Do bandejão às mesas de restaurantes chiques, quarta, como se sabe, é dia de feijoada. Com esse solzinho lá fora, recomenda-se não abusar, se você já não abusou. Os investidores estão ligados, mas, em vez da feijuca, o mercado serve um cardápio indigesto, que super embrulha o apetite da geral neste dia de decisões de juros no Fed e Copom. Com o menu gorduroso e pesado do cenário externo, incluindo itens como petróleo a US$ 110, guerra, choque de oferta e inflação comendo pelas beiradas, as Bolsas acusaram o golpe gastro-econômico antes mesmo dos comunicados dos BCs. Vai ser difícil digerir o que vem por aí, com juros altos e um sopão de incertezas na mesa. Haja sal de frutas. Tá difícil de visitar a cozinha, mas preparamos um cardápio para você compreender os riscos do que a gente ainda vai ter que engolir. Como alternativa, tem repercussão de balanços para você apreciar, o que pode ou não evitar a congestão total. Recomenda-se algo mais leve no jantar.
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Ó, horizonte relevante, você não dá sossego mesmo. Com inflação pressionando e cenário externo turbulento, especialistas reforçam renda fixa e indicam onde buscar retorno sem correr riscos desnecessários. Tem como despiorar isso? Com essa conjunção de itens de aversão ao risco, você pode se proteger, sim - sem bater cabeça. |
Sobrou pra Vale. Mesmo com Ebitda próximo das expectativas, avanço dos custos e aumento da dívida líquida ofuscam resultado e pesam sobre a percepção dos investidores. Tá tudo pesado hoje. Favor não abusar. |
Bancos também penam. Lucro e ROE recuam no trimestre, enquanto analistas destacam pressão na qualidade do crédito e veem espaço limitado para melhora no curto prazo. “A gente sofre, mas vai buscar” |
Será que os gringos vão continuar fortelecendo? Fluxo estrangeiro explica a alta do ano, não os fundamentos. Com o valuation já acima da média, o investidor precisa recalcular o jogo. Miziara diz se vai ter embarque de volta e virada na partida, com um futebol mais defensivo. |
Sendo assim, sopa de letrinhas na cabeça. Mestre Einar mostra que o patrimônio mais que dobrou em dois anos, base de investidores avançou e diversificação de produtos consolidou ETFs como peça cada vez mais relevante na carteira do brasileiro. Nosso bolso vai chegar junto então. |
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