27 abril, 2026

Le Monde

 

Segunda-feira, 27 de abril de 2026

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MANCHETES

Nesta imagem de satélite, é possível ver os danos causados ​​pelos ataques dos EUA ao local de enriquecimento nuclear em Isfahan, Irã, em 22 de junho de 2025.
AFP/MAXAR TECHNOLOGIES
Os pilares do tratado de não proliferação nuclear estão sendo minados.
 A 11ª Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, realizada a cada cinco anos, está marcada para começar nesta segunda-feira em Nova York, em um clima tenso. Além da guerra travada contra o Irã pelos Estados Unidos e Israel, todos os pilares do tratado se tornaram frágeis.
Na segunda-feira, 27 de abril, em Nova Iorque, terá início a 11ª Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), com duração prevista de um mês. Este importante encontro da diplomacia internacional ocorre apenas a cada cinco anos. As edições anteriores, muitas vezes, transcorreram com relativa indiferença. Contudo, com o retorno desenfreado da corrida armamentista nuclear, esta revisão do tratado de 1970 – assinado por quase todos os países do mundo, num total de 191 Estados – ocorre num contexto excepcional.
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França vai reembolsar exames de cádmio, mas médicos alertam que o acesso é "muito restritivo".
Este metal pesado cancerígeno afeta a maioria das pessoas que vivem na França, mas o rastreio, que deverá ser reembolsado pelo governo a partir deste verão, será limitado àqueles considerados 'potencialmente superexpostos' devido ao local onde vivem.
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Emmanuel Grégoire, prefeito de Paris, em seu gabinete no Hôtel de Ville [Prefeitura], em 2 de abril de 2026.
Casas vazias: Paris mira no bolso dos proprietários, seguindo os passos de Bruxelas e Nova York.
A lei orçamentária de 2026 permite que cidades em áreas de alta demanda praticamente dobrem o imposto sobre imóveis desocupados a partir de 2027. Paris anunciou que utilizará esse instrumento fiscal, com o objetivo de colocar 20.000 apartamentos de volta no mercado.
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Um agente do Serviço Secreto guardava um corredor após um atirador abrir fogo durante o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca em Washington, em 25 de abril de 2026.
Homem que planejou ataque a tiros em evento de imprensa em Washington tinha como alvo funcionários do governo Trump, dizem autoridades.
O suspeito, Cole Tomas Allen, que deverá comparecer ao tribunal já na segunda-feira, escreveu um manifesto no qual expressou sua raiva em relação ao governo e zombou das medidas de segurança do evento.
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SÉVERIN MILLET
Os lucros inesperados dos negociadores de petróleo evidenciam os paradoxos do modelo suíço.
 Genebra está repleta de rumores sobre os lucros recordes obtidos pelos participantes do mercado de petróleo. O quadro legal em que operam tem sido alvo de críticas e suscitado apelos por uma regulamentação mais rigorosa.
Em Genebra, os milhões de dólares ganhos pelos negociadores de petróleo não estão passando despercebidos. A SuisseNégoce, associação que representa os negociadores de commodities, expressou preocupação com vários roubos violentos a residências ocorridos recentemente (invasões cometidas na presença dos moradores), que, segundo a organização, as autoridades não conseguiram impedir. A entidade pediu ao cantão que mobilize urgentemente todos os recursos necessários para reduzir a criminalidade, alertando que, caso contrário, grandes empresas podem ser tentadas a se mudar para outros lugares, como Londres ou Singapura. "A Suíça tem a reputação de ser um país seguro, onde as pessoas se sentem protegidas, e precisa continuar assim", disse Florence Schurch, secretária-geral da SuisseNégoce. "Estamos soando o alarme porque, infelizmente, as coisas estão mudando."
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O rei Charles III (à esquerda) e o presidente dos EUA, Donald Trump, no Castelo de Windsor, em Berkshire, Inglaterra, em 18 de setembro de 2025.
Carlos III visita os EUA numa tentativa de reparar a "relação especial" entre Londres e Washington.
O casal real britânico deve chegar à capital dos EUA na segunda-feira para uma visita de quatro dias, em meio ao aumento das tensões entre os dois países.
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Vicente Lemire
Vincent Lemire, historiador: 'No conflito israelo-palestino, Jerusalém não é o obstáculo, pode ser a solução'.
O historiador sugere focar nas condições de vida concretas dos moradores de Jerusalém a fim de inventar novas formas de coexistência entre israelenses e palestinos.
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Tal Bruttmann e Xavier Giannoli.
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Eleições presidenciais francesas de 2027: Quem já está na disputa, quem pode se candidatar e datas importantes.
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OPINIÃO

'Jamais devemos esquecer por que o acordo de paz assinado entre Israel e o Líbano em 1983 entrou em colapso menos de um ano depois.'
 O alinhamento dos Estados Unidos com Israel, a exclusão da França e o desrespeito às Nações Unidas prejudicam as negociações atuais com o Líbano tanto quanto prejudicaram em 1983, escreve o historiador Jean-Pierre Filiu em sua coluna.
Por quase meio século, Israel travou uma série de campanhas militares contra o Líbano, alegando sempre estar garantindo a segurança de sua fronteira norte. Foi em nome do combate à Organização para a Libertação da Palestina (OLP) que o exército israelense invadiu o Líbano pela primeira vez, em março de 1978. Mas o governo dos EUA, sob a presidência de Jimmy Carter, forçou o governo do primeiro-ministro Menachem Begin a retirar suas tropas. A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), criada para resolver a crise, não conseguiu, contudo, se mobilizar na "zona de segurança" que Israel continuava a controlar ao longo de sua fronteira norte por meio de tropas auxiliares libanesas.
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