Bom dia!
É dia de inflação. Logo mais o IBGE publica o IPCA de abril, sob a expectativas do mercado de uma melhor visualização dos efeitos da alta dos combustíveis sobre o custo de vida. O Brasil não está sozinho nessa. Um pouco depois, às 9h30, os EUA divulgam o CPI.
Há uma expectativa importante ao redor dos números, tanto pelo impacto direto da alta da gasolina e do diesel quanto pela disseminação do aumento dos preços de energia pela economia como um todo. Mas o efeito ainda pode ser moderado, a julgar pelo que se vê de outros países.
Na Alemanha, a inflação anual subiu para 2,9% em abril, ante 2,7% em março. Descontados os preços de energia e alimentos, a variação foi de 2,3%, estável ante o mês anterior – o que mostra disseminação limitada do choque.
Ainda assim, a cautela impera entre os investidores. Os futuros das bolsas americanas recuam, mesma direção dos principais índices europeus. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, também cede.
Já o petróleo, fonte de preocupação inflacionária, volta a subir ante a ausência de um acordo para por fim ao conflito no Oriente Médio. E dada a agenda de Donald Trump, não há esperança de uma solução de curto prazo. O presidente americano viaja à China para uma visita a Xi Jinping e, antes de embarcar, anunciou sanções a empresas exportando óleo iraniano a Pequim.
Fora a inflação, a agenda doméstica está concentrada no noticiário corporativo. Investidores analisam em detalhes o balanço da Petrobras, que divulgou queda de 7% no lucro no primeiro trimestre. E há ainda, após o fechamento do mercado, os resultados da JBS. Bons negócios.