Contexto: O Ibovespa teve um dia de forte correção negativa na sessão desta quarta-feira (29), abaixo dos 185 mil pontos e revertendo os ganhos de abril. A disparada dos preços do petróleo no exterior, em meio a receios envolvendo a situação no Oriente Médio, apoiou a alta das ações da Petrobras, mas minou o apetite a risco, acentuando preocupações com a inflação e o crescimento global.
No mercado de câmbio, o dólar fechou em alta e voltou ao patamar de R$ 5 com a moeda brasileira acompanhando o desempenho fraco de divisas pares em meio ao fortalecimento da moeda norte-americana e do petróleo no exterior, em um dia marcado por decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil.
BC corta juros em 0,25 ponto, a 14,5%, mas vê inflação se afastar da meta
O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) voltou a cortar, nesta quarta-feira (29), a taxa básica de juros do país em 0,25 ponto percentual, levando a Selic ao patamar de 14,5% ao ano.
A decisão foi unânime e saiu em linha com as expectativas do mercado, que vinham deteriorando desde o início da guerra no Oriente Médio, há cerca de dois meses.
Em seu comunicado, o Copom voltou a destacar que "o ambiente externo permanece incerto", indicando preocupação com a "indefinição a respeito da duração, extensão, e desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, com reflexos nas condições financeiras globais".
O colegiado avaliou que o "período prolongado" de juros elevados está gerando efeitos sobre a desaceleração da atividade econômica.
O comitê ressaltou neste comunicado que o cenário garante condições para que sejam feitos ajustes no ritmo do ciclo de cortes. Além disso, acrescentou que a maneira como foi conduzida a política monetária dá espaço também para definir a "extensão" da calibração da política monetária.
Por Lucinda Pinto: Placar do Fed surpreende e faz dólar subir
Lucinda Pinto, analista do CNN Money, comenta a decisão do Federal Reserve, o discurso de Jerome Powell e o impacto da manutenção da faixa de juros americana no dólar.
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