 | Anime de 'Kagurbachi' | Montagem/Divulgação/CyPic |
| 'Kagurabachi', o anime que tentará ser o próximo 'Jujutsu Kaisen' em 2027 |
|  | Fabio Garcia |
| O público de animes costuma ser aberto a séries inéditas, então existe nos estúdios e nas editoras um desejo de encontrar novos sucessos. Quem será o novo 'Demon Slayer', o novo 'Frieren' ou o novo 'Jujutsu Kaisen'? Nunca é possível afirmar que uma série terá 100% de chance de ser um grande êxito, mas com certeza 'Kagurabachi' tem altas possibilidades de se tornar um estouro quando seu anime estrear no ano que vem. Para você ouvindo este nome pela primeira vez, 'Kagurabachi' conta a história de Chihiro, um rapaz ferreiro que perde seu pai e agora está em busca de vingança. Sempre com uma cara amarrada e com uma espada em punhos, o protagonista agora vai sair lutando contra quem aparecer na sua frente, de um jeito estiloso e violento. A série criada por Takeru Hokazono é publicada na 'Shonen Jump' (a mesma revista de 'One Piece' e 'Jujutsu Kaisen') desde setembro de 2023 e se tornou um meme logo na estreia. Otakus do mundo inteiro brincaram com o fato de ser uma história de vingança e espada meio 'genérica', mas isso foi o bastante para o título se espalhar pelo boca a boca e, passado o meme, o público começou a gostar de verdade das aventuras. Rapidamente foi licenciada para vários países, como no Brasil onde a Panini publica desde junho de 2025. Certo, mas o que sabemos do anime de 'Kagurabachi' até agora? O anúncio oficial aconteceu nesta última segunda-feira (27), com direito a trailer e uma data de estreia prevista para abril de 2027. O anime terá produção do estúdio CyPic, responsável por 'O Verão em que Hikaru Morreu' , e a revelação veio com muita expectativa por parte dos fãs, já que é um título que promete se tornar um dos grandes nomes entre os shonens de lutinha. Quem sabe um anime capaz de ficar ao lado do sucesso de 'Jujutsu Kaisen' no coração dos otakus. A expectativa para o anime está grande, ainda mais depois que os fãs descobriram que o diretor será Tetsuya Takeuchi. Embora seu trabalho em direção não seja tão expressivo, como no anime 'From Bureaucrat to Villainess', Tetsuya é lembrado pelos fãs por ser o animador de um dos maiores momentos dos animes: a luta entre Gaara e Rock Lee em 'Naruto'. Só de ler essa frase já tem otaku com Linkin Park na cabeça, não é verdade? Atualmente o mangá de 'Kagurabachi' é um dos três principais pilares entre as séries de ação da 'Shonen Jump', ao lado de 'One Piece' e 'Ichi, o Bruxo' (este ainda inédito em anime). Desde o final de 'My Hero Academia' e 'Jujutsu Kaisen' a antologia procurava novos sucessos de porrada, e aparentemente a aposta será neste trio atual. Entretanto, vale lembrar que a 'Jump' também tem conseguido sucesso em obras fora do gênero de luta, como é o caso de 'Blue Box', 'Witch Watch' e 'Someone Hertz' (este inédito em anime). E é assim, atirando para todos os lados, que a 'Shonen Jump' procura seu novo sucesso dos animes. |
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Notícias Rapidinhas | |  | Divulgação/Crunchyroll | Slime sem cinema | Saiu um novo trailer de 'That Time I Got Reincarnated as a Slime o Filme: Lágrimas do Mar Azul-Celeste', o filme do nosso querido slime que chega aos cinemas brasileiros em 30 de abril. O longa está chegando com lançamento da Crunchyroll, tal qual os outros filmes de anime deles. Para conferir o vídeo, é só clicar no link abaixo. | |
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|  | Divulgação/Netflix | Safiri repaginada | Foi anunciada uma nova produção baseada no mangá clássico 'A Princesa e o Cavaleiro'. O novo título será 'A Heroína da Fita'. Conta a história de Safiri, uma princesa que por acidente nasceu com o coração de um menino e de uma menina. Criada como uma princesa, agora ela terá que enfrentar inimigos. Chega em agosto na Netflix! |
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|  | Divulgação/Pierrot | Garota Mágica | Na última edição da newsletter faltou falar que o anime 'Magical Sisters LuluttoLilly' está saindo oficialmente no Brasil, e de graça. Os episódios dessa nova garota mágica do estúdio Pierrot estão sendo lançados no canal da Bandai Namco, e com direito a legenda em português. Clique no link para assistir a este novo anime. | |
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 | Mangá 'City Hunter' | Montagem/Reprodução |
| Mangá a 170 reais!? Internet critica preço de 'City Hunter' da Pipoca & Nanquim |
