20 janeiro, 2026

Negócio Fechado e 5 Fatos da CNN

 

  • Ibovespa: +0,87% (166.276,90 pts.) - novo recorde
  • S&P 500: -2,06% (6.796,86 pts.)
  • Nasdaq: -2,39% (23.954,32 pts.)
  • Dow Jones: -1,76% (49.488,59 pts.) 
  • Dólar: +0,31% (R$ 5,381)
  • Euro: +0,90% (R$ 6,302)
  • Petróleo Brent (março): +1,53% (US$ 0,98) 
  • Bitcoin: -3,82% (US$ 89.477,70) 
  • Ouro (fevereiro): +3,71% (US$ 4.765,80) novo recorde

Contexto: O dólar encerrou o dia em alta frente ao real, em meio às tensões entre Estados Unidos e Europa sobre o controle da Groenlândia, que geraram um movimento global de aversão ao risco.

Os três principais índices de Wall Street fecharam em forte queda, acompanhando outros mercados de ações globais em uma ampla onda de vendas desencadeada pela tensão geopolítica. Em meio ao embate pelo território dinamarquês, o presidente dos EUA, Donald Trump, fez novas ameaças de tarifas contra a Europa. O cenário também mexeu com o preço do petróleo, que fechou o dia em alta

O ouro, por sua vez, fechou em alta acima de 3%, renovando recorde para a commodity, que atingiu a marca de US$ 4.700 a onça-troy pela primeira vez na história. A maior volatilidade causada pelo aumento das tensões comerciais levou a busca por ativos seguros, além de impulsionar uma desvalorização do dólar no exterior, o que tornou metais preciosos mais baratos para detentores de outras divisas.

Ibovespa renova recorde e fecha acima dos 166 mil pontos pela 1ª vez



Ibovespa renovou a máxima histórica e fechou acima dos 166 mil pontos pela primeira vez nesta terça-feira (20) em movimento puxado por Vale, Petrobras e bancos.

A alta acontece na contramão das principais bolsas do exterior, onde os negócios foram afetados principalmente pela tensão entre Trump e a Europa.

Enquanto o cenário alimenta a aversão a risco nos mercados internacionais, fortalece a atratividade de países emergentes menos expostos ao conflito, como o Brasil.

O principal índice da bolsa abriu o dia com viés negativo, mas reverteu o sinal no final da manhã e engatou alta expressiva renovando a máxima intradiária, aos 166.467,56 pontos.

O economista da Veedha Investimentos, Rodrigo Marcatti, ressalta que a alta do Ibovespa reflete uma fuga de capital dos Estados Unidos em meio ao momento incerto.

"Muitos investidores vendendo Treasuries aumenta a liquidez e parte desse recurso tem constantemente migrado para países emergentes e o Brasil tem se destacado nesse fluxo."

🛢️ Petrobras vai investir R$ 6 bilhões na primeira biorrefinaria do Brasil
📉 Agenda fraca em Davos indica Brasil menos relevante, dizem analistas
🎬 Netflix faz nova investida pela Warner Bros. e propõe pagar à vista
💵 Trump celebra tarifas em balanço de 2025 e diz que déficit dos EUA caiu 77%
🏛️ Lagarde: Ameaça de tarifas sobre Groenlândia cria incerteza para UE e EUA
🤝 Von der Leyen: UE está à beira de um acordo comercial histórico com a Índia
💰 Macron: Europa precisa de mais investimentos da China em setores-chave
Análise: Trump dobra aposta na instabilidade em primeiro ano de governo



O presidente dos EUA, Donald Trump, completa um ano de governo com o momento mais arriscado e imprevisível do seu segundo mandato. Thais Herédia, analista de Economia e âncora da CNN Brasil, explica o desafio global de como lidar com um presidente que atropela leis e instituições, dentro e fora de seu país.

