O ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, autorizou transferir o ex-banqueiro Daniel Vorcaro de um presídio de segurança máxima para uma cela na Polícia Federal. Isso, relata a colunista Daniela Lima, gerou no Supremo um debate sobre qual será o teor da provável delação premiada do dono do banco quebrado. Segundo Daniela, parte do tribunal acha que o rigor do encarceramento surtiu efeito na decisão de Vorcaro delatar, e alguns acreditam que a mudança para um regime mais suave pode resultar em uma colaboração mais "light". Em Brasília, a expectativa tensa é que as revelações atinjam membros dos três Poderes da República. Um ministro do STF relatou, segundo Daniela, que integrantes do centrão disseram ao relator e a outros integrantes da Segunda Turma que estavam preocupados com o estado emocional de Vorcaro. A colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, apurou que o ex-banqueiro chegou a ficar três dias trancado em uma cela, sem ouvir a voz humana, e 13 dias sem tomar banho de sol, logo antes de decidir delatar. Para o colunista Josias de Souza, dado o quilate dos envolvidos na fraude, a língua de Vorcaro e a toga de Mendonça são fatores que podem influenciar os rumos da eleição de 2026. O relator garantiu, em privado, que conduzirá o processo de maneira que não interfira no processo eleitoral, mas Josias lembra que ainda faltam seis meses e meio até a ida às urnas... Carla Araújo: Mendonça autoriza, e Vorcaro é transferido para a PF em Brasília Daniela Lima: Transferência de Vorcaro à PF divide STF: delação soft ou do fim do mundo? Mônica Bergamo: Vorcaro ficou três dias sem ouvir a voz humana antes de partir para delação Mônica Bergamo: Mendonça ensaia ser o novo Moro, mas não lidera PGR, polícia nem Judiciário Josias de Souza: Uma língua e uma toga podem influenciar os rumos da eleição Josias de Souza: Poder supremo migra da mesa de Moraes para a de Mendonça |