| A editora Pipoca & Nanquim realizou uma live nesta última semana para revelar o seu mais novo mangá que chega ainda em 2026. Entretanto, o anúncio do início da pré-venda de 'City Hunter' acabou alimentando uma discussão antiga que os fãs de mangá têm com preços. O motivo? A publicação desse clássico está saindo por R$169,90. Sim, um mangá saindo por 170 reais se tornou o principal assunto das discussões. Houve quem lamentasse o mercado estar pouco acessível a novos leitores, teve um pessoal comparando com mangás da editora Panini e vimos gente menosprezando a notícia de 'City Hunter' ter batido um recorde com 500 volumes vendidos em 12 horas durante sua pré-venda. Levando tudo isso em conta, podemos perceber que a indignação dos fãs está certa, mas o objeto da indignação não tanto. Para começar, é preciso fazer uma conta simples. A edição brasileira de 'City Hunter' tem aproximadamente 600 páginas por ser uma versão 3 em 1, ou seja, juntando 3 volumes originais japoneses em uma única edição. Levando isso em conta, é complicado comparar com um volume tradicional da Panini, que custa entre R$45,00 e R$50,00, e é lançado por uma editora que consegue preços mais competitivos por ser uma empresa maior. O volume de 'City Hunter' também tem todas aquelas firulas editoriais que os fãs adoram e que encarecem o produto final. O formato 3 em 1 parece ser o principal responsável pelo preço elevado, mas isso também é uma forma da editora contornar a queda de vendas. No nosso mercado é normal os mangás venderem menos a cada edição lançada, afinal pessoas abandonam a história ou simplesmente ficam sem dinheiro. Por isso tornou-se hábito no Brasil lançar edições 2 em 1 ou 3 em 1, pois isso diminui o número de volumes totais da coleção (o original de 'City Hunter' tem 35 volumes, a edição da Pipoca & Nanquim terá apenas 12). Acho que o único ponto correto do debate é a questão da acessibilidade, mas aí a culpada não é a editora Pipoca & Nanquim pois ela tem jogado com as regras do mercado. Infelizmente precisamos lembrar que mangá NÃO é acessível no Brasil, e isso desde sempre. Mesmo aquele mangázinho de R$2,90 lançado em 2001 já era pouco acessível quando comparamos com o valor de outros bens lançados na mesma época e o valor do salário mínimo. Há inúmeras questões que encarecem os mangás no Brasil, como o altíssimo custo do papel (que sofre reajustes frequentes), a dificuldade com a distribuição (somos um país de dimensões continentais) e o hábito da leitura não estimulado. Levando tudo isso em conta, vou contar uma informação chocante: sabe esses 500 exemplares de 'City Hunter' vendidos em 12 horas? É um número realmente expressivo, a julgar que muitas tiragens de editoras costumam ficar na faixa de 5 mil exemplares no total. Pessoalmente falando, meu maior problema é o formato escolhido. Mangás de 600 páginas são desconfortáveis de ler, inviáveis de se colocar na bolsa para ler no ônibus e mesmo numa poltrona fica complicado de acompanhar a história. Me parece um título que está pensando mais em quem quer colocar na estante para ficar bonito que para quem quer sentar e ler a trama de 'City Hunter'. De qualquer forma, a obra é um clássico e vamos acompanhar os próximos desdobramentos dessa confusão. Ah, quase esqueci! Se lembra do tal mangá que era para ser o assunto da vez? Pois então, será 'Baki - O Campeão', de Keisuke Itagaki! |
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 | Mangá 'Dragon Quest: The Adventure of Dai' | Reprodução/Shueisha |
| Crítica: 'Dragon Quest' é um mangá ótimo, pena que saiu na época errada |
| Mais lembrado por sua grudenta música de abertura em português que pela história em si, o anime 'Fly - O Pequeno Guerreiro' foi um sucesso em meados dos anos 1990 no SBT e ajudou a pavimentar esse interesse que os brasileiros têm por animações japonesas. O que a gente não sabia na época, até porque a informação não chegava tão facilmente, era que o anime havia sido cancelado no Japão por problemas contratuais e a história acabou sem um desfecho. O final verdadeiro ficou apenas na versão em mangá, que chega agora em 2026 no Brasil pela editora JBC. Baseado no universo do game 'Dragon Quest', o mangá 'Dai no Daibouken' ('The Adventure of Dai' na versão globalizada do título) mostra o garoto Dai sendo criado em meio a uma ilha repleta de monstros. Em um dado momento ele conhece Avan, o guerreiro responsável por derrotar o antigo Senhor das Trevas, e se torna pupilo. Após alguns acontecimentos terríveis, Dai começa uma jornada para derrotar o demônio Hadlar. A série segue aquela gostosa estrutura bem RPG japonês: existe um vilão, ele tem vários generais e os protagonistas passam por aventuras derrotando um a um. O grupo dos personagens principais, aliás, é composto por guerreiros de classes diferentes, com Dai representando o herói, o feiticeiro covarde Pop trazendo um alívio cômico e a atiradora Maan sendo responsável por balancear o grupo. 