🔗 Confira a análise completa aqui



Quarta-feira (21/01)

Brasil
8h - FGV 
divulga o IGP-M mensal (janeiro)
10h15 - FGV 
divulga o Monitor do PIB (novembro)
14h30 - BCB 
divulga o Fluxo Cambial Semanal (janeiro)

Estados Unidos 
12h - C. Board 
divulga os Indicadores Antecedentes
12h - NAR 
divulga as Vendas Pendentes de Moradias mensal (dezembro)
12h - NAR
 divulga as Vendas Pendentes de Moradias anual 

Terça-feira, 20 de janeiro de 2026

A decisão do Brasil de enviar uma delegação reduzida ao Fórum Econômico Mundial de 2026, em Davos, acendeu um alerta entre economistas e analistas de mercado; na capital, a proposta divulgada pelo ministro Fernando Haddad, que busca dar poder ao BC para fiscalizar fundos de investimento, tem sido assunto de outras pastas; no Paraguai, o presidente Santiago Peña afirmou à CNN Brasil que a ausência de Lula na cerimônia de assinatura do acordo entre Mercosul e UE deixou um "sentimento misto"; nos EUA, Trump admitiu que pode ter recebido "informações incorretas" sobre as tropas na Groenlândia; no STF, Alexandre de Moraes indeferiu parte dos pedidos da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Davos 2026


A decisão do Brasil de enviar uma delegação reduzida ao Fórum Econômico Mundial de 2026, em Davos, acendeu um alerta entre economistas e analistas de mercado. Para a edição deste ano, a comitiva brasileira contará com Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, como única representante do primeiro escalão. Segundo especialistas ouvidos pela CNN, a decisão sinaliza que as perspectivas macroeconômicas e de investimentos não são tão positivas a ponto de o governo levar mais ministros, ou até mesmo o presidente da República, para o encontro anual na Suíça, tradicionalmente usado pelos países como plataforma para atrair investidores e reforçar relações diplomáticas. 

BC e Fundos


A proposta divulgada pelo ministro Fernando Haddad, que busca dar poder ao Banco Central para fiscalizar fundos de investimento, tem sido assunto de discussão de outras duas pastas. Além de Haddad e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, participam das conversas sobre a proposta o advogado-geral da União, Jorge Messias, e a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck. A expectativa é que em breve uma minuta de texto seja encaminhada para análise da Casa Civil. No entanto, o presidente Lula ainda não estaria convencido a dar prioridade ao tema. A proposta teria partido da Fazenda após o caso Master, como também, da operação que cumpriu mandados de busca e apreensão em gestoras de fundos de investimentos que seriam usadas pelo crime organizado.

Presidente do Paraguai


O presidente do Paraguai, Santiago Peña, disse ontem, em entrevista à CNN Brasil, que a ausência do presidente Lula na cerimônia de assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, que aconteceu na capital Assunção, deixou um “sentimento misto”. Olhando para o futuro do acordo, Peña disse que a política tarifária de Donald Trump, presidente dos EUA, pressiona a UE a ratificá-lo. Ainda é necessário que os parlamentos europeu e sul-americanos aprovem o texto para que o tratado entre em vigor. Questionado sobre o "Conselho de Paz de Gaza" de Trump, Peña afirmou que aceitará o convite do presidente dos EUA.

Groenlândia


Trump admitiu em um telefonema no fim de semana com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, que pode ter recebido "informações incorretas" sobre o anúncio do envio de tropas de países europeus para a Groenlândia, segundo um alto funcionário britânico. Diversos países europeus que integram a Otan, a aliança militar ocidental, anunciaram na semana passada o envio de pequenos contingentes de soldados para a Groenlândia para participar de exercícios conjuntos com a Dinamarca, o que irritou Trump. A CNN solicitou um comentário da Casa Branca sobre o telefonema e aguarda retorno. Na noite desta segunda-feira (19), as Forças Armadas dinamarquesas divulgaram fotos de mais tropas chegando na ilha.

Jair Bolsonaro


O ministro Alexandre de Moraes, do STF, indeferiu ontem parte dos pedidos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo de perícia médica determinada após sua transferência para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Na decisão, Morases considerou ao menos cinco itens do pedido feito pela defesa como “irrelevantes, impertinentes ou protelatórios”. Segundo o ministro, alguns dos itens extrapolavam o objetivo técnico da perícia ao sugerirem análises jurídicas ou subjetivas. Entre as perguntas rejeitadas estão as que indagavam se o ambiente seria adequado ao tratamento médico de Bolsonaro ou se o regime domiciliar seria mais indicado para preservar sua saúde e integridade física.
Veja sobre o que as pessoas estão falando.
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Lourival Sant’Anna avalia a nova aliança entre a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, com Donald Trump. Segundo ele, os acontecimentos estão se desdobrando no formato atual, pois há, de fato, um acordo entre o republicano e o ministro de Interior e Justiça da Venezuela, Diosdado Cabello, figura importante do país. Assista