Bom dia, investidor, Confira os destaques de hoje: - Serviços avançam 0,3% em janeiro e igualam patamar recorde
- Petróleo sobre 9% e fecha acima de US$ 100
- EUA divulgam deflator do PCE, índice de inflação preferido do Fed
- Mercado de trabalho nos EUA: JOLTS deve registrar alta
- PIB dos EUA do 4º trimestre tem expectativa de crescimento de 2,3%
Serviços avançam 0,3% em janeiro e igualam patamar recorde- O setor de serviços cresceu 0,3% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro de 2025, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), igualando o recorde histórico da série.
- Três das cinco atividades investigadas contribuíram para o avanço: outros serviços (3,7%), informação e comunicação (1,0%) e transportes (0,4%). No lado negativo, serviços prestados às famílias recuaram 1,2%, enquanto serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram estáveis.
- A média móvel trimestral, que suaviza oscilações pontuais, ficou em 0,0% no trimestre encerrado em janeiro, sem variação em relação ao período imediatamente anterior. O resultado indica que o setor mantém seu patamar máximo, sem novo impulso de crescimento na margem.
Petróleo sobre 9% e fecha acima de US$ 100- O barril do tipo Brent subiu cerca de 9% ontem (12) e fechou acima de US$ 100, maior valor desde agosto de 2022. A alta veio após novos ataques iranianos a navios-tanque e instalações petrolíferas no Golfo Pérsico e do anúncio do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, de que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado. O WTI registrou alta semelhante.
- Autoridades iraquianas relataram paralisação completa de portos de petróleo na região, e Omã retirou embarcações de seu principal terminal de exportação. A AIE (Agência Internacional de Energia) autorizou a liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas para tentar amortecer o choque. Bancos como Goldman Sachs projetam Brent entre US$ 100 e US$ 110 no curto prazo caso o bloqueio persista.
- Para o investidor brasileiro, petróleo nesse patamar pressiona combustíveis e frete, com reflexo potencial no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o que pode complicar o cenário para o Copom (Comitê de Política Monetária) às vésperas do esperado início do ciclo de cortes da Selic.
EUA divulgam deflator do PCE, índice de inflação preferido do Fed- O Bureau of Economic Analysis (BEA) divulga hoje (13) o deflator do PCE (Índice de Preços de Despesas com Consumo Pessoal) de janeiro, a medida de inflação adotada oficialmente pelo Fed como referência para a meta de 2%.
- As projeções apontam alta mensal de cerca de 0,3% no índice cheio e de 0,4% no núcleo (versão que exclui alimentos e energia), o que manteria a inflação anual em torno de 2,9% e 3,1%, respectivamente, acima da meta do banco central americano.
- O PCE é preferido pelo Fed em relação ao CPI (Índice de Preços ao Consumidor) por ter escopo mais amplo e metodologia que atualiza os pesos do consumo com maior frequência, capturando melhor as mudanças no comportamento das famílias. O núcleo do PCE, em especial, é o termômetro que o Fed usa para avaliar a tendência subjacente da inflação, desconsiderando choques pontuais de energia e alimentos. Em dezembro de 2025, o indicador havia avançado para 3% ao ano, ante 2,8% em novembro.
Mercado de trabalho nos EUA: JOLTS deve registrar alta- O Departamento do Trabalho dos EUA publica hoje o JOLTS (Job Openings and Labor Turnover Survey), relatório que mede a abertura de vagas no mercado de trabalho americano. O consenso de mercado aponta para 6,7 milhões de postos abertos em janeiro, uma recuperação em relação às 6,542 milhões registradas em dezembro, leitura que havia surpreendido negativamente, ficando bem abaixo das 7,2 milhões esperadas e atingindo o menor nível desde 2020.
- O dado de dezembro já sinalizava um mercado de trabalho em transição: menos vagas disponíveis, mas sem aumento expressivo de demissões, um equilíbrio que economistas descrevem como "baixa contratação e baixa demissão". A taxa de vagas abertas estava em 3,9% no período, indicando desaceleração gradual da demanda por mão de obra em relação ao pico pós-pandemia, quando o índice chegou a superar 12 milhões de postos.
PIB dos EUA do 4º trimestre tem expectativa de crescimento de 2,3%- O Departamento de Comércio dos EUA divulga hoje a estimativa revisada do PIB (Produto Interno Bruto) do quarto trimestre de 2025. A leitura preliminar, divulgada em fevereiro, mostrou crescimento anualizado de 1,4%, abaixo dos 2,5% a 3% esperados pelo mercado e dos 4,4% registrados no trimestre anterior. A revisão do mercado aponta para 2,3%, o que representaria uma correção significativa para cima.
- Como se trata de uma revisão, o número total do PIB já é conhecido em linhas gerais. O que o mercado vai monitorar com atenção são os detalhes: quanto o consumo das famílias cresceu, como se comportaram os investimentos e qual foi a variação dos preços embutida no relatório, especialmente o deflator do PCE (Índice de Preços de Despesas com Consumo Pessoal), que o Fed acompanha de perto para calibrar a política de juros.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na quinta (12): - Dólar: +1,62%, a R$ 5,242
- B3 (Ibovespa): -2,55%, aos 179.284,48 pontos.
Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. |