'The Adventure of Dai' é um mangá encantador e merece ser lido, principalmente por quem teve algum contato com a série original ou com o remake lançado em 2020 (este com a história completa). Entretanto, fico pensando que o título poderia ter sido ainda maior no Brasil se fosse lançado em outra época. Se tivesse saído no começo dos anos 2000 junto de um 'Dragon Ball' ou 'Os Cavaleiros do Zodíaco', provavelmente seria um estouro. E pior que a culpa está longe de ser da editora JBC, afinal a mesma já contou que o licenciamento de 'Dragon Quest' era algo bem complicado. Tanto que essa edição definitiva também acabou perdendo outros timings por motivos de complicações da editora Shueisha, então a JBC não conseguiu publicar junto com a exibição do remake. Falando na editora (e voltando ao mangá que temos em mão), a edição da JBC segue a republicação mais recente do mangá no Japão, ou seja, com mais páginas e algumas ilustrações coloridas. A versão brasileira está muito competente, colocando notas comparando os nomes com os da dublagem do SBT e também adaptando de forma excelente os golpes tradicionais da franquia 'Dragon Quest' (colocando uma pequena tradução antes da frase de efeito). O único defeito, além da falta de timing de lançamento, acaba sendo as ilustrações de capa. Koji Inada não só tem dificuldade de resgatar aquele traço lindinho do mangá noventista (este da imagem acima) como ainda apostou numa colorização digital bem feia. Mas pelo menos o mangá finalmente foi publicado, não é mesmo? 'Dragon Quest: The Adventure of Dai' está longe de inventar a roda, mas, assim como o jogo original, é capaz de proporcionar muitos momentos de entretenimento. 'Dragon Quest: The Adventure of Dai' , de Riku Sanjo (roteiro) e Koji Inada (arte) Volume 1 (de 25), 336 páginas, Editora JBC |
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Conteúdo otaku em UOL | |  | Divulgação | Veja para passar raiva | A Moo-chan gravou um vídeo para falar do anime 'Another', que muitos consideram algo bem próximo de um 'Death Note', mas outros acreditam que é uma grande tranqueira que você só vai perder tempo. Em qual das duas categorias você se encaixa? Confira no vídeo. | |
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|  | Divulgação/TMS | Veja 'Dr Stone', por favor! | Outro post especial que fizemos é uma lista de motivos para você dar play no anime 'Dr Stone', que atualmente está com sua temporada final sendo lançada pela Crunchyroll. Confira vários motivos, alguns muito arbitrários, para você acompanhar este anime sensacional. | |
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|  | Reprodução/Netflix | A melhor abertura de 2025 é.... | Logo mais teremos o Crunchyroll Anime Awards para premiar os principais animes de 2025, e fizemos um post para mostrar as aberturas que estão concorrendo neste evento. Lá você poderá ouvir um trechinho de cada abertura e defender sua favorita... a minha é 'Witch Watch'. | |
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 | Rudeus em "Mushoku Tensei" | Reprodução/Studio Bind |
| Agenda: Animes chegando no catálogo da Netflix e Disney+ |
| Alguns animes antes presentes apenas no catálogo da Crunchyroll estão chegando em outros streamings. Separamos uma lista do que já está disponível para você assistir: Netflix - 'Blue Lock' (temporada 1)
- 'Mushoku Tensei: Reencarnação sem emprego' (temporada 1)
- 'Minha Querida de Vestir' (temporada 1)
- 'My Hero Academia: Agora é a Sua Vez' (filme)
- 'Vivy: Canção do Olho de Fluorita' (temporada 1)
Disney+ - 'Jujutsu Kaisen' (temporada 2)
Além desses, sabemos que futuramente as séries 'Dorohedoro' e 'My Hero Academia' serão disponibilizadas no Disney+. Ainda não se sabe a quantidade de temporadas, mas isso faz parte do plano da Crunchyroll de levar seu catálogo a mais lugares. Pode parecer maluco o plano da Crunchyroll liberar seus animes para outros serviços de streaming, mas essa estratégia já vem acontecendo há alguns anos. Quando entrevistei Rahul Purini, presidente da Crunchyroll, durante a CCXP 2024, o executivo explicou o seguinte: 'O que nós queremos com essa parceria é fazer com que as pessoas possam acessar os animes, assistir e, quando se apaixonarem, elas vêm para a Crunchyroll'. Como o plano continua sendo feito, talvez esteja dando certo. Até a próxima semana, otakus! |
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