A pressão militar no Golfo Pérsico se intensificou. Um caça dos EUA disparou contra um petroleiro com bandeira iraniana que tentava furar o bloqueio imposto por Washington e Israel. O governo Trump avisou Teerã que, se não aceitar o esboço de acordo para pôr fim à guerra, ocorrerá uma nova onda de bombardeios "num nível de intensidade muito maior". O ataque ocorreu horas depois de Trump afirmar nas redes sociais que a operação "Fúria Épica" será encerrada se os iranianos derem o que já foi combinado; caso contrário, a campanha aérea será retomada. Em busca de um acordo e do fim do bloqueio As negociações sobre um memorando de entendimento continuam difíceis, mas há expectativa de possíveis avanços nas próximas 48 horas. O governo paquistanês diz esperar que ambos os lados concordem em suspender o bloqueio do Estreito de Hormuz por 30 a 60 dias para "construir confiança". A França deslocou um porta-aviões para o Mar Vermelho e discute com o Reino Unido uma missão para garantir a segurança da rota. Pequim, destino da próxima visita do presidente Trump, é vista como possível fiadora do acordo. Emirados driblam bloqueio Investigação da Reuters mostra que os Emirados Árabes Unidos esquivaram‑se do bloqueio iraniano transferindo petróleo de grandes navios para cargueiros menores que navegavam com transponders desligados. Estima‑se que 360 mil barris por dia tenham sido exportados dessa forma. Fraudes em mercados de apostas sobre a guerra Reportagem do The Guardian revela que autoridades israelenses prenderam Omer Ziv e um oficial da reserva da força aérea sob acusação de usar informações confidenciais para apostar em plataformas como a Polymarket sobre o momento de ataques na guerra com o Irã. A denúncia aponta que o major repassava a Ziv detalhes de operações militares e que os lucros somaram US$ 152 mil em apenas um mês. Os réus negam irregularidades e aguardam julgamento. CEOs rumo a Pequim Em meio às negociações com o Irã e à guerra comercial com a China, Trump convidou os presidentes das gigantes Nvidia, Apple, ExxonMobil, Boeing e outras empresas para acompanhá‑lo em viagem a Pequim. A Casa Branca vê a visita como oportunidade para selar acordos bilionários e reduzir tensões comerciais. Tribunal derruba parte das tarifas de TrumpO Tribunal de Comércio Internacional dos EUA julgou que as tarifas globais de 10% impostas por Donald Trump em fevereiro violam a lei de comércio de 1974 , mas determinou que a suspensão vale apenas para duas pequenas empresas e o estado de Washington. Os demais importadores permanecem sujeitos à sobretaxa até que o governo recorra. Os juízes entenderam que os outros 24 estados não têm legitimidade para pedir o bloqueio geral. Surto de hantaviroseO navio de cruzeiro MV Hondius, com 149 pessoas a bordo, transformou‑se em foco de um surto de hantavírus. Segundo passageiro ouvido pelo El País, 23 ocupantes desembarcaram na ilha de Santa Helena em 21 de abril — dez dias após a primeira morte no navio — e voltaram aos seus países sem serem contactados pelas autoridades. Pelo menos um desses passageiros, internado na Suíça, testou positivo. A Organização Mundial da Saúde confirmou que o surto é causado pelo vírus Andes (ANDV) e contabiliza oito casos (três confirmados) e três mortes; outras duas pessoas seguem hospitalizadas na África do Sul e na Suíça. A variante Andes é a única que se transmite entre humanos, geralmente por contato próximo. Diário da viagem A cronologia da viagem reconstruída pelo El País mostra que o MV Hondius deixou Ushuaia em 20 de março com passageiros de 23 nacionalidades; a primeira morte ocorreu em 11 de abril. Após escalas em ilhas remotas e a retirada do corpo do passageiro falecido em Santa Helena, novas internações e mortes ocorreram: uma mulher holandesa morreu após desmaiar no aeroporto de Joanesburgo, e outros passageiros foram evacuados para a África do Sul. Em 24 de abril o navio tentou aportar em Santa Helena, mas só em 5 de maio o governo espanhol autorizou sua navegação até as Ilhas Canárias, onde deve chegar nos próximos dias. Monitoramento nos EUA No estado da Virgínia, autoridades de saúde acompanham um morador que esteve a bordo do Hondius. O viajante voltou ao país e está em boas condições clínicas. Comparações com a Covid‑19 Especialistas da OMS afirmam que o hantavírus Andes não representa um cenário semelhante ao da Covid‑19; ele se transmite por contato próximo com fluidos e normalmente não se espalha de forma explosiva. Mesmo assim, governos monitoram passageiros e preparam medidas de contenção. Defeito em marcapassos coloca milhares sob alerta A agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos, a FDA, determinou um recall de vários marcapassos da Boston Scientific (linhas Accolade, Essentio, Proponent, Altrua 2, Valitude e Visionist). O problema não exige a retirada dos dispositivos, mas sim uma atualização presencial de software chamada SMR6. Segundo a FDA, o uso contínuo sem correção pode levar a lesões graves ou morte. Até 18 de março, havia relatos de quatro óbitos e 2.557 feridos relacionados ao defeito. A empresa trabalha numa nova atualização para resolver problemas de bateria. Influencers e diferenças de idadeOutra reportagem do Guardian acompanha cinco casais de influenciadores com diferença etária grande. A matéria destaca como relacionamentos em que a mulher é mais velha ainda enfrentam estigma, mas que a exposição nas redes ajuda a normalizar essas uniões. Cecilia Moreno, 50, diz que namorar um homem mais jovem permitiu confrontar estereótipos de que "mulheres mais velhas não podem ser atraentes". Os casais relatam reações mistas: muitos seguidores celebram a ousadia, outros os acusam de buscar visibilidade. Pântanos iraquianos ressurgemChuvas abundantes elevaram o nível dos pântanos na região de Al‑Ahwar, no sul do Iraque, permitindo o retorno de búfalos, aves migratórias e famílias que dependem da pesca e da criação de animais. Agricultores dizem que, após anos de seca, "os pântanos parecem velhos tempos". A área, considerada Patrimônio da Humanidade, continua ameaçada por represas na Turquia e pelo desvio de água para o Irã. Incêndios florestais na PolôniaUm avião-tanque que combatia um grande incêndio na floresta de Bialowieza, no leste da Polônia, caiu e matou o piloto. Autoridades culparam a seca e os fortes ventos pela rápida propagação das chamas. O fogo já consumia milhares de hectares e exigia evacuações de animais silvestres, mas não de moradores. |