Bom dia!
Os mercados financeiros globais se comportam de maneira ambígua nesta segunda-feira. O petróleo volta a subir e é negociado a US$ 114 por barril, isso após ter batido os US$ 116 durante a madrugada. E, a deduzir do movimento recente de investidores, era esperada uma tendência de queda nas bolsas globais.
Acontece que os futuros dos índices americanos avançam nesta manhã, assim como parte das bolsas europeias. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, começa o dia em alta no pré-mercado.
No noticiário internacional, o destaque é a notícia de bombardeios no Irã que causaram apagão, enquanto os EUA ameaçam com uma invasão por terra no país.
A agenda é carregada no Brasil, com destaque para o IGP-M. O indicador, que costumava ser o principal indexador de contratos de aluguel, já não tem mais a mesma relevância no acompanhamento das tendências econômicas. Mas, com o choque nos preços dos combustíveis, ele pode voltar a ganhar destaque. É que o IGP-M combina preços de atacado e varejo, de modo que ele captura primeiro um aumento de custos de produção e ajuda a antecipar a chegada da inflação ao consumidor nos meses à frente. Como o aumento nos preços dos combustíveis afeta também a produção, o indicador pode antecipar tendências.
Investidores acompanham também as expectativas econômicas do mercado, na pesquisa Focus, e do setor produtivo, com a pesquisa Firmus, ambas publicadas pelo Banco Central.
E o BC tem ainda mais um papel de destaque no dia. Também logo cedo sai a nota mensal de crédito, que mostra as concessões de empréstimos, taxas de juros, inadimplência e comprometimento de renda das famílias. O dado, via de regra, não atrai tanta atenção da Faria Lima. Mas pode ser relevante à medida que o governo passa a ver no alto endividamento da população um dos motivos para sua baixa popularidade. Bons negócios.