04 fevereiro, 2026

PublishNews

 

PUBLISHNEWS, HELENA ARAGÃO, 04/02/2026

Em 2024, a Lei Rouanet, principal mecanismo de financiamento da cultura no país, bateu recorde. Foram mais de R$ 3 bilhões destinados ao setor cultural por meio de incentivo fiscal — ou seja, valores que seriam pagos em imposto por empresas passaram a custear projetos artísticos aprovados pelo Ministério da Cultura. O montante superou em mais de 28% o melhor resultado anterior, de 2023. A fatia que as editoras (para produzir livros) e o mercado editorial no geral abocanham desse bolo, porém, é relativamente pequena — como se pode constatar em dados públicos. Por que projetos ligados à produção de livros não movimentam um volume maior de dinheiro, no âmbito das leis de incentivo? Especialistas e editores ouvidos pelo PublishNews esboçam a resposta. Clique no Leia mais para descobri-la.

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PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 04/02/2026

BolognaBookPlus divulgou nesta quarta-feira (4) o Audio Forum 2026, que será realizado em abril, no Teatro BolognaBookPlus, durante a feira na Itália. Criado em parceria com a Beat Technology, o fórum reunirá líderes globais dos setores editorial, de áudio e tecnologia para explorar a rápida evolução do cenário de audiolivros e conteúdos falados (spoken-word). Com o áudio consolidado como um dos formatos de crescimento mais rápido no mercado editorial global, o programa analisará como a tecnologia, a criatividade e as realidades comerciais estão remodelando a forma como as histórias são produzidas, distribuídas e consumidas, segundo a organização. Entre os destaques da programação, está uma conversa com Duncan Bruce, do Spotify, oferecendo uma visão sobre a abordagem da plataforma para o crescimento do áudio, engajamento de audiência e o futuro do conteúdo falado. Clique no Leia mais para ver a data e os outros convidados confirmados.

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PUBLICAÇÃO DE NOTÍCIAS, AFONSO BORGES, 04/02/2026

"Era uma vez — e não faz tanto tempo assim — um acordo silencioso entre leitores. Nada foi assinado, nenhum manifesto circulou nas vitrines, nenhuma campanha ocupou as redes. Ainda assim, a decisão estava tomada: a partir de amanhã, ninguém mais compraria livros embalados em plástico shrink. No primeiro dia, as livrarias estranharam. Os livros estavam ali, alinhados, brilhando sob a película transparente. Mas os leitores entravam, pegavam, olhavam — e recuavam. Alguns diziam apenas: “Assim, não”. Outros explicavam com calma: “Quando tirar o plástico, eu levo”. A maioria não dizia nada – e saía. O mesmo aconteceu com as plataformas. Chegava livro shirnkado, era devolvido na hora. Às vezes, sem abrir o envelope. E as plataformas perceberam rápido. Algoritmos não leem fábulas, mas leem números. Vendas interrompidas, estoques parados, milhares de devoluções. O sistema reagiu, como sempre, procurando respostas. E foi então que alguém, no meio da cadeia, lembrou de uma história antiga: houve um tempo em que fazer livros significava derrubar árvores". Clique no Leia mais para ler o artigo na íntegra.

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PUBLISHNEWS, STUDIO PN, 04/02/2026

PublishNews publica regularmente a Área Indie, espaço publieditorial que reúne informações sobre livros lançados por editoras, de forma independente ou autopublicados. Para saber como participar da seção, escreva para o comercial no e-mail comercial@publishnews.com.br. Nesta semana, o espaço apresenta O segredo das software houses de sucesso— Um manual estratégico para empreender no mercado de software em meio a canibalização e a comoditização dos softwares ERP tradicionais tem o objetivo de falar com o empresário dono de software house tradicional, aquela que foi fundada entre 5 e 20 anos atrás, que comercializa ERP e na sua grande maioria atende o mercado varejista do Brasil, onde tem no seu grande diferencial o suporte e a personalização do software mediante a demanda gerada pelo cliente.

     
PUBLISHNEWS, MONICA RAMALHO, 04/02/2026

"Acabei de ler O bom mal (Fósforo, 2025), uma coletânea de contos da Samanta Schweblin, autora argentina contemporânea que muitos críticos consideram herdeira de Julio Cortázar. Ela é uma contista sensacional, com um lado sombrio e, ao mesmo tempo, gracioso. Li muito rápido, porque são histórias das quais não se consegue sair sem saber o que vai acontecer. Irrespiráveis. A tensão, a originalidade e a força da escrita impulsionam a leitura até o fim. A técnica da Schweblin torna as situações possíveis e reais, mesmo dentro de um clima fantástico". Leia a nota completa para descobrir o que mais Helena Duncan achou do livro!

