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O petróleo dispara cerca de 8% neste começo de segunda-feira após um salto de mais de 13% na abertura. Trata-se de uma esperada reação do mercado financeiro a uma provável redução de oferta da commodity ante a guerra iniciada por EUA e Israel contra o Irã.
O principal problema é que os bombardeiros e a reação de Teerã envolvem o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde escoa 20% do óleo e gás transportados por via marítima no mundo. Analistas de mercado já estimam que o barril do tipo brent deve saltar para a faixa dos US$ 100 – patamar visto pela última vez em 2022, no início da guerra na Ucrânia.
Para além das implicações geopolíticas, a disparada do petróleo tem efeitos práticos para a economia global: o provável aumento da inflação. Quando os preços de energia sobem, os custos de produção e transporte acompanham. O fenômeno chega em um momento em que os Estados Unidos convivem com uma inflação que persiste ao redor de 3% ao ano, em vez dos 2% almejados pelo Fed.
Os futuros americanos recuam na faixa de 1% no pré-mercado nesta manhã, em meio a dificuldades de investidores em prever os desdobramentos da guerra e seus impactos sobre a economia. A queda se repete nas bolsas europeias e também no EWZ, o fundo que representa as ações brasileiras em Nova York. Bons negócios.
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