A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal formou nesta sexta-feira (13) maioria para manter a prisão preventiva do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Com isso, cresce a expectativa por uma delação premiada de Vorcaro, que poderia envolver nomes dos três Poderes da República (e de fora deles).
O placar do julgamento é de 3 a 0 para que Vorcaro siga preso. Votaram André Mendonça, Luiz Fux e Kássio Nunes Marques. Ainda faltava, até as 18h de hoje, o voto do ministro Gilmar Mendes. O prazo termina às 23h59 de 20 de março.
Para a colunista Daniela Lima, com a manutenção da prisão agora é mais provável que Vorcaro negocie uma delação em que falaria sobre a quebra fraudulenta do banco e sobre suas muitas relações com autoridades. Daniela observa que a decisão do STF hoje deveu-se também à pressão da opinião pública sobre a corte, por conta dos elos de ministros com o caso Master.
Letícia Casado relata que, com ou sem unanimidade, a votação mostra que Vorcaro está cada vez mais isolado —o que torna a colaboração premiada mais iminente.
E Josias de Souza afirma que, após se declarar tardiamente impedido de julgar no caso Master, o ministro Dias Toffoli deveria agora pensar em sair do Supremo.
Daniela Lima também informa que, sob os ataques sofridos pelo Supremo, aliados de Lula defendem que o presidente candidato à reeleição proponha uma reforma do Judiciário. Isso seria um antídoto ao provável uso eleitoral do tema pela oposição.
Daniela Lima: Com prisão mantida, cresce chance de delação de Vorcaro
Daniela Lima: Com STF sob ataque, aliados querem que Lula proponha reforma do Judiciário
Letícia Casado: Com unanimidade ou não do STF, Vorcaro joga sozinho
Josias de Souza: Após deixar caso Master, Toffoli deveria pensar em sair do STF
Josias de Souza: Brasil está na bica de ver nudez que não espanta mais ninguém
Natália Portinari: Vorcaro esteve em festa do 'círculo íntimo' de Hugo Motta no dia da posse
Mariana Barbosa: Em Salvador, União Brasil deu exclusividade ao Master no consignado