A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal foi aprovada por 16 votos a 11 pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado após uma longa sabatina de 8 horas.
Messias havia sido indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga deixada pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso. Agora, ele deve obter o voto em plenário de 41 dos 81 senadores.
A sessão foi marcada por questionamentos sobre as penas dos condenados dos atos golpistas do 8 de Janeiro e críticas da oposição ao STF.
Para o colunista Walter Maierovitch, os aplausos recebidos por Messias na CCJ indicavam a aprovação e também um "recado" dos senadores à suprema corte, pois o AGU vendeu a ideia de um ministro "discreto, isento e equidistante".
Daniela Lima avalia que Messias fez um discurso cercado de cuidados diante de senadores polarizados, fazendo acenos à direita e procurando o equilíbrio.
Wálter Maierovitch: Aplausos indicam aprovação de Messias e recado ao STF
Daniela Lima: Messias busca equilíbrio e faz acenos claros à direita
Milly Lacombe: Em uma frase, Messias mostra por que não deveria ter sido indicado ao STF