Em dois dias, o governo Lula (PT) sofreu uma sequência de derrotas no Congresso: viu o nome indicado pelo presidente ao STF ser vetado pelo Senado e assistiu à derrubada de seus vetos ao PL da Dosimetria, que deve beneficiar os condenados pelo 8 de Janeiro —e também o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os episódios ilustram o crescimento da distância ideológica entre a Presidência da República e o Congresso, que chegou a seu recorde no terceiro mandato de Lula. É o maior afastamento já registrado em uma média ponderada sobre como os legisladores enxergam o chefe do Executivo. Os dados fazem parte da nova PLB (Pesquisa Legislativa Brasileira), que há 35 anos coleta opiniões de deputados e senadores em temas diversos. A pesquisa é comandada por Cezar Zucco, da Universidade Columbia, e Timothy Power, da Universidade de Oxford. A distância ideológica entre Congresso e Presidência é hoje de 0,83, em uma escala de 0 a 1. O índice mais alto já registrado pela pesquisa até então havia sido de 0,70, durante o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) —que acabou sofrendo um processo de impeachment em 2016. A pesquisa aborda também temas como apoio à intervenção militar, liberdade de expressão, clientelismo e individualismo dos parlamentares. A polarização do Congresso, que continua em crescimento, ajuda a explicar o novo e largo distanciamento em relação ao Planalto.
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