Bom dia!
As bolsas globais começam a terça-feira em alta, apoiadas nas promessas de Donald Trump de aumentar seus ataques sobre o Irã caso o Estreito de Ormuz siga bloqueado. O anúncio, feito ainda na segunda, faz o petróleo retroceder sob a esperança de que o produto da região volte a fluir. Além disso, os investidores também reagem positivamente a declarações do republicano de que o conflito pode terminar "muito em breve". Nesta terça, o Brent é negociado na faixa de US$ 90 por barril, queda de cerca de 6%, isso após ter rompido o patamar de US$ 100 pela primeira vez desde 2022.
Na prática, investidores estão olhando para o lado meio cheio do copo e comprando a possibilidade de uma suavização dos impactos do conflito no Oriente Médio na economia global, sem que seja possível prever, de fato, os próximos capítulos. Um dos motivos para isso é o fato de que os objetivos dos EUA com essa guerra tampouco são bem delineados e Trump envia mensagens contraditórias sobre suas ambições.
Um segundo alívio vem da possibilidade de Trump reduzir as sanções contra o petróleo russo, para tentar forçar um aumento da oferta da commodity e ajudar a compensar o desabastecimento, enquanto países do G7 estudam liberar suas reservas técnicas para ajudar a frear as altas de preços.
São medidas que ainda vão ser melhor avaliadas pelo mercado, já que, no caso da Rússia, o país nunca deixou de exportar petróleo. Em vez de ir diretamente para os países ocidentais, a produção russa estava fluindo para China e Índia.
O dia é de agenda fraca. No Brasil, o destaque fica por conta dos resultados da Prio, que saem após o fechamento do mercado. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, acompanha a melhora de ânimos e avança no pré-mercado. Bons negócios.
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