicos e comerciais do Itamaraty, embaixador Philip Fox-Drummond Gough, criticou o uso de tarifas como ferramenta para interferir em assuntos internos de países.
Sem citar nominalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o enviado do governo brasileiro classificou as medidas anunciadas pelo republicano como "arbitrárias".
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Jair Bolsonaro
Após entregar ao STF explicações sobre a declaração dada à imprensa na segunda-feira (21), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aguarda uma definição do ministro Alexandre de Moraes. Ontem, os advogados de Bolsonaro disseram que ele “jamais considerou” que estava impedido de conceder entrevistas, já que as medidas cautelares inicialmente não proibiam expressamente declarações aos meios de comunicação. A defesa pediu que Moraes esclareça as medidas cautelares. Disse ainda que o ex-presidente não fará mais manifestações públicas até que a Corte torne mais objetivos os termos das proibições. Entre as possibilidades de Moraes, estão atender ao pedido e deixar mais claras as cautelares, proibindo objetivamente entrevistas e declarações à imprensa; solicitar que a PGR opine se houve descumprimento das medidas; pedir diretamente a prisão preventiva de Bolsonaro; ou ainda não tomar providência alguma. |
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STF e Câmara
Decisões recentes envolvendo Bolsonaro têm exposto rachas tanto na Primeira Turma do STF quanto na Câmara dos Deputados. Com o placar de quatro a um, a Primeira Turma do STF manteve a decisão para que Bolsonaro use tornozeleira eletrônica e cumpra outras medidas cautelares. O voto contrário foi de Luiz Fux, que considera não haver provas concretas, como indícios de risco de fuga, para a aplicação das medidas contra Bolsonaro. No voto, chega a afirmar que a amplitude delas “restringe desproporcionalmente direitos fundamentais”, como a “liberdade de ir e vir” e de “expressão e de comunicação”. As decisões também criaram divergências no Congresso, entre o presidente da Câmara, Hugo Motta e o PL (Partido Liberal). Mesmo com o recesso extraoficial, congressistas do PL tentaram garantir o funcionamento de comissões comandadas por eles para votar moções de apoio a Bolsonaro. O movimento foi barrado por Hugo Motta, que proibiu sessões até 1º de agosto. |
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Linha de crédito
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se antecipou ao governo Lula e lançou uma linha de crédito de R$ 200 milhões para exportadores paulistas. Batizada de Giro Exportador, o objetivo declarado do governo é "mitigar os efeitos econômicos da nova tarifa que pode ser aplicada pelo governo americano e preservar a competitividade das empresas paulistas, sobretudo aquelas com maior valor agregado na produção". Segundo o Palácio dos Bandeirantes, a nova linha oferece condições, como taxas a partir de 0,27% ao mês + IPCA, prazo de até 60 meses para pagamento, carência de até 12 meses (inclusa no prazo total) e limite de financiamento de até R$ 20 milhões por cliente. Na semana passada, Tarcísio realizou uma reunião com o setor privado no mesmo dia em que o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), começou a se reunir com empresários em Brasília. |
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Raio-X do agro As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos devem afetar significativamente diversos setores do agronegócio brasileiro, com impactos mais expressivos nas exportações de suco de laranja, café e carne bovina. Plinio Nastari, CEO da Datagro, explicou ao CNN Money suco de laranja destaca-se como um dos produtos mais sensíveis devido à forte interdependência comercial entre os dois países. Os Estados Unidos são o principal comprador do suco de laranja concentrado brasileiro, tornando este setor particularmente vulnerável às novas medidas. No setor cafeeiro, o impacto também promete ser substancial. Aproximadamente uma em cada três xícaras de café consumidas nos Estados Unidos contém café brasileiro, principalmente da variedade arábica. A substituição deste produto no curto prazo apresenta-se como um desafio considerável, dada a qualidade específica do café brasileiro. |
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Gaza
A moradora de Gaza, Assmaa Abu Aljedian, de 38 anos, cresceu no Brasil e pede ajuda de autoridades brasileiras para deixar o território palestino há mais de um ano, porém sem sucesso. Desde o início da guerra em Gaza, em 2023, Assmaa já recorreu ao Itamaraty e à representação brasileira para a Palestina diversas vezes, mas teve todos os pedidos de repatriação negados. Ela e os quatro filhos continuam vivendo na região central de Gaza, alvo de uma grande operação terrestre, que começou nesta semana, em busca de reféns israelenses sequestrados pelo Hamas. Diante da intensificação do conflito, que inclui bombardeios diários, Assmaa e a família pedem socorro às autoridades brasileiras. Ela cresceu em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Filha de pai palestino e mãe síria, ela nasceu nos Emirados Árabes Unidos, mas veio para o Brasil aos quatro anos, em 1991. |
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R$ 10,7 bilhões É o novo valor do congelamento dos gastos do orçamento após a redução feita pelo governo federal. Diferença equivale a R$ 20,6 bi. Leia mais |
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 "(...) Cercear a participação de qualquer cidadão nas redes sociais é próprio de regime autoritário. Daqui a pouco estão cerceando veículos de comunicação"Marco Aurélio Mello, ministro aposentado do STF, sobre as medidas implementadas pelos atuais integrantes do tribunal. Leia mais |
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Durante sua participação no WW, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, comentou que o agro prevê grande perda com o tarifaço de Trump. Segundo ele, o agronegócio estava indo bem sem as ações do governo. Assista. |
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