| PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 04/02/2026 Há textos que atravessam o tempo como sementes à espera do solo certo. Escrita em 1996, quando a universidade brasileira ainda relutava em reconhecer a autoria negra como parte do campo literário, a dissertação de mestrado de Conceição Evaristo chega agora ao público em forma de livro: Literatura negra: uma poética de nossa afro-brasilidade (Pallas Editora) publicação que preserva o texto original defendido na PUC-Rio e convida o leitor a acompanhar a gênese de um pensamento crítico que se tornaria referência no Brasil. “Como pesquisadora negra, eu queria ser agente própria de uma análise, de uma investigação, de uma conceitualização marcada por suportes teóricos construídos no campo de uma episteme negra e ancestral”, escreveu Conceição em trecho destacado no release para a imprensa.
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 04/02/2026 Conhecida por espalhar as sementes da araucária e contribuir para a regeneração das matas, a gralha-azul — ave símbolo do Paraná — inspira o nome e o gesto editorial da Coleção Gralha Azul, iniciativa que aposta na circulação de vozes locais como forma de fortalecer a literatura produzida no estado. Assim como a ave semeia futuros, o projeto busca ampliar caminhos para autores independentes paranaenses. A coleção, idealizada pela ONG Toma Aí Um Poema, reúne 23 autores do Paraná em livretes e será lançada nos próximos dias, no Sesc Paço da Liberdade, Centro de Curitiba. “Essa coleção é uma forma de afirmar que a literatura paranaense está viva, diversa e em movimento. Não se trata de lançar livros isolados, mas de criar uma constelação”, afirma a curadora Mabelly Venson, em nota à imprensa. Leia para saber tudo!
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 04/02/2026 O mundo todo é Bahia ( Laranja Original , 288 pp, R$ 60, traduzido por Santiago Nazarian) é um livro de memórias de natureza autobiográfica no qual Tracy Mann narra sua temporada no Brasil dos anos 1970, a partir da experiência marcante de quem chega aos 17 anos, vinda de um subúrbio de Nova Jersey, sem falar português, e descobre a si mesma no choque entre mundos, culturas, afetos e violências. O livro acompanha o olhar dessa jovem estrangeira ao se deparar com um país atravessado pela censura da ditadura e, ao mesmo tempo, por uma potência criativa e transformadora. Após a experiência sufocante em São Paulo, é na Bahia que Tracy encontra seu verdadeiro ponto de virada. Em Salvador, passa a viver na emblemática “Casinha”, acima do Terreiro do Gantois, em meio a artistas, ativistas e personagens centrais da contracultura, num cotidiano marcado por axé, suor, dendê, música, ritual e invenção de si.
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 04/02/2026 Mais conhecido como o artista inovador por trás de clássicos como Johnny B. Goode, Maybellene, You never can tell e Roll over Beethoven, Chuck Berry era um homem de contradições selvagens, cujos motivos e motivações eram muitas vezes envoltos em mistério. Afinal, como um adolescente delinquente escreveu tantas canções que transformaram a cultura americana? E, uma vez alcançado fama e reconhecimento, por que colocou sua carreira em perigo com um comportamento pessoal imprudente que valeu uma vida inteira? Ao longo de sua vida, Berry recusou-se a lançar luz sobre a maestria ou os erros, deixando a complexidade que encapsulava sua vida e sublinhava sua música em grande parte inexplorada – até agora. Em Chuck Berry: uma vida (Belas Letras, 496 pp, R$ 169,90 — Trad.: Paulo Alves), o biógrafo RJ Smith elabora um retrato abrangente de um dos grandes artistas, guitarristas e letristas americanos do século XX, dando vida a Chuck Berry com detalhes vívidos. Finalmente, esta obra reúne o homem e a música.
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 04/02/2026 O que acontece quando a família Zusak abre as portas de seu lar para três cães enormes, selvagens e durões que foram resgatados da rua? Reuben é mais um lobo que um cão de caça; Archer é dourado, bonito e destrutivo; e Frosty, sorridente e rancoroso, se move como uma tempestade de trovões. Só há uma resposta possível: caos. A família se vê envolvida em episódios de brigas na rua, confusões no parque, constrangimentos públicos, danos a propriedades, machucados, idas ao hospital e ao veterinário, visitas da polícia, comédia pura, tragédias chocantes e derrotas caóticas. É ler para crer. A narrativa é uma soma de faltas e falhas, força de vontade e o mais importante: uma explosão de amor, além da alegria e reconhecimento do que significa família. Três cães selvagens (e a verdade) ( Intrínseca , 224 pp, R$ 69,90, traduzido por Regiane Winarski) é um livro de memórias multifacetado sobre a necessidade humana de conexão e desordem. É uma carta de amor aos animais que trazem graça e beleza — assim como a verdade visceral da natureza — direto à nossa porta e à nossa vida e nos mudam para sempre.
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 04/02/2026 Em seu quinto livro de memórias, de 1986, publicado pela primeira vez no Brasil, Maya Angelou (1928-2014) nos conta do período em que viveu em Gana, nos anos 1960, época em que muitos afro-americanos buscavam na África uma reconexão com suas raízes. Maya tem a esperança de encontrar no continente africano o sentimento de pertença à terra de seus ancestrais. Com o tempo, porém, percebe que a ancestralidade em comum não é suficiente para apagar os efeitos da história ou garantir aceitação plena. Entre momentos de acolhimento e frustração, Todas as filhas de Deus precisam de bons sapatos para a estrada (Pallas Editora, 288 pp, R$ 75,50, com tradução de Stephanie Borges) reflete sobre o que significa ser negra, americana, estrangeira e mãe, numa jornada sobre pertencimento, memória e reconciliação com as próprias origens.
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