O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ser recebido nesta quinta-feira (7) pelo colega americano Donald Trump. O encontro na Casa Branca ocorre dois meses depois do previsto, por conta da guerra com o Irã, que monopolizou as atenções do presidente dos EUA nas últimas semanas. Para o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan, o que está em jogo na reunião é a relação entre Brasil, EUA e China. Lula deve negociar tarifas e terras raras com o argumento de que o Brasil "tem outra porta para bater" —Pequim. Trump quer garantir espaço na América Latina, e Lula tem na relação com a China uma carta na manga para negociar, resume Trevisan. A colunista Daniela Lima apurou que Lula escolheu quatro temas para debater com Trump: fim das sanções comerciais contra o Brasil, proposta para exploração de terras raras, regulamentação de plataformas digitais e vigilância sobre tráfico de armas. O ex-presidente preso Jair Bolsonaro e o Irã, frisa Daniela, a princípio estão de fora da pauta, mas Lula não fugirá dos temas caso eles surjam na conversa. E a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, diz que o time diplomático do governo está percebendo "sinais tranquilizadores" vindos da equipe de Trump em relação ao encontro. Mariana Sanches explica que não deve ocorrer um "efeito Zelensky", em referência ao episódio em que Trump humilhou o presidente da Ucrânia. Mariana Sanches: Casa Branca confirma encontro de Lula com Trump em Washington na quinta Leonardo Trevisan: Trump quer vitória, e Lula precisa negociar sem ceder demais Daniela Lima: Lula elege 4 temas para debater com Trump. Bolsonaro não está entre eles Mônica Bergamo: Diplomacia vê sinais tranquilizadores da equipe de Trump para encontro com Lula Mariana Sanches: Brasil não vê risco de 'efeito Zelensky' em visita de Lula a Trump Josias de Souza: Teatralizar o encontro de Lula com Trump é um erro político Janaína Figueiredo: Trump é o líder que mais desperta desconfiança na América Latina, mostra pesquisa |