Bom dia, investidor, Confira os destaques da semana: - Petrobras divulga balanço do primeiro trimestre após o fechamento de hoje
- IPCA de abril tem expectativa de alta de 0,69%
- CPI de abril dos EUA deve mostrar inflação ainda acima da meta
- Pnad Contínua do 1º trimestre pode registrar alta no desemprego
- Pesquisa Mensal de Serviços de março fecha a semana e deve avançar 0,2%
Petrobras divulga balanço do primeiro trimestre após o fechamento de hoje- A Petrobras apresenta hoje, após o encerramento do mercado, os resultados do primeiro trimestre de 2026. Com peso de cerca de 10% no Ibovespa, a estatal costuma influenciar o desempenho da Bolsa nas sessões que seguem à divulgação de seus números. O cenário externo traz petróleo pressionado por conflitos no Oriente Médio e incertezas geopolíticas.
- Mais do que o lucro em si, o mercado deve observar três pontos: se a empresa vai continuar alinhando os preços dos combustíveis ao mercado internacional, como está composto o plano de investimentos e se a distribuição de dividendos segue nos patamares recentes.
IPCA de abril tem expectativa de alta de 0,69%- O IBGE divulga amanhã o IPCA de abril, principal dado de inflação da semana no Brasil. A projeção do Bradesco é de alta de 0,69%, com estimativas entre 0,54% e 0,73% nas diferentes casas de análise. O resultado deve refletir pressão de alimentos e combustíveis, afetados pelo choque de oferta recente, e representa aceleração relevante em relação aos meses anteriores.
- O contexto é de expectativas revisadas para cima: as projeções para o IPCA de 2026 foram elevadas para patamares próximos de 4,7%, tanto em casas como o Bradesco quanto na mediana do Focus, acima do teto da meta de inflação. A inflação de serviços, que tende a demorar mais para ceder por estar ligada a salários e consumo, deve concentrar a atenção dos analistas.
CPI de abril dos EUA deve mostrar inflação ainda acima da meta- O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulga na quarta o CPI de abril, o principal dado externo da semana para os mercados globais. O consenso aponta para inflação anual em torno de 3,4% no índice cheio e acima de 2% no núcleo, que exclui alimentos e energia. A inflação americana, na prática, parou de ceder nos últimos meses.
- As projeções indicam leitura mensal resiliente, com gasolina e serviços como principais responsáveis pela pressão. Depois de um resultado levemente abaixo do esperado em março, o mercado trabalha com cortes de juros pelo Fed mais tardios e graduais do que se esperava no início do ano.
IBGE publica Pesquisa Mensal de Comércio de março com expectativa de alta de 0,2%- O IBGE também divulga na quarta a PMC de março, com projeção de crescimento de 0,2% em relação a fevereiro. A leitura esperada é mais modesta do que a registrada ao longo de 2025, quando o varejo encerrou o ano no maior patamar da série histórica, mas ainda positiva em um ambiente de crédito caro e aluguel em alta.
- O dado vai testar a resistência do consumo das famílias num cenário em que o crédito continua caro por causa dos juros elevados, mas o emprego formal e os salários reais seguem em níveis historicamente altos. O equilíbrio entre esses dois fatores é o que define o ritmo do varejo neste início de 2026.
Pnad Contínua do 1º trimestre deve registrar alta no desemprego- O IBGE divulga na quinta os dados da Pnad Contínua do primeiro trimestre de 2026, com expectativa de alta na taxa de desemprego em relação ao fim de 2025, quando o indicador encerrou o ano em torno de 5%. A piora esperada tem explicação sazonal: começo de ano costuma concentrar demissões no comércio e em serviços, após o pico de contratações temporárias do período de festas.
- Apesar da alta esperada, o quadro geral do mercado de trabalho ainda deve ser positivo: o número de pessoas empregadas segue em patamar elevado e os salários reais continuam crescendo, o que sustenta o poder de compra das famílias mesmo com o crédito mais caro.
- Para o Banco Central, um mercado de trabalho ainda aquecido, mesmo com desemprego subindo, reforça a cautela na condução da política monetária. A combinação de emprego razoável, inflação acima da meta e expectativas de preços revisadas para cima reduz o espaço para cortes mais rápidos da Selic.
Pesquisa Mensal de Serviços de março fecha a semana e deve avançar 0,2%- O IBGE publica na sexta a PMS de março, com projeção de crescimento de 0,2% em relação a fevereiro. O setor de serviços teve início de 2026 acima do esperado, com alta de 0,3% em janeiro, e opera hoje mais de 20% acima do nível pré-pandemia, no maior patamar da série histórica.
- A expectativa de 0,2% indica uma desaceleração no ritmo de expansão após meses de crescimento consistente. O setor de serviços é o maior componente do PIB brasileiro e também o que mais demora a desinflar, por estar diretamente ligado ao nível de emprego e aos salários. Por isso, o dado tem peso na avaliação do Banco Central sobre a pressão inflacionária.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na sexta (8): - Dólar: -0,59%, a R$ 4,894
- B3 (Ibovespa): +0,49%, aos 184.108,30 pontos.
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