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PUBLISHNEWS, BEATRIZ SARDINHA, 04/02/2026

Em ano de aniversário, Buzz prepara calendário com ativações e lançamentos de selos | © ReproduçãoO ano de 2026 marca o aniversário de dez anos da editora Buzz, fundada em novembro de 2016. Ao PublishNews, a casa editorial diz que pretende fazer do ano todo um período de ações, lançamentos e ativações que reflitam a história e o futuro da editora, o que inclui uma festa e a criação de dois novos selos: um infantil e outro infantojuvenil. As novidades trazem conteúdos que buscam formar novos leitores e cativar jovens que consumem conteúdos multiplataforma, em que o livro deixa de ser "o ponto de final, para ser o ponto de partida". Uma estimativa interna da editora aponta que até o fim de 2026 a Buzz terá 330 obras publicadas. Bienal do Livro de São Paulo será um dos pontos altos da agenda de comemorações, funcionando como um palco natural para celebrar a trajetória da editora. Clique no Leia mais para saber detalhes dos planos da editona no ano de seu aniversário.

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PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 04/02/2026

Editora Cria busca novo assistente editorial estratégico(a). A pessoa será responsável por dar apoio em projetos editoriais e acompanhamento de autores e realizar a organização de cronogramas e fluxos de produção e a interface com fornecedores e parceiros. A vaga na editora independente é 100% remota e tem horários flexíveis.

     
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 04/02/2026

Radar de Licitações – seção fixa do PublishNews+ que reúne, semanalmente, informações sobre processos licitatórios para a compra, confecção de livros e demais serviços editoriais – traz mais dois novos editais. O primeiro refere-se a aquisição de materiais pedagógicos na Bahia, tem valor superior a R$ 3 milhões e está com pregão marcado para o dia 12 de fevereiro. Já o segundo trata da aquisição de material didático em uma disputa determinada para acontecer no dia 12 de fevereiro e apresenta valor superior a R$ 1 milhão de reais. A seção, exclusiva para os assinantes do PN+, é alimentada pelo Radar de Licitações, consultoria de Natália Vieira que, além de buscar novas licitações, presta um serviço de apoio aos editores e distribuidores interessados em vender para governos, nas mais diversas esferas de poder. Para acessar o Radar dessa semana, clique aqui.

     
“Uma imagem vale por mil palavras, não? Pois tente dizer isto sem as palavras”
MILLÔR FERNANDES
Escritor brasileiro (1923 -2012)
1.
Livros Elo Monsters: Pacote Fluxo
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Engenharia do lucro
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A saúde do coração na era da alta performance
4.
Do dia para a noite (Day to night)
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Entre o ego e o sagrado
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Mais esperto que o diabo
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Dias quentes (Spring Summer)
8.
Isso e aquilo (This & That)
9.
Dias frios (Fall Winter)
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Educação da tristeza
 
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 04/02/2026

Há textos que atravessam o tempo como sementes à espera do solo certo. Escrita em 1996, quando a universidade brasileira ainda relutava em reconhecer a autoria negra como parte do campo literário, a dissertação de mestrado de Conceição Evaristo chega agora ao público em forma de livro: Literatura negra: uma poética de nossa afro-brasilidade (Pallas Editora) publicação que preserva o texto original defendido na PUC-Rio e convida o leitor a acompanhar a gênese de um pensamento crítico que se tornaria referência no Brasil. “Como pesquisadora negra, eu queria ser agente própria de uma análise, de uma investigação, de uma conceitualização marcada por suportes teóricos construídos no campo de uma episteme negra e ancestral”, escreveu Conceição em trecho destacado no release para a imprensa.

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PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 04/02/2026

Conhecida por espalhar as sementes da araucária e contribuir para a regeneração das matas, a gralha-azul — ave símbolo do Paraná — inspira o nome e o gesto editorial da Coleção Gralha Azul, iniciativa que aposta na circulação de vozes locais como forma de fortalecer a literatura produzida no estado. Assim como a ave semeia futuros, o projeto busca ampliar caminhos para autores independentes paranaenses. A coleção, idealizada pela ONG Toma Aí Um Poema, reúne 23 autores do Paraná em livretes e será lançada nos próximos dias, no Sesc Paço da LiberdadeCentro de Curitiba. “Essa coleção é uma forma de afirmar que a literatura paranaense está viva, diversa e em movimento. Não se trata de lançar livros isolados, mas de criar uma constelação”, afirma a curadora Mabelly Venson, em nota à imprensa. Leia para saber tudo!

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PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 04/02/2026

O mundo todo é Bahia ( Laranja Original , 288 pp, R$ 60, traduzido por Santiago Nazarian) é um livro de memórias de natureza autobiográfica no qual Tracy Mann narra sua temporada no Brasil dos anos 1970, a partir da experiência marcante de quem chega aos 17 anos, vinda de um subúrbio de Nova Jersey, sem falar português, e descobre a si mesma no choque entre mundos, culturas, afetos e violências. O livro acompanha o olhar dessa jovem estrangeira ao se deparar com um país atravessado pela censura da ditadura e, ao mesmo tempo, por uma potência criativa e transformadora. Após a experiência sufocante em São Paulo, é na Bahia que Tracy encontra seu verdadeiro ponto de virada. Em Salvador, passa a viver na emblemática “Casinha”, acima do Terreiro do Gantois, em meio a artistas, ativistas e personagens centrais da contracultura, num cotidiano marcado por axé, suor, dendê, música, ritual e invenção de si.

     
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 04/02/2026

Mais conhecido como o artista inovador por trás de clássicos como Johnny B. GoodeMaybelleneYou never can tell e Roll over Beethoven, Chuck Berry era um homem de contradições selvagens, cujos motivos e motivações eram muitas vezes envoltos em mistério. Afinal, como um adolescente delinquente escreveu tantas canções que transformaram a cultura americana? E, uma vez alcançado fama e reconhecimento, por que colocou sua carreira em perigo com um comportamento pessoal imprudente que valeu uma vida inteira? Ao longo de sua vida, Berry recusou-se a lançar luz sobre a maestria ou os erros, deixando a complexidade que encapsulava sua vida e sublinhava sua música em grande parte inexplorada – até agora. Em Chuck Berry: uma vida (Belas Letras, 496 pp, R$ 169,90 — Trad.: Paulo Alves), o biógrafo RJ Smith elabora um retrato abrangente de um dos grandes artistas, guitarristas e letristas americanos do século XX, dando vida a Chuck Berry com detalhes vívidos. Finalmente, esta obra reúne o homem e a música.

     
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 04/02/2026

O que acontece quando a família Zusak abre as portas de seu lar para três cães enormes, selvagens e durões que foram resgatados da rua? Reuben é mais um lobo que um cão de caça; Archer é dourado, bonito e destrutivo; e Frosty, sorridente e rancoroso, se move como uma tempestade de trovões. Só há uma resposta possível: caos. A família se vê envolvida em episódios de brigas na rua, confusões no parque, constrangimentos públicos, danos a propriedades, machucados, idas ao hospital e ao veterinário, visitas da polícia, comédia pura, tragédias chocantes e derrotas caóticas. É ler para crer. A narrativa é uma soma de faltas e falhas, força de vontade e o mais importante: uma explosão de amor, além da alegria e reconhecimento do que significa família. Três cães selvagens (e a verdade) ( Intrínseca , 224 pp, R$ 69,90, traduzido por Regiane Winarski) é um livro de memórias multifacetado sobre a necessidade humana de conexão e desordem. É uma carta de amor aos animais que trazem graça e beleza — assim como a verdade visceral da natureza — direto à nossa porta e à nossa vida e nos mudam para sempre.

     
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 04/02/2026

Em seu quinto livro de memórias, de 1986, publicado pela primeira vez no Brasil, Maya Angelou (1928-2014) nos conta do período em que viveu em Gana, nos anos 1960, época em que muitos afro-americanos buscavam na África uma reconexão com suas raízes. Maya tem a esperança de encontrar no continente africano o sentimento de pertença à terra de seus ancestrais. Com o tempo, porém, percebe que a ancestralidade em comum não é suficiente para apagar os efeitos da história ou garantir aceitação plena. Entre momentos de acolhimento e frustração, Todas as filhas de Deus precisam de bons sapatos para a estrada (Pallas Editora, 288 pp, R$ 75,50, com tradução de Stephanie Borges) reflete sobre o que significa ser negra, americana, estrangeira e mãe, numa jornada sobre pertencimento, memória e reconciliação com as próprias origens.