Quase todo mundo gosta de festa. O problema é quando o dinheiro que banca a farra faz falta em serviços essenciais. Nos últimos anos, São João, Carnaval e outros festejos têm sido turbinados por emendas parlamentares. Agora, cidades de menos de 10 mil habitantes contratam músicos conhecidos nacionalmente. Mas quanto essas cidades deixaram de investir em outras prioridades? O UOL tentou fazer essa conta e identificou 1.074 municípios com saúde financeira comprometida que gastaram ao menos R$ 2,1 bilhões com cachês de artistas nos últimos dois anos. São cidades como Quijingue, na Bahia, onde, com salários de servidores atrasados, falta de medicamentos, decreto de emergência e unidades médicas em situação problemática, a prefeitura quadruplicou os gastos com o São João de 2025. Não é exceção. Especialistas enxergam um padrão de descontrole nesse tipo de contratação. O negócio foi tão longe que ações do Ministério Público e dos Tribunais de Contas estão cada vez mais cancelando shows e até sugerindo um "teto" para o pagamento de cachês. Enquanto uma lei que busca regular melhor as contratações artísticas tramita no Senado, a farra continua. LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO UOL PRIME |