Disputas judiciais passam a testar modelos de negócio das 'big techs'![]() Olá! As "big techs" e outras empresas abaixo desse patamar, porém com valor estimado em bilhões de dólares no mercado privado, continuam sob o escrutínio de tribunais americanos por litígios envolvendo investimento e competição, uso ilegal de obras protegidas por direitos autorais, além de acusações de que viciam jovens nas mídias sociais. Mais do que uma disputa jurídica, esses casos começam a testar os limites dos modelos de negócio desses empresas — e podem ter efeitos diretos sobre receitas, custos e reputação. Nesse cenário, a Meta Platforms entrou em mais uma fase de julgamento no Novo México para tentar se defender de afirmações do estado de que suas plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp prejudicam a saúde mental de jovens ao viciá-los nessas redes. O caso pode levar a outro tipo de prejuízo para a empresa de Mark Zuckerberg, como impacto negativo nos negócios — afetando a saúde financeira, a operação e a reputação da organização — e nos resultados financeiros, o que pode afugentar investidores e fornecedores avessos à insegurança jurídica, além de outras repercussões. Há ainda o risco de expor a marca a potenciais boicotes de consumidores ativistas. Em outro processo, a Meta e Zuckerberg enfrentam uma coalizão de grandes editoras que responsabilizam a companhia e o seu CEO pelo uso ilegal de obras protegidas por direitos autorais para treinar seus modelos de inteligência artificial. A lista de empresas processadas por desrespeito aos direitos autorais continua a crescer, o que expõe um potencial lado obscuro das companhias ainda em disputa judicial. Nessa lista estão, por exemplo, Microsoft, OpenAI e Anthropic. No limite, o avanço da IA passa a ser medido também pela capacidade das empresas de sustentar seus modelos diante de pressões regulatórias e judiciais. Com essas e outras reflexões, acomode-se e aproveite a leitura! Governo de São Paulo autoriza estudo para supercomputador de até R$ 3 biO governo de São Paulo iniciou processo para estudo e posterior publicação de edital entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões para o desenvolvimento de um supercomputador. A iniciativa foi aprovada nesta terça-feira (5) por unanimidade pelo conselho da Secretaria de Parcerias e Investimento do Executivo estadual, que autorizou a inclusão do projeto no Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP). Atrasado em relação aos líderes Estados Unidos e Japão no ranking global de supercomputadores, o Brasil tem chance de avançar na corrida desse tipo de infraestrutura, considerada um indicador de poder econômico e tecnológico. Mais do que investir na construção do equipamento, São Paulo entra em uma disputa que vai além da tecnologia: a de quem consegue processar mais dados, mais rápido — e transformar isso em vantagem econômica. Direitos autorais: Meta e Zuckerberg são processados por editorasCinco editoras – Hachette, Macmillan, McGraw Hill, Elsevier e Cengage –, ao lado do escritor de best-sellers Scott Turow, estão processando a Meta Platforms e seu fundador Mark Zuckerberg por "uma das violações mais maciças de materiais protegidos por direitos autorais na história". De acordo com a petição apresentada ao tribunal federal de Manhattan, nesta terça-feira (05), a Meta acessou, segundo os autores, milhões de livros protegidos e artigos de revistas científicas que estavam em sites que exibem conteúdo pirateado, além de também ter baixado sem autorização "praticamente toda a internet" para treinar seus modelos de IA generativa. Em outra batalha judicial a Meta é alvo da acusação de viciar jovens nas mídia sociais, julgamento que entrou em sua segunda fase. Em março, um júri concluiu que a Meta violou a lei de proteção ao consumidor do estado ao deturpar a segurança do Facebook e do Instagram para usuários jovens e determinou que a empresa pague US$ 375 milhões em indenizações. O caso do Novo México é um entre milhares de processos que acusam a Meta e outras empresas de mídia social de projetarem intencionalmente produtos para serem viciantes para jovens, levando a uma crise de saúde mental em todo o país. Em decorrência dos processos, a Meta atualizou a tecnologia para verificação dos usuários, inclusive no Brasil. Musk queria US$ 80 bi para colonizar MarteO julgamento da OpenAI, de seu CEO Sam Altman e do presidente Greg Brockman revelou novas informações trocadas entre esses executivos e o autor do processo, Elon Musk. No depoimento nesta terça-feira (5), Brockman afirmou em tribunal que Musk apoiou a transformação da startup de IA em uma empresa com fins lucrativos, mas queria controle total, em parte para ajudá-lo a levantar US$ 80 bilhões para colonizar Marte. Acompanhe os detalhes do julgamento e o qaue está em disputa na governança da OpenAI. Google, xAI e Microsoft cedem ao governo dos EUAA DeepMind, do Google, a xAI, de Elon Musk, e a Microsoft aceitaram que o governo dos Estados Unidos avalie a segurança de novos modelos de inteligência artificial antes da liberação ao público. Assessores do presidente Donald Trump cogitam a possibilidade de um decreto presidencial que tornaria obrigatório esse tipo de avaliação, embora as discussões estejam em estágio inicial. O acordo indica uma possível diminuição das tensões entre o governo e as empresas na questão de segurança nacional, principalmente no caso da Anthropic, como mostra a reportagem do Financial Times. Em tramitação paralela, a União Europeia está em negociações com a Anthropic sobre seu novo modelo Mythos. Startups desafiam Apple por restrições a aplicativosA forma como a Apple lida com aplicativos de “codificação intuitiva” está gerando reclamações de startups e investidores, que afirmam que a gigante da tecnologia está aplicando as regras da App Store de maneira inconsistente, à medida que as ferramentas de IA facilitam o desenvolvimento de software. A Replit, avaliada em US$ 9 bilhões e apoiada pelo grupo de capital de risco Andreessen Horowitz, afirmou que a Apple estava bloqueando as atualizações de seu aplicativo para iPhone, enquanto a startup Anything disse que seu aplicativo havia sido bloqueado repetidamente e removido duas vezes após ter sido aprovado inicialmente. Outras empresas novatas também se alinharam às queixas contra a dona do iPhone, indicando que embora pequenas na comparação com a Apple estão dispostas a brigar por uma fatia do mercado. Gostou dos temas?Compartilhe a publicação com colegas e amigos interessados no futuro da economia e da tecnologia. Para indicar a newsletter, basta copiar este link e enviar: https://valor.globo.com/newsletter/assine-newsletter/ Para ler mais sobre inteligência artificial, acesse este site, que reúne as notícias sobre a tecnologia. Você pode enviar críticas e sugestões para: ivone.santana@valor.com.br Abraços, Ivone Santana Editora-assistente de Ciência e Inovação do Valor |
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