Fumar é atividade que ganha cada vez mais em ser relegada para a intimidade. Em público, acenam com a morte. O cigarro tornou-se o memento mori do século XXI: «mais um prego no caixão»; «fumar mata!». Trata-se de uma sentença ritual bem-intencionada. Aliás, penso que se acredita que com boas intenções não se enche o inferno, mas se sobe a escada de Jacob. Apetece pedir também com amizade: «Já que vou morrer, deixem o prazer». Mas contenho-me e agradeço com um sorriso penitente. Não me tenta incomodar os outros. |