Quando se fala em design de joias, é natural supor que as peças sejam feitas com materiais preciosos. Porém, ao mostrar sua bancada de trabalho, Mel Chung desfaz completamente essa expectativa. Ela adapta técnicas tradicionais da ourivesaria para criar colares, brincos, pulseiras e anéis a partir do que, na visão comum, seria considerado lixo: lacres de latinha de cerveja ou refrigerante, cápsulas de café, retalhos de alumínio, fios de metal e embalagens Tetra Pak.
A artista começou esse trabalho em 2008, quando sustentabilidade era uma palavra de uso ainda pouco corrente no vocabulário geral. Hoje, sua marca, a Ecoarte Mel Chung, é certificada pela organização Ecolmeia.
Nesses quase 20 anos, ela já exibiu suas criações em eventos como uma exposição coletiva que passou por Finlândia, Suécia e Lituânia, em 2018; uma edição online da Brazil Jewelry Week, em 2020 ; e o Salão do Artesanato, em 2025, em São Paulo. A obra dela também figura no livro Joias do Brasil, de Eliane Soares, lançado em 2019, e num catálogo da Central de Designers.