28 abril, 2026

5 Fatos da CNN

 

Terça-feira, 28 de Abril de 2026

Na disputa pelo Palácio do Planalto, a pesquisa Atlas/Bloomberg mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da SIlva (PT) teria empate técnico em um eventual segundo turno com o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível; no Senado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, prevê que sua sabatina para o STF (Supremo Tribunal Federal) terá como foco principal a crise da própria Corte, potencializada pelo caso Banco Master; em tentativa de responder ao recorde de endividamento no Brasil, o governo federal prepara o lançamento do Desenrola 2.0, nova fase do programa de renegociação de dívidas; na guerra do Oriente Médio, o governo iraniano apresentou aos Estados Unidos, por intermédio dos mediadores paquistaneses, uma proposta de reabertura imediata do Estreito de Ormuz e deixar para um segundo momento as negociações sobre o programa nuclear; com reflexos da guerra entre EUA e Irã, o BC (Banco Central) e o Fed (Federal Reserve System), dos EUA, iniciam suas respectivas reuniões de política monetária.

Pesquisa Atlas/Bloomberg


Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (28) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria empate técnico em um eventual segundo turno com o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível. Em uma simulação entre Lula e Flávio, o senador leva vantagem por 0,3 pontos percentuais, com 47,8% das intenções de voto. O petista aparece com 47,5%. Aqueles que votariam em branco, nulo ou não sabem somam 4,7%. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos. No primeiro turno, Lula lidera todos os cenários. No primeiro cenário, Lula tem 46,6% das intenções de voto contra 39,7% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos (Missão) aparece com 5,3%, Ronaldo Caiado (PSD) com 3,3%, e Romeu Zema com 3,1%. O escritor Augusto Cury (Avante) soma 1,1%, e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), 0,3%. Brancos e nulos são 0,5%, e 0,1% não souberam responder.

messias


O advogado-geral da União, Jorge Messias, prevê que sua sabatina no Senado para o STF (Supremo Tribunal Federal) terá como foco principal a crise da própria Corte, potencializada pelo caso Banco Master, deixando ele mesmo em segundo plano. A interlocutores, o indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem afirmado estar preparado para que a oposição explore o cenário de desgaste do Supremo durante a sessão. Porém, sua estratégia será responder a todos, defender padrões éticos, mas sem citar diretamente os atuais integrantes da Corte. Já o governo calcula ter 16 votos favoráveis à indicação de Messias ao STF após a articulação de trocas de senadores da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Com a dança das cadeiras oficializada na semana passada, o senador Sergio Moro (PL-PR) foi substituído por Renan Filho (MDB-AL); e Cid Gomes (PSB-CE) deu lugar a Ana Paula Lobato (PSB-MA).

Desenrola


O governo federal prepara para esta semana o lançamento do Desenrola 2.0, nova fase do programa de renegociação de dívidas, em uma tentativa de responder ao avanço recorde do endividamento das famílias brasileiras e ampliar o acesso ao crédito em meio à pressão sobre a renda. A expectativa do Palácio do Planalto é aproveitar o simbolismo do Dia Mundial do Trabalho, em 1º de maio, para anunciar a medida como parte de uma agenda voltada ao alívio financeiro da população. Os detalhes finais estão sendo finalizados. Nesta segunda-feira (27), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu em São Paulo com representantes do setor financeiro para discutir detalhes da nova rodada. O Ministério da Fazenda projeta que o Desenrola 2.0 deve gerar descontos de 20% a 90% do valor total das dívidas.

Guerra no Oriente Médio


O governo iraniano apresentou aos Estados Unidos, por intermédio dos mediadores paquistaneses, uma proposta de reabertura imediata do Estreito de Ormuz e deixar para um segundo momento as negociações sobre o programa nuclear. O presidente americano, Donald Trump, reuniu o Conselho de Segurança Nacional para discutir uma resposta. Esses movimentos refletem uma realidade: o Irã está com a iniciativa diplomática. Do outro lado, um funcionário americano afirmou que Donald Trump está insatisfeito com uma proposta iraniana porque ela não aborda o programa nuclear do Irã. "Ele não gostou da proposta", disse. Outras duas pessoas familiarizadas com o assunto disseram que, durante o encontro, o presidente americano expressou suas opiniões sobre a proposta. Uma delas afirmou que Trump provavelmente não aceitaria o plano para o fim da guerra.

Juros


A guerra no Oriente Médio virou de pernas para o ar os cenários projetados pelo mercado para 2026. E é em meio a um momento de revisões de estimativas que o BC (Banco Central) e o Fed (Federal Reserve System), dos EUA, iniciam suas respectivas reuniões de política monetária nesta terça-feira (28). As expectativas do mercado giram em torno de um corte mais brando que o esperado anteriormente por aqui, de 0,25 ponto, levando a Selic a 14,5% ao ano; e manutenção dos juros nos Estados Unidos. As deliberações ocorrem entre este e o próximo dia, de modo que as decisões sobre juros serão anunciadas na quarta-feira (29). No começo de abril, um relatório do Itaú BBA já alertava que bancos centrais ao redor do mundo deveriam manter juros mais elevados em decorrência do choque causado pela guerra. Essa posição cautelosa por parte do mercado se reflete nas projeções e posições montadas pelos investidores.
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