Faltando um dia pra decisão do Copom, a ancoragem das expectativas não anda muito amiga da política expansionista - enquanto o choque de oferta flerta com a interrupção do ciclo. Em bom português, tá feia a coisa. O time do Galípolo deve optar pelo passo adicional de cortar a Selic em 0.25 pp, embora tenha gente achando que diante da magnitude do cenário todo, pode até nem rolar redução. E, com o IPCA dando uma esticada, mesmo “marginalmente abaixo das projeções”, largaram o Ibovespa hoje numa ladeira escorregadia. Difícil segurar o freio - “parece um rali de marcha a ré”, dizem analistas piradões. O que fazer com esse horizonte relevante mesmo? É o que fomos perguntar aos gurus do mercado, que também falaram sobre FIIs, ações da B3 e balanços. Tudo conectado num estado de elevada incerteza. Espero não ter esquecido nenhuma expressão de comunicado do Copom. Vida dura! |
A rota tá prejudicada já faz um tempinho - e tem alternativas nesse trânsito caótico dos índices de preços? Com inflação pressionada e petróleo no radar, expectativa é de redução de 0,25 ponto; juros devem seguir altos por mais tempo. Ansiedades no mercado também estão elevadas, não tem ansiolítico que dê jeito. |
Tem algo ganhando tração sim, ora essa. Para Pedro Carraz, institucionais anteciparam queda da Selic antes do investidor de varejo e ampliaram posição em FIIs negociados com desconto na Bolsa. Vamo pra cima então.
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Gerdau bem na fita e no Ebitda - que veio acima do consenso e margens em alta destacam resiliência da siderúrgica, com América do Norte como principal motor (2.0, pelo jeito).
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Com a alta do petróleo, adivinha quem se deu bem (tirando, claro, os dias em que ele, o petróleo, foi lá pra baixo na parte da montanha russa). Em março, Vale (VALE3) e Prio (PRIO3) completam o pódio, de acordo com levantamento do DataWise+. Pódio com louvor com essa treta sem fim no Oriente Médio. |
Agora vai, mas não todo mundo: com juros altos e desaceleração, temporada de resultados de Santander, Itaú, Bradesco, BB e BTG deve testar qualidade do crédito e diferenciar os bancos mais resilientes. Vai ser com emoção. Um olho no PDD e outro no índice da Basileia. |
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