Bom dia!
O petróleo volta a subir neste começo de semana, após Estados Unidos e Irã não chegarem a um acordo para colocar fim ao conflito no Oriente Médio. Teerã enviou uma proposta aos americanos, mas o texto foi classificado como “inaceitável” por Donald Trump. Após as críticas do presidente dos EUA, os líderes iranianos chamaram o texto de “legítimo e generoso”.
Que a guerra retórica é melhor do que bombardeios não há dúvida. Mas enquanto os dois países falham em por fim às ofensivas, uma outra bomba de proporções globais vai se armando: a inflação.
A China divulgou na madrugada que os preços ao consumidor subiram 1,2% em 12 meses até abril, acima do 1% projetado pelo mercado. Ainda mais preocupante é o índice de preços ao produtor, que avançou 2,8%, muito acima do 1,9% estimado.
O dado é relevante porque marca uma virada de chave importante: nos últimos anos, o país asiático vinha flertando com deflação, quando os preços caem principalmente por falta de demanda. A volta repentina da inflação, causada pelo choque do petróleo, serve de alerta para o resto do planeta.
Isso porque Pequim é mais dependente do petróleo do Oriente Médio em comparação com outros países, especialmente dada a proximidade geográfica. Trata-se, portanto, de um aviso prévio do que pode acontecer com outras economias caso a commodity não volte a fluir pelo Estreito de Ormuz.
A semana será marcada pela divulgação de indicadores de inflação. Brasil e EUA divulgam seus índices nesta terça-feira.
Enquanto isso, os mercados vivem o dia em compasso de espera. Nos EUA, os futuros americanos operam perto da estabilidade, com viés negativo. As bolsas europeias também recuam neste começo de semana.
O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, opera na contramão, e avança no pré-mercado. O destaque da agenda doméstica é a divulgação dos resultados da Petrobras, após o fechamento do mercado. Bons negócios.