23 julho, 2025

ICL Notícias

 

DESTAQUES

Movimento incomum: Em 75 minutos, R$ 6,6 bi foram negociados na Bolsa antes do tarifaço


BTG, BGC e Tullett intermediaram R$ 6,6 bi em contratos antes das tarifas dos EUA

Na manhã de 9 de julho, o mercado de contratos futuros de dólar teve um movimento fora do comum. Em apenas 75 minutos, entre 11h30 e 12h45, nove negociações somaram mais de R$ 6,6 bilhões, quase 10% do total do dia. O maior negócio ocorreu às 11h38, com o BTG Pactual intermediando quase 10 mil contratos, equivalentes a R$ 2,7 bilhões.


Os valores foram calculados com base no dólar a R$ 5,44, cotação do início do dia. As operações ocorreram pouco antes do anúncio do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil e agora essas movimentações são investigadas pelo Supremo Tribunal Federal. (...)


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LITERATURA BRASILEIRA

Ariano Suassuna vive. E O Auto da Compadecida continua dizendo quem somos.


Faz 10 anos que Ariano Suassuna partiu. Mas nada do que ele construiu foi embora. Pelo contrário. Suas palavras, ideias e personagens continuam pulsando onde há vontade de rir, pensar e resistir.


O Auto da Compadecida, sua obra mais conhecida, é muito mais que uma peça de teatro. É um retrato bem-humorado e profundo do Brasil que ele nunca deixou de defender: o Brasil dos pobres, dos astutos, dos que sobrevivem com coragem e fé. João Grilo e Chicó viraram ícones — e não à toa. A esperteza de um e a enrolação do outro dizem muito sobre o jeito brasileiro de enfrentar a vida.


Mas Ariano foi além da literatura. Criou o Movimento Armorial, deu aulas por décadas, ocupou espaços públicos e levou a cultura popular ao centro da criação artística. Para ele, arte boa era aquela que dialogava com o povo — sem abrir mão da beleza, da reflexão e da complexidade.


No ICL, acreditamos nesse mesmo princípio: conhecimento acessível, com raízes, coragem e pensamento crítico. Se você ainda não leu ou assistiu O Auto da Compadecida, esse é um ótimo momento pra se encontrar com a obra de um dos maiores escritores da nossa história.

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COLUNA ICL


Da humilhação como nova violência institucional


A ameaça feita pelos Estados Unidos à soberania do Brasil é tão injusta que não deixa alternativa que não seja o seu enfrentamento


Primeiro ponto: os Estados Unidos são hoje uma potência sem controle. Difícil imaginar pior. A nação mais poderosa do mundo tem hoje uma política externa dominada pela imprevisibilidade, pelo capricho e pela vaidade do seu presidente. Uma das culturas políticas mais admiradas no mundo ocidental foi repentinamente substituída pela anarquia institucional e pela retórica da humilhação dos outros países. O prestígio americano nunca foi tão baixo. A crise do ocidente é também a crise da sua liderança.


Segundo ponto: a ameaça feita pelos Estados Unidos à soberania do Brasil é tão injusta, tão repulsiva e tão humilhante que não deixa alternativa que não seja o seu enfrentamento. Mais ainda: o que qualquer país decente espera é que, nestes momentos críticos, governo e oposição se unam perante uma humilhação externa completamente injustificada. (...)


Leia mais na coluna de José Sócrates