Terça-feira, 20 de janeiro de 2026A decisão do Brasil de enviar uma delegação reduzida ao Fórum Econômico Mundial de 2026, em Davos, acendeu um alerta entre economistas e analistas de mercado; na capital, a proposta divulgada pelo ministro Fernando Haddad, que busca dar poder ao BC para fiscalizar fundos de investimento, tem sido assunto de outras pastas; no Paraguai, o presidente Santiago Peña afirmou à CNN Brasil que a ausência de Lula na cerimônia de assinatura do acordo entre Mercosul e UE deixou um "sentimento misto"; nos EUA, Trump admitiu que pode ter recebido "informações incorretas" sobre as tropas na Groenlândia; no STF, Alexandre de Moraes indeferiu parte dos pedidos da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). |
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Davos 2026 A decisão do Brasil de enviar uma delegação reduzida ao Fórum Econômico Mundial de 2026, em Davos, acendeu um alerta entre economistas e analistas de mercado. Para a edição deste ano, a comitiva brasileira contará com Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, como única representante do primeiro escalão. Segundo especialistas ouvidos pela CNN, a decisão sinaliza que as perspectivas macroeconômicas e de investimentos não são tão positivas a ponto de o governo levar mais ministros, ou até mesmo o presidente da República, para o encontro anual na Suíça, tradicionalmente usado pelos países como plataforma para atrair investidores e reforçar relações diplomáticas. |
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BC e Fundos
A proposta divulgada pelo ministro Fernando Haddad, que busca dar poder ao Banco Central para fiscalizar fundos de investimento, tem sido assunto de discussão de outras duas pastas. Além de Haddad e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, participam das conversas sobre a proposta o advogado-geral da União, Jorge Messias, e a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck. A expectativa é que em breve uma minuta de texto seja encaminhada para análise da Casa Civil. No entanto, o presidente Lula ainda não estaria convencido a dar prioridade ao tema. A proposta teria partido da Fazenda após o caso Master, como também, da operação que cumpriu mandados de busca e apreensão em gestoras de fundos de investimentos que seriam usadas pelo crime organizado. |
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Presidente do Paraguai
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, disse ontem, em entrevista à CNN Brasil, que a ausência do presidente Lula na cerimônia de assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, que aconteceu na capital Assunção, deixou um “sentimento misto”. Olhando para o futuro do acordo, Peña disse que a política tarifária de Donald Trump, presidente dos EUA, pressiona a UE a ratificá-lo. Ainda é necessário que os parlamentos europeu e sul-americanos aprovem o texto para que o tratado entre em vigor. Questionado sobre o "Conselho de Paz de Gaza" de Trump, Peña afirmou que aceitará o convite do presidente dos EUA. |
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Groenlândia
Trump admitiu em um telefonema no fim de semana com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, que pode ter recebido "informações incorretas" sobre o anúncio do envio de tropas de países europeus para a Groenlândia, segundo um alto funcionário britânico. Diversos países europeus que integram a Otan, a aliança militar ocidental, anunciaram na semana passada o envio de pequenos contingentes de soldados para a Groenlândia para participar de exercícios conjuntos com a Dinamarca, o que irritou Trump. A CNN solicitou um comentário da Casa Branca sobre o telefonema e aguarda retorno. Na noite desta segunda-feira (19), as Forças Armadas dinamarquesas divulgaram fotos de mais tropas chegando na ilha. |
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Jair Bolsonaro O ministro Alexandre de Moraes, do STF, indeferiu ontem parte dos pedidos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo de perícia médica determinada após sua transferência para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Na decisão, Morases considerou ao menos cinco itens do pedido feito pela defesa como “irrelevantes, impertinentes ou protelatórios”. Segundo o ministro, alguns dos itens extrapolavam o objetivo técnico da perícia ao sugerirem análises jurídicas ou subjetivas. Entre as perguntas rejeitadas estão as que indagavam se o ambiente seria adequado ao tratamento médico de Bolsonaro ou se o regime domiciliar seria mais indicado para preservar sua saúde e integridade física